sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Irritação - meu mal bipolar

Se tem uma coisa de muito ruim em eu ser bipolar é o meu limiar para ficar irritada: super baixo. E o pior de tudo é que isto acontece especialmente quando o Pedro acorda de madrugada "sem motivo". Digo isto entre aspas porque é sem motivo para mim. Racionalmente falando. Se ele não precisa mais mamar de madrugada, a chupeta não caiu para fora do berço, ele não prendeu braços, pernas ou qualquer outra coisa nas grades do berço, e não teve pesadelo (pelo choro, dá para identificar), então porque raios acordar de madrugada? E esta noite foi quase fatal para mim. Ele acordou chorando pedindo a chupeta. Cheguei lá, ele já estava em pé no berço com a chupeta na boca. Acalmei ele e saí do quarto. Ah! Aí começou o maior berreiro da história. Tentei algumas técnicas para fazê-lo voltar a dormir e...nada. Minha irritação foi aumentando, aumentANDO, AUMENTANDO. Acho que essa ladainha durou uma hora. Ele até chegou a dormir no meu colo. Coloquei ele no berço e quando estava fechando a porta do quarto, voltou a berrar... Bom, para resumir, tive que levá-lo para a minha cama, para o bem da humanidade. Eu estava tão nervosa que tive crise de choro. E tive, mais uma vez, certeza de que só posso ter um filho.

Não sei se é assim com vocês também, mães bipolares. Fico até muito chateada por ser assim. Este é o lado bem ruim de ser bipolar, pelo menos no meu caso. Junta então uma tpm...viro uma bomba-relógio. Mas, para tudo, existem estratégias. Às vezes funcionam muito bem e não têm efeitos colaterais, outras vezes funcionam muito bem, mas com efeitos colaterais e, infelizmente, tem aquelas que não funcionam. A minha da vez, colocá-lo na minha cama, pode ter efeitos colaterais se eu precisar repetí-la muitas vezes. Daí vou criar um hábito péssimo no Pedro que vai acabar com minhas noites, minhas costas (e também do meu marido!).

Você tem estratégias para diminuir a irritação? Me conta, pooorrrr favooorrr!

ps1: Mesmo irritada, nunca levantei um dedo contra o Pedro, nem dei chacoalhão nele.
ps2: Depois que coloquei ele na minha cama, ele deitou olhando para mim e fez carinho! Ownnnn!!!
ps3: Ele ainda está dormindo. São 10am! Até por isso consegui atualizar o blog ;-)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Mãe bipolar disponível em tempo integral

O Pedro foi internado com bronquiolite em agosto e novembro. Saiu do hospital e 5 dias depois voltou ao pronto-socorro com febrão. Voltou mais duas vezes nos 4 dias que se seguiram. Sempre o mesmo motivo: algum problema no pulmão. Ele nasceu prematuro, fez a cirurgia de correção de atresia de esôfago, ficou na UTI, enfim, ele é muito mais frágil do que uma criança que não tenha passado por tudo isso. Tentei deixar ele na escola, mas desde maio, ele não engordou nem 500g e ficou apenas um mês sem ir ao médico. Nada mais lógico do que tirá-lo da escola.

Em outubro, mudei de emprego. Hoje penso que não deveria ter assumido este novo cargo. Era muita responsabilidade para quem tem um bebê pequeno como o Pedro. No outro trabalho, eu tinha mais flexibilidade e maior facilidade para trabalhar de casa (e meu ex-chefe tinha me avisado...). Apenas um mês e pouco depois na nova empresa, eu estava pedindo demissão, e deixando, de certa forma, minha chefe na mão. Mas emprego nenhum pode valer mais do que um filho.

Já estou em casa com o Pedro há uns 10 dias. Tenho segurado bem a barra. Não estou me sentindo intolerante como era antes. Não tenho ficado muito irritada também. Estou realmente mais equilibrada. Assumi este período em casa como um tempo realmente para o Pedro. E descobri um filho que eu não sabia que tinha! Tenho permitido que o tempo seja dele. Quando ele precisa de mim, mesmo que seja para ver um carro passando na rua, tento atendê-lo. Esta percepção está me ajudando a entender que este não é o momento da Juliana (apesar de que nas horinhas que ele dorme, vou me dedicar aos blogs e às mídias sociais. E se tudo der certo, dedicação profissional).

Pra variar, além desta noção de que o Pedro precisa muito de mim, a rotina é mais uma vez a grande aliada. Temos que ter horário pra acordar, tomar banho, almoçar, dormir, lanchar, jantar e dormir de novo. E, no meio de tudo, muitos momentos para brincar. Isto facilita para o Pedro, que deixa de ficar irritado, para virar um reloginho! E, obviamente, funciona para mim também, conseguindo me programar e não sentir perdida em meio às obrigações.

Então, o blog entra em uma nova etapa, e acho que vai ser tão complicada quanto a gravidez e os primeiros meses do Pedro. Estes dias foram tranquilos, mas tenho total conhecimento de que nem sempre será assim.

Espero muito poder contar com dicas de mamães que ficam com seus pequenos em casa!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Deixando o modo "Poliana" de ser de lado - à moça do comentário anônimo

Recebi um comentário anônimo de uma moça, bipolar, grávida, que disse que "não se sente nada especial, pelo contrário...". Fiquei pensativa. Não me sinto sempre especial. Já me senti muito mal por ser bipolar, carrego arrependimentos por coisas que fiz, e isso não me faz sentir nada especial, pelo contrário, como a moça disse.

Sinto que alguns posts tem um ar "Poliana" aqui no blog. Tento sempre ver o lado positivo. Enquanto estava grávida e o bicho pegou mesmo, fui mais realista. Não quero desmerecer ninguém quando digo que me sinto especial. Não quero passar a impressão de que ser bipolar é fácil. Porque não é. Ainda mais porque existem graus de bipolaridade, e tem gente que tem uma vida muito difícil, que não é brincadeira.

Tento, pelo blog, compartilhar experiências sobre gravidez e maternidade, e mostrar que com auxílio médico, terapêutico e de amigos, e a devida liberação dos profissionais que cuidam da bipolar, é possível viver estas experiências. E na medida que me sinto confortável, conto o lado triste da minha história.

Fico muito feliz por saber que algumas mulheres que passaram por aqui se animaram a engravidar e encontraram um apoio para passar por isto sem tanto estresse. Sei também que outras passaram por aqui e não conseguiram engravidar ou tiveram uma experiência triste... mas saibam que seu comentário, sua experiência também é importante.

Quero agradecer à moça, anônima, grávida, por passar por aqui. Por ler meus posts. E desejo, do fundo do meu coração, que sua gravidez seja o mais tranquila possível. E que mesmo que você não se sinta especial, que você não desanime. Te desejo muita saúde, paz, tranquilidade, paciência, e que você esteja rodeada por pessoas boas que te tratem bem, que cuidem de você e que, principalmente, te entendam.

ps: se você ainda não conhece o Blog da Di Matielo, a Mãe Bipolar, passa lá, ela teve experiências bem punks e talvez possa te ajudar mais.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Bolha de sabão - quando a mania passa

Cortei a minha franja no começo da semana. Cortei, aparei, reaparei, daí parei. Mas mesmo assim acreditei no meu potencial de cabeleireira. Fiz novos planos para alguns anos à frente. Planos empreendedores com certeza de sucesso. No meio disso tudo, peguei uma virose chata, fiquei 4 dias sem comer direito e acabei tendo que ficar em casa, para me recuperar e aproveitei para pensar.

Me olhei no espelho e me dei conta do estrago que fiz na franja e dos planos precipitados. Não necessariamente estava em mania, mas com certeza estava fragilizada. Meu avô morreu recentemente, abruptamente. Estou com a saúde emocional e física fragilizada. Queria mudar a vida em um segundo e tinha certeza de que poderia mudá-la. Muita coragem, pouco planejamento. Tudo baseado em emoções. Bolha de sabão.


Me sinto realmente especial por ser bipolar. Me sinto mais criativa, mais crítica, mais ativa e mais reativa que muitos. Claro que não curto as depressões e as manias destrutivas. Mas sei bem como me reinventar, mais ainda, acho que sei bem quando PRECISO me reinventar. E foi isso que o dia em casa (ok que foi um dia top da virose), me proporcionou.

Acho que quando não estamos satisfeitos com alguma coisa, tendemos a pensar em primeiro lugar em mudar esta coisa, nunca em mudar algo que seja inerente a nós mesmos. Mas o bipolar tem um diferencial, ele precisa pensar muito nas suas atitudes.

Com tantas oscilações de vontades, não só de humor, o bipolar acaba sendo forçado a se adaptar ou sucumbir. Precisamos assumir o estrago da mania, despachar o peso da depressão para voltarmos a viver melhor. Leva um dia ou dois, ou mais, mas sempre é possível chegar lá.

Por isso marquei com uma profissional para (re)aparar a minha franja e refiz meus planos para os próximos seis meses.

Mais pé no chão, menos tesoura na mão!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

depressão e tédio

Já falei várias vezes aqui que a rotina ajuda a maioria dos bipolares a ficar mais próximo do eixo. Nunca falei sobre necessidade de se sentir útil. Não sei se isso é uma característica do bipolar, mas notei que quando não sou produtiva, me sinto um lixo. E para piorar, sempre acho que devo fazer mais...

Isso não é só no trabalho. Quando estou em casa, não sossego enquanto tiver algo fora do lugar. e com um bebê de 1 ano e meio, sempre tem algo fora do lugar! Tenho enorme dificuldade com o tal do "ócio contemplativo", apesar de ter plena convicção de que isto tem feito uma enorme falta para mim.

Apesar de estar com os dias corridos, a ponto de vir para casa praticamente apenas para dormir, tenho me sentido inútil, com o potencial subaproveitado. Preciso de foco. Mas enquanto isso, por agora, vou aproveitar que o pequeno está dormindo para tentar entender um pouco desse "ócio"...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Os 50 dias - novo trabalho, alergia à lamotrigina & outros

Precisava voltar aqui! Saudades de escrever! Mas, quero me desviar o mínimo possível do tema deste blog. Então, nada melhor do que contar aqui o susto que tive com uma alergia possivelmente à lamotrigina.

Dizem por aí que as coisas acontecem em trio. Quando vem uma desgraça, outras duas vêm atrás. Mas também quando você, que nunca tem compromisso aos finais-de-semana, tem um casamento, com certeza terá mais um casamento, um churrasco ou aniversário em um dos outros dias do "finde". Fato! Por que eu iria fugir à regra?

Comecei a trabalhar em 16 de Abril. Coisa boa! No dia da entrevista, que aconteceu na semana anterior, o Pedro acordou vomitando. Meu marido ficou com ele. Deste dia até o final da semana, eu entrei na virose e saí. Ufa! O Pedro também acabou ficando melhor e sendo liberado para a escolinha no meu primeiro dia de trabalho. Mas meu marido, que estava em um ritmo alucinado de trabalho, não só pegou a virose, como desmaiou três vezes.

O primeiro desmaio foi no final da tarde. Falei com ele do trabalho. À noite, deixei o Pedro com os meus pais e fui cuidar do marido que mais uma vez desmaiou, no banheiro...desespero! Fomos ao hospital. Próximo às três da manhã, quando ele teria alta, ele sofreu outro desmaio e, obviamente o médico segurou ele por mais várias horas. Ele havia feito ressonância, e já sabíamos que não era nada neurológico. Mas assustou muito e me fez ficar em casa com ele no segundo dia de trabalho :(

Depois desta estreia no trabalho, veio uma sequência de probleminhas: Pedro com gripinha boba, que evolui para traqueo-bronquite e eu com uma gripe chata também. O Pedro me tomou algumas horas do trabalho para levá-lo fazer radiografia e passar em consulta. Nada de mais. Nada anormal para uma mãe que precisa fazer estas coisas sozinha... Minha gripe piorou e junto apareceu uma alergia estranha que foi até confundida com catapora. Passei na pediatra, que liberou da catapora. Passei na dermatologista que não soube determinar o que era, diagnosticou como algum vírus, me disse na cara dura que eu estava um bagaço, me deu remédio, cama e desejou saúde!

O remédio não adiantou. A cama não me curou e acabei ficando depressiva, rapidamente... Liguei então para a psiquiatra para pedir para aumentar a dose da Lamotrigina. Ha! Quando contei a história da algeria ela SUSPENDEU a Lamotrigina, para o meu pavor. Em menos de dois dias a coceira, que era insuportável, parou. Ou seja, eu que vivia tão bem com a Lamotrigina teria que procurar outra parceira...

Para minha sorte, a minha psiquiatra cogitou a possibilidade da alergia ser não exatamente à lamotrigina, mas a outro composto do Neural. Eu tomava Lamitor, mas, com a grana curta, passei a tomar o Neural, amostra que a médica me dava. Voltei faz uma semana a tomar Lamitor. Voltei com medo! Tomei por cinco dias 25mg e há dois estou com 50mg (minha dose é 100mg). Graças a Deus a alergia não retornou, a atenção voltou (logo que tirei a lamotrigina tive um dia péssimo de concentração, até destruí o espelho lateral do carro....), a depressão melhorou e estou até mais animada do que antes com as 100mg!

E tudo isso em aproximadamente 50 dias de trabalho! Acho que até meu chefe ficou com medo de tanta zica perto dele!!! Pelo menos, isto tudo me mostrou que resiliência também é uma das minhas qualidades!!!

Chega, né?!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Por enquanto é só pessoal! - pausa do Grávida e Bipolar

Há um ano e nove meses iniciei este Blog. O intuito era registrar como seria uma gravidez sem remédios para bipolaridade. Os relatos constantes e, principalmente, os comentários, transformaram o blog em terapia. Não sei o que teria sido de mim sem ele (e sem vocês)!

Depois que o Pedro nasceu, o blog serviu para compartilhar a minha rotina de "mãe bipolar" e para acompanhar o retorno do medicamento. Pedi e recebi muita ajuda por aqui na fase mais crítica que foram os primeiros meses. Com certeza piores do que os oito da gravidez!

Além disso, "despejei" por aqui todas as minhas crises "profissionais/ocupacionais". Não tinha como relatar meus sentimentos como mãe sem falar destas insatisfações. Uma coisa afeta diretamente a outra. Bem que eu acho que este papo sempre foi chatão de compartilhar...

Após os 21 meses de Blog, vejo que ele atendeu muito bem ao propósito inicial. Recebi muitos emails de mulheres tentantes, grávidas, mães, pedindo ajuda, conselho ou apenas agradecendo por terem encontrado em um post algum alívio. Mesmo que eu tivesse recebido apenas um email durante todo este tempo eu teria considerado atingido o objetivo!

Então, encerrarei as postagens por agora e retomarei quando iniciar as tentativas para um próximo bebê! Mas continuarei moderando os comentários e respondendo aos emails como sempre fiz. E se surgir algum assunto pertinente antes mesmo de eu voltar a ser tentante, postarei aqui! Para receber um email avisando sobre novas postagens no Grávida e Bipolar, preencha o campo "Acompanhe por email", à direita. Outra opção é utilizar o "Inscreva-se", abaixo.

Mas se você gosta de acompanhar o crescimento do Pedro, meu desempenho como mãe, as minhas crises chatas ou apenas tem curiosidade em saber onde é que este papo vai dar, acesse o Ju que escreve!



Muito obrigada a todos que me acompanham, comentam, aprendem e opinam!
Espero poder encontrá-los por aqui quando eu voltar!

Um enorme abraço,

Ju Cavani

14 meses de maternidade - resumão

Daqui duas semanas o Pedro completará 1 ano e 2 meses. Já estamos entrando em uma fase diferente da vida: independência. Ele já está adaptado à escola (apesar de que, depois de ficar doentinho, tenho certeza que rolará uma nova adptação) e eu, super adaptada às tardes sem ele. Então, acho este momento bom para um resumão.

Vou tentar dividir o resumo, mês a mês, e por "ocupação": maternidade, obviamente será para se referir exclusivamente à atividade de mãe mesmo (dã!) e individualidade para questões pessoais minhas.


Primeiro mês (contando a partir da chegada do Pedro em casa)

Maternidade: Este é o mês da descoberta! Junto com meu marido, que deu ótimas dicas, e sempre ajudou muito, aprendi a melhor maneira de acalmar o Pedro, descobri que acordar durante à noite para dar de mamar não mata, apesar do sono, e comecei a sacar que a rotina é a melhor aliada para uma vida tranquila em família!

Individualidade: Foi a primeira crise "ocupacional" que, hoje vejo, não levou a lugar nenhum. Com apenas um mês em casa com o bebê eu já estava louca para estudar, mudar de área, investir no negócio da família (achando que era o futuro) e acabei me inscrevendo para um curso que eu nunca acabei (nem irei acabar)!


Segundo mês

Maternidade: Aprendi que a paciência é outra grande aliada da vida em paz. Paciência para amamentar, paciência para quando o que funcionou no primeiro mês perde efeito, paciência para escrever. Pouco atualizei o Blog.

Individualidade: Acho que nem tive tempo para dar atenção às crises pessoais. A irritação estava em alta.


Terceiro mês

Maternidade: Como nos dois primeiros meses, e acho que até hoje isto continua, ainda lutei para manter a tal da rotina e descobrir novas formas de acalmá-lo sem ficar louca (o pai é a melhor delas)! Comecei a desconfiar que ele já sabe manipular os pais: quando fica com os avós ou tios, ele dorme bem! Será?! Aprendi que a ordenhadora seria minha melhor amiga por uns 8 meses!

Individualidade:Na minha ânsia de querer estudar, me inscrevi para um curso de empreendedorismo para mulheres da FGV. Depois de 4 seletivas, recebi um feliz email dizendo que havia passado! Teria, por 3 meses, as sextas e sábados só para mim. Mesmo que estudando, foi uma delícia!


Quarto mês

Maternidade: Não registrei muitas novidades quanto à maternidade. Apenas descobri que sou uma só e não dou conta do Pedro+casa+trabalho+estudo. Ah, teve um evento importante: meu coração ficou na mão com uma endoscopia que o Pedro precisou fazer para alargar a região da cirurgia. Fiz um bom resumo disso em um post!

Individualidade: Pra variar, oscilando! Neste mês fiquei feliz com o trabalho, feliz com o curso, super motivada e me programando para ter tempo com o marido (coisa que, infelizmente, eu não consegui).


Quinto mês

Maternidade: Pedro deu um susto. Ficou internado 8 dias com bronquiolite. Fiquei junto. Senti que ele ficou bravo comigo, me senti impotente.

Individualidade: Tive uma grande perda neste mês. Meu professor do laboratório faleceu. Ele foi um mentor para minha vida. Meu mestrado ficou sem rumo. Por alguns instantes, aprendi a tomar decisões com mais calma (pena que não reli este post mais vezes). Mas, no mesmo mês, comecei com a ideia de trabalhar com comunicação. Será que fui precipitada?


Sexto mês

Maternidade: Registrei aqui no Blog apenas a evolução dos 6 meses do pequeno.

Individualidade: Comecei a trabalhar com midias sociais. Fiquei felicíssima! Afinal, não tinha experiência. Foi uma oportundiade incrível para aprender, para ter uma nova rotina de trabalho, para conhecer novas pessoas, para ganhar dinheiro!!!


Sétimo mês

Maternidade: Pedro com dificuldade para engordar, dificuldade para aceitar leite industrializado... Acabo me culpando quando relembro.

Individualidade: Continuava super empolgada, trabalhando com midias sociais.


Oitavo mês

Maternidade: Angustiada porque o Pedro continuou abaixo do peso esperado. A preocupação aumentando.

Individualidade: Apesar do Pedro, eu ainda estava trabalhando e curtindo!


Nono mês


Maternidade: Apesar do Pedro ficar praticamente todas as tardes longe de mim, quando eu ficava com ele em casa e "sumia" do alcance de sua visão ele abria o berreiro! Acho que ele se deu conta de que somos pessoas distintas. Se um bebê suga energia, nesta fase suga o triplo. Aprendi que ficando na casa da minha tia, ele não dava tanta bola pra mim, e aí sim, podia rolar um home office.

Individualidade: O trabalho estava pouco e passei a precisar fazer home office por não receber :( Comecei a desanimar, mas ainda tinha fé. Achei que a empresa tinha futuro. Mal sabia eu que estava prestes a fechar :(((


Décimo mês/ Décimo primeiro mês

Maternidade: Uma amiga minha que é médica disse que a maior causa dos bebês não engordarem no primeiro ano de vida é a falta de leite. Neste mês, o Pedro engordou apenas 110g e não cresceu um centímetro. Mas os exames não indicaram nada. Resolvemos tentar NAN mais uma vez (ele não tinha aceitado). Problema resolvido: NAN com banana e várias mamadeiras por dia (o normal, de 3 em 3 horas). Pedro cresceu e passou a dormir melhor! \o/

Individualidade
: Como o Pedro não crescia e eu não recebia salário, decidi ficar em casa com ele, 24 horas por dia. Foi a melhor coisa que eu fiz! Precisei fazer isto para "reparar" meu erro. Não um erro consciente, mas um erro por não ter dado a devida atenção na transição de leite materno para o industrializado. Não valorizei a importância do leite industrializado. Eu já não tinha mais tanto leite, mas achei que a comida ia compensar...pode??? Então, nestes dois meses o foco foi "mãe" mesmo!


Décimo segundo mês

Maternidade: Finalizei o primeiro ano do Pedro um tanto aliviada por ele ter voltado a se desenvolver. Óbvio que ele ainda não estava com peso e altura de acordo com a idade, mas já estava bem próximo disto. Virei fã número um do NAN!

Individualidade: Continuei focada no Pedro, mas já estava surgindo uma inquietação sobre trabalho, já que o que tive, e achei que era a grande oportunidade da minha vida, não vingou. Mas o foco era o Pedro, então "sosseguei".


Décimo terceiro mês

Maternidade: Como eu precisei voltar a trabalhar, Pedro iniciou na escolinha! A adaptação foi fácil. Tanto para mim, quanto para ele. Em uma semana eu já estava deixando ele na porta e indo trabalhar. Que delícia poder focar na individualidade!

Individualidade: Voltei a trabalhar com meus pais a pedido deles e, principalmente, por necessidade. Voltei para atuar no relacionamento com clientes. O trabalho era de formiguinha. Dificilmente veria resultados. Mas era o que eu podia fazer no momento.


Décimo quarto mês

Maternidade: Ah! A escola que seria a maravilhosa solução virou problema! O Pedro começou a ficar doentinho (laringite e começo de pneumonia) e acabou não indo nem 15 dias para a escola este mês. Este foi o mês de ver o pequeno sofrer para melhorar. Precisei dar remédio certinho a cada 8 horas, até de madrugada. Tadinho! Mas, graças a Deus, ele melhorou e em breve, voltará à escola.

Individualidade: Precisei começar a pensar seriamente em procurar emprego. Trabalhar com os pais pode soar como "vida fácil" e "dinheiro certo". Não é o meu caso. A empresa não tem mais como me garantir um salário. E não podemos viver apenas com o que meu marido ganha.

Este mês é aquele de pensar séria e profundamente sobre o que REALMENTE eu quero da vida. Analisar TUDO e correr atrás. É o mês de PARAR DE VEZ de dar bola"crises ocupacionais", assumir que tudo na vida tem um lado chato e exercitar a persistência e paciência. NO PAIN, NO GAIN.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Procurando emprego

Há 3 semanas estou ajudando meus pais na parte de relacionamento com clientes. Tem sido bom, mas não suficiente. O que faço, posso fazer à noite, de casa, ou de qualquer computador. Quero mesmo é um emprego. Agora é fato: estou procurando!

Afinal, o último emprego que tive, atuei como planner em marketing digital e gostei bastante. Pena que a empresa fechou. Quero muito me aperfeiçoar nesta área. Em paralelo, manterei meus projetos empreendedores que me darão algo a longo prazo.

Estou animada, ansiosa, com medinho...tudo que qualquer ser humano, bipolar ou não, sentiria, certo?! Ai!

Sorte para mim!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Adaptação à escolinha - primeiro mês

Dia 1 - 16/01/12 (duração: 2 horas)
Eu estava tranquila. Coração tranquilo! Cheguei com o Pedro no horário combinado. Ficamos na recepção aguardando. Lá ele se encorujou um pouco quando alguém mexia com ele. Encontramos os amiguinhos da turma dele e fomos juntos para uma área com brinquedos. Ainda gurdado em mim, ele começou a interagir com os outros bebês, mas não queria papo com as tias! Depois de meia hora ele já se soltou, foi com as tias. Na hora do lanche deixou a papinha de banana quando viu que tinha pão! De volta aos brinquedos, nem notou quando eu saí para tomar um café! Voltei, ele veio até mim, mas logo lembrou dos amigos e esqueceu da mãe! Ao final das 2 horas de adaptação, ele já estava bem sonolento, quase dormindo no colo da tia. Foi só colocar no carro que capotou! Adaptação dia 1 nota dez!!!
dica: o tempo todo que eu fiquei com o Pedro, fui "passiva". Deixei que ele viesse até mim ou fosse até os brinquedos, amiguinhos e tias. Só dei colo quando ele pediu. Além disso, eu estava calma, e isso transmite segurança para a criança.

Dia 2 - 17/01/12 (uma hora e meia)
O Pedro ficou bem! Fez a mesma manha quando deixei ele sozinho com as professoras, mas depois, esqueceu da mãe! Resmungou um pouco para comer e, depois, para dormir. No final, quando ele já estava chatinho para dormir, assumi e fomos embora.
ps: neste dia ele começou a tossir e o peito estava chiando. A chatice era justificável. Sejam benvindos anticorpos! :-/

Dia 3 - 18/01/12
A tosse piorou. A chatice piorou. Levei ele para a escola, mas busquei mais cedo para ir para a pediatra. Viva anticorpos! #not

Dia 4 - 19/01/12
Não levei o Pedro para a escola. Ele não dormiu, tossiu muito. Eu não dormi.
ps: quem disse que bebês não aprendem nada na escola? Pelo menos o organismo deles aprende a se defender... o.O

Dia 5 - 20/01/12 (3h e 20')
Mais uma noite mal dormida, mas como o Pedro só tosse à noite mesmo, e de dia fica bem, levei ele para a escola. Apesar da saúde, ficou bem na escolinha! E eu, na recepção.

Dia 6 - 23/01/12 (3h)
Deixei o Pedro com as professoras e fiquei esperando ele parar de chorar na recepção. Assim que ele parou, o que aconteceu rapidamente, fui liberada para trabalhar!!! A agenda voltou com elogios ao "mocinho"!!!

Dia 7 - 24/01/12
Praticamente igual ao dia anterior!

Dia 8 - 25/01/12 (feriado do aniversário de São Paulo)
Um bom dia para ir ao hospital, certo? Pois é, Pedro com laringite. Ficamos a manhã no hospital. :-(

Dia 9 - 26/01/12
Como sou uma mãe muito persistente, levei ele para a escola. Mas ele tossiu muito à noite.
ps: Vendo agora as minhas anotações, nem eu acredito que fiz isso! Mas ele ficou bem.

Dia 10 - 27/01/12
Não foi à escola, óbvio!

Dia 11 ao dia 16 - 28/01 a 6/02
Pedro foi à escola, ficou bem, mas continou tossindo, principalmente à noite e pela manhã (ele vai à escola só à tarde).

Dia 17 - 7/02/12
Pedro ficou bem na escola, mas voltou para casa febril e só piorou durante à noite. Resultado: manhã seguinte no hospital. Laringite reentrante e começo de pneumonia. Agora, só está liberado para voltar para a escola depois do Carnaval.
ps: desde os primeiros sintomas ele estava sendo medicado.

Dia 18 ao 29
Afastado da escola!


Moral da história:
O primeiro mês de escolinha é a adaptação dos pais a uma conta que você terá que pagar por um serviço que não vai usar!!! E adaptação dos anticorpos, que finalmente começarão a trabalhar!!!
Brincadeiras à parte, me pareceu que o Pedro curtiu muito a experiência, inclusive está mais animado para arriscar uns passinhos solo! Vale à pena, especialmente para a mãe ter um tempo para arrumar a vida (=procurar emprego).

sábado, 14 de janeiro de 2012

Primeiro dia de aula - 2012 prometendo!

Segunda-feira o Pedro começa na escolinha. A minha adaptação começará às 14h. Digo que é minha porque creio que quem mais vai sofrer de saudades serei eu! A escolinha que escolhi é bem próxima do meu trabalho e da casa dos meus pais. O preço não é dos melhores, mas foi a mais em conta da região.

Volto a trabalhar no mesmo dia. Também farei adaptação lá! Trabalharei com meus pais e esta será a primeira vez que realmente farei diferença lá dentro. Depois da consultoria que recebemos dos alunos da FGV e depois do conhecimento que obtive no curso 10.000 mulheres, realmente percebo o que devo fazer. Trabalharei na parte de marketing, e isto inclui gerenciamento de redes sociais e relacionamento com clientes. Estou até empolgada! Finalmente, muito do que aprendi em 2011 será posto em prática. Imagino que esta será uma boa adaptação: adaptação a um trabalho "como todo mundo tem"!

Mas a adaptação a esta nova fase do Pedro será sofrida. Fiquei por apenas uns 4 meses, sendo só alguns dias da semana, distante dele neste primeiro ano de vida. Estou bem dividida pois sei que a escolinha será um marco para o desenvolvimento dele, ajudará muito a companhia dos coleguinhas, mas também fico com o coração apertado, não só pelas saudades que vou sentir, mas por imaginar que ele poderá sofrer no início com a minha ausência. Mas isto é ser mãe, não? Sofrer com o crescimento dos nossos bebês!

Enfim, hoje já estou com uma grande mistura de sentimentos: saudades, ansiedade, animação, esperança mas curtindo as novidades de ter realmente uma função que fará diferença na empresa e de ver meu pequeno se relacionar com outros bebês da sua idade!

Já que começou bem, que 2012 continue assim, com muitas novidades, muita superação, muito crescimento, muita disposição para fazer a diferença!

Um ótimo 2012 a todos com tudo isto e muito mais (ainda dá tempo de desejar, não?!)!!!

Pedro curtindo um livrinho com a prima e com o mascote do clubinho +Cultura

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

1 ano do Pedro - em fotos

dez/2010 - nascimento!

jan/2011

fev/2011

mar/2011

abr/2011

mai/2011

jun/2011 - 6 meses!

jul/2011

ago/2011

set/2011

out/2011

nov/2011

dez/2011 - 1 ano!

jan/2012

"mini" currículo de uma bipolar

Eu sempre gostei de estudar. Fiz todas as séries da escola sem repetir, fiz faculdade, fiz pós-graduação e iniciei o mestrado. Trabalhei na área de fisioterapia do trabalho logo que terminei a pós. Durante todos os anos da faculdade e alguns depois trabalhei no laboratório. Recebi bolsa de 300,00 por dois anos e só. O resto, trabalhei de graça.

Me considero esforçada e inteligente. Fiz cursos livres nas áreas de marketing e jornalismo. Fiz um curso de administração na Faculdade Getúlio Vargas muito concorrido, na faixa! Faço deliciosos brownies e cupcakes. Sei tricotar, sei fazer ponto-cruz e também ponto arraiolo. Escrevo muito bem. Falo com desenvoltura em público. Sei falar e escrever em inglês. Consigo pedir a conta em um restaurante e comprar uma pasta de dente em francês.

Faço o Pedro dormir cantando. Gosto de dirigir e me considero uma ótima motorista! Sou organizada e responsável. Faço tudo o que posso para ajudar a quem precisa. Muitas vezes saco as necessidades das pessoas mesmo que não seja aparente. Gosto de feedback e aprendi a receber qualquer tipo de crítica.

Ah! Mas sempre esqueço as torradinhas no forno...

pós-publicação: Acho que teve gente que entendeu errado este post. De maneira alguma estou querendo me exibir. A ideia aqui é bem o contrário. De que adianta saber tanto se não tenho um emprego por mérito???

Procura-se satisfação (a saga do emprego)

Achei que estava grávida. E esta ideia melhorou a minha vida. Para variar, a questão da falta de um emprego "igual-todo-mundo-tem" me assombra e me arrasa. O trabalho que tive no segundo semestre de 2011 foi muito bom. Mas a empresa fechou e eu ainda não recebi. Por que estas coisas sempre acontecem comigo? Por que quando surgem oportunidades lindas elas desaparecem pouco tempo depois? E achar que estava grávida me fez ter outro foco, um objetivo. Mas só achei. Hoje, tenho certeza que não estou. Estou sofrendo horrores com a cólica menstrual...

Minha história realmente é cíclica. Meu ponto fraco é sempre relacionado ao lado profissional. Me acho muito capaz para fazer várias coisas, mas sinto dificuldade de me realizar, de me achar realmente útil. Inclusive foi isto que aconteceu quando trabalhei com fisioterapia. Não me sentia satisfeita... I can't get noooo satisfaction...but I try, but I try, but I tryyyyy!!! Será que o único trabalho da minha vida que realmente me trará satisfação será a maternidade?

Entrei o ano disposta a "resolver" este dilema. Comecei a vender cupcakes e brownies. Gosto disto! Meu plano seria fazer algo em casa para ficar com o Pedro e realmente pensar em ter outro filho entre segundo semestre de 2012 e começo de 2013. Mas não dá para sobreviver disto, por enquanto. Então, meu pai me chamou mais uma vez para ajudá-lo. Sinceramente, tenho diversas ideias para a empresa (provenientes do curso que fiz na FGV), mas empresa familiar é complicada. Empresa familiar pequena, é pior ainda.

Mas já que meu maior desejo (e necessidade) agora é trabalhar, e eu sei o quanto isso faz bem para minha mente e também para o bolso, vou ajudar meus pais. Sei que corro o risco de ser medíocre e continuar frustrada... mas bem que em um cantinho do meu cérebro passa a ideia de transformar a empresa e ter sucesso. Por que não? Daí, sigo com meu plano de engravidar logo!

ps: escrevo este post um dia antes de retornar à psiquiatra e estando há aproximadamente 3 semanas sem o remédio, já que achei que poderia ter engravidado. Irritação, intolerância e sono atrapalhado ao máximo :(