sábado, 31 de dezembro de 2011

2011

2011 foi um ano de chorar. Comecei o ano na uti, junto com o Pedro e o J. Choramos de aflição pela cirurgia que ele faria. Chorei de felicidade pelo sucesso de sua recuperação.

Chorei pelas noites mal dormidas, pelas mamadas difíceis, por ainda não entender direito as necessidades do Pedro. Chorei de dor pelo peito cheio de leite quando voltei a trabalhar.

Chorei pelas oportunidades que não deram certo. Chorei ao me ver diante da necessidade de mudar de área mais uma vez.

Chorei por ter perdido meu professor no começo do ano, e um amigo queridíssimo no final.

Mas todas as vezes que chorei, sempre soube que tinha um ombro amigo para me amparar, era só chamar.

Que em 2012 estas lágrimas se transformem em aprendizado, em força e em saudades menos doídas.

Feliz 2012 a todos! Aliás, que 2012 seja mais do que feliz, seja fantástico!

E que eu poste mais vezes por aqui... :)

Ps: amanhã posto sobre o primeiro aninho do Pedro!!!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O (falso) milagre do leite

resultados dos exames, retorno à pediatra e a solução

Na consulta mais decepcionante do Pedro à pediatra, quando a balança acusou apenas 110g de aumento do peso em um mês e a régua não moveu um milímetro, saí da sala da médica com uma lista de exames, outra lista de doenças horríveis-incuráveis-catastróficas na minha mente e uma dúvida.

A médica disse para tentarmos novamente dar Nan para o Pedro, já que com o tempo o paladar do bebê pode mudar. Aos 5 meses, quando passei a trabalhar o dia todo, e quando o meu leite começou a diminuir, tentamos introduzir Nan e Aptamil. Ele não gostou de nenhum. Então partimos para o Soymilke. Mas mesmo este último, ele só aceitou no mingau.

Então a dúvida que pairava, e que eu tinha quase certeza que seria o caminho para a cura de todos os males do Pedro, era o potencial nutritivo do leite de soja em compração ao Nan. Assim que comprei uma latinha de Nan pro 2, corri para a "informação nutricional" e, pimba! O Nan tinha 2010kJ enquanto o Soymilke tinha 613kJ. Feliz pela minha grande descoberta, continuei na lista e vi que as viaminas também apresentavam maior valor no Nan.

Nas quatro semanas que se seguiram o Pedro passou a tomar 4 mamaeiras de Nan com banana todos os dias. Tomava num gole só! Já estava sentindo no meu braço e nos bodies que ele havia crescido. Até o rostinho estava mais redondo. Mas meu coração já tinha sofrido muito. Só acreditaria na balança da pediatra.

No dia da consulta errei a hora. A secretária me ligou cedo perguntando se eu não iria. Eram 11am e a consulta estava marcada para às 10:30, mas eu tinha entendido 15:30... Saí correndo. Cheguei esbaforida. A médica também estava ansiosa e mesmo antes de acabar de ver os exames, que acusaram apenas uma leve anemias em remissão, já pediu para eu colocar o Pedro na balança: 610g e 2cm em menos de um mês! Fantástico! Um viva para o Nan! \o/

Hora de colocar tudo isso no blog, já crucificando o Soymilke na minha cabeça. Para colocar os dados com exatidão, peguei de novo as embalagens e descobri que o vilão não era o leite de soja. A informação do Nan se referia a 100g do pó. Em uma mamadeira de 210mL tem aproximadamente 30g do pó. Na informação do Soymilke a referência era 30g, a quantidade para 180mL. Ou seja, os valores nutricionais eram praticamente iguais. E agora, quem culpar? Eu.

Antes da consulta dos 110g, a rotina alimentar do Pedro era: peito às 5am, mingau de leite de soja e mucilon às 9am, almoço às 12pm, mingau às 3pm, jantar às 7pm e mais peito às 10pm. Além de peito de madrugada. Esta rotina seria ok se eu tivesse leite. Como eu estava trabalhando e não estava mais tirando leite duante o dia, a quantidade era bem pouca. Tanto que em 5 minutos ele mamava e apagava. Provavelmente de cansaço pelo esforço e de fome. Ou seja, a mãe aqui estava subestimenado o tão importante leite.

Hoje ainda me sinto um pouco culpada, mas aliviada de ter percebido o meu erro antes que ele causasse maiores problemas para a saúde do Pedro. Como eu nunca fui fã de leite e sempre super adepta à amamentação, não valorizei o Nan, e às vezes até o via apenas como responsável por obesidade infantil (que coisa, né?!).

Erro corrigido, Pedro bem alimentado, seguimos em frente aumentando o volume das mamadeiras! Além de ter crescido, ele agora dorme a noite inteira e faz sonecas menores durante o dia. E sobra energia para ficar andando pela casa segurando nas minhas mãos. Haja coluna!

sábado, 5 de novembro de 2011

Pedro não cresce, virei mãe 24h


Há 5 meses as visitas à pediatra têm sido angustiantes. O Pedro praticamente não cresce e neste tempo todo não engordou 1kg sequer. Quando colocamos ele na balança, meu coração aperta. Já não sei mais o que fazer. Ele come super bem. Come arroz, feijão, carne moída, mingau de diversos tipos, frutas, legumes. Já tomou vitaminas (ainda toma), e nada. Ele começou a tomar leite na mamadeira há 3 dias, mas sempre preparei os mingaus com leite.

Na última consulta foi a gota d'água para a pediatra, já que ele engordou apenas 110g e não cresceu nenhum milímetro (até então crescia, mesmo que pouco). Ela estudou o caso, conversou com a cirurgiã dele e uns dias depois da consulta me passou os pedidos de exame. Agora é aguardar os resultados e torcer para descobrir a tempo o que acontece com o meu pequeno. Afinal, o desenvolvimento psico-motor dele está ótimo. Não queremos que ele seja prejudicado pelo atraso do desenvolvimento físico (ele está com 10 meses e ainda usa roupinhas 3-6meses).

Claro que diante disso tudo tive que tomar uma atitude: virei mãe praticante 24h por dia. Não posso responsabilizar ninguém pelo sol que ele precisa tomar todo dia, nem pelas vitaminas, muito menos pela rotina de sono e alimentação na hora certa. Não posso arriscar, tudo isto é tremendamente essencial para garantir o desenvolvimento dele, dentro do que está ao meu alcance hoje.

Mas apesar do "drama" por trás desta escolha estou bem. Achei que surtaria pelo "excesso" de maternidade e, principalmente, pela preocupação. Mas pelo menos uma vez por semana saio com ele, vejo outras pessoas, fico alguns instantes sem a obrigação de mãe. Isto já alivia. Outra coisa que tem sido um santo remédio é a companhia da vizinha e nosso sagrado cafezinho da tarde! Quando ela chega do trabalho, na hora do almoço, e eu já estou com a nossa comida pronta! Tô muito mãe!!!

Ser mãe 24 horas por dia me fez ter mais rotina do que nunca! Aproveito muito bem as sonecas do Pedro. Felizmente ele faz duas sonecas, uma de mais ou menos 1h e meia pela manhã, e outra de aproximadamente uma hora à tarde, entre almoço e o lanche. Quando estou mais cansada, durmo com ele em uma das sonecas, mas geralmente a soneca da manhã é o momento que reservo para mim e para preparar o almoço e a da tarde é a hora de arrumar a casa.

Claro que não chega perto de ser fantástica esta rotina. Este mês não trabalhei, e as contas não perdoam. Acho que para novembro conseguirei algo para fazer de casa mesmo. Pensando "Poliana mode on", é uma boa hora para aprendermos a viver com baixo orçamento e pensando com toda a razão, emoção, lógica e afins, é o momento de eu focar no bem estar do Pedro.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Excesso de mãe faz mal!

Há três meses tenho deixado o Pedro com a minha mãe ou a minha tia para ir trabalhar. Ele fica muito bem longe de mim. Come bem, brinca bem, dorme bem. Mas, há algumas semanas eu tenho ficado mais em casa e, indo contra o que eu pensava antes de engravidar, não tem sido legal ficar o dia todo com ele.

Ontem mesmo isso aconteceu. Aproveitei, quer dizer, ia aproveitar para cozinhar feijão e papinha para o Pedro e lavar roupa. Cozinhei o feijão e olhe lá!!! Cada vez que eu saía do campo de visão do pequeno, ele abria o berreiro. E era só eu voltar e dar atenção para ele, que o chororô sumia! Isto foi o dia in-tei-ri-nho!

Agora quando não vou trabalhar, o jeito é ficar na casa da minha tia. Ela consegue dar bastante atenção para ele, dá as refeições e eu consigo até fazer home office se preciso. Só assim para o Pedro e eu ficarmos tranquilos.

Alguém passa ou passou por isso? Quando acaba essa fase? Espero que acabe logo!

Além do estresse da carência do Pedro, estou sentindo muita falta de ir trabalhar nestas duas semanas. Infelizmente, preciso esperar a normalização de "umas burocracias" para poder reestabelcer a rotina de trabalho.

Mas tenho uma boa notícia, aliás, uma ótima notícia: esta noite que passou foi a primeira que o Pedro dormiu direto desde maio (eu acho)! E isso graças ao meu marido que, desde sexta passou a acordar quando o Pedro chorava no meio da noite para acalmá-lo já que decidimos que eu não vou mais dar de mamar durante a madrugada.

Agora, a melhor notícia ainda não tenho, mas talvez na próxima semana terei pois vou levar o Pedro à pediatra para descobrir se ele voltou a engordar e crescer tantoquanto o desejado. Vamos torcer!



Pedro com a avó Suely




quarta-feira, 31 de agosto de 2011

8 meses - ainda engordando pouco







Meu pequeno completou 8 meses. Senta sozinho, fica em pé com ajuda e ensaia um pouco de equilíbrio sem ajuda. Come muito bem, de tudo, e até arrisca comer sozinho (ainda não acertou a boca!). Continua super esperto, prestando atenção em tudo e todos e muito falante, com o próprio linguajar, claro! Mas, este foi o segundo mês com peso abaixo do esperado.

Não tenho ficado longe dele o dia todo, tenho dado o jantar para ele praticamente todos os dias. Engrenou nos horários de um jeito que virou um reloginho. Tem comido toda a porção que sirvo. Segui à risca as orientações da pediatra, mas mesmo assim o Pedro só engordou 400g. Para tirar a dúvida se isso é por causa da genética (pai e mãe magricelos), a médica pediu um exame de urina, que farei amanhã. Estou preocupada. Espero que este pequeno tenha realmente puxado a "ruindade" dos pais: come, come, mas não engorda nada!

A consulta foi na segunda que passou. Acabou sendo uma consulta tripla: check up do Pedro, asma da vó e gripe da mãe. Eu estava apenas sentindo a garganta "pegar" um pouco. Mas na manhã seguinte acordei com cada centímetro do corpo dolorido. Nunca tive uma gripe tão rápida e tão forte. Fui para a minha tia, pois não tinha forças nem para carregar o Pedro.

Há alguns dias atrás fui à psiquiatra para a consulta trimestral. Estou bem! As deprês que tenho sentido são totalmente aceitáveis para qualquer criatura, bipolar ou não, que esteja vivendo o que eu estou. Continuo conseguindo trabalhar, cuidar do Pedro, estudar, dar um pouco e atenção ao marido (!) e manter o mínimo da casa!!! O curso de sábado de manhã não está estressando ninguém por aqui!

Não tenho me sentido no limite, psicologicamente falando, mas fisicamente sim. Tentei voltar a caminhar para cuidar um pouco da minha saúde, mas fui só uma vez. Até que tenho dormido razoavelmente bem, mesmo acordando de madrugada. Apesar de que, com o pouco peso do Pedro, a pediatra pediu para amamentá-lo de madrugada. Disse que, do ponto de vista educacional, não vai ser legal, mas do ponto de vista nutricional, pode fazer a diferença. Não estressei. Se é para ajudar o Pedro, tudo vale!

Acho que por isso que a gripe me pegou de jeito. Mas tudo bem. Consegui dormir durante o dia, ontem e hoje. Amanhã também acho que consigo. O único problema é que, sem trabalhar, não recebo. Dilemas da vida, saúde versus dinheiro! Mas tudo bem, apesar da grana curta, bem curta aliás, tenho permanecido bem estável. E olha que dinheiro (a falta de) era o que mais me desequilibrava!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Dois meses de trabalho

Aproveitando uma pausa, no meio da poeira, e enquanto o Pedro tira uma soneca, consegui finalmente aparecer aqui! Hoje não fui trabahar. Vieram trocar o piso da minha sala, vítima de (mais) um vazamento. Com o piso trocado sobra, além da poeira, toda a bagunça (tive que tirar tudo do rack, meus livros dos armarinhos e os porta-retratos e bibelôs da vida). Mas, também uma ótima oportunidade de atualização do blog!

Faz um pouco mais de dois meses que estou trabahando com marketing digital. Na realidade, faço qualquer coisa que aparecer, e que eu seja capaz. Tenho feito a estrutura dos sites. Nunca imaginei que faria isto. Também estou cuidando da parte de conteúdo de um dos clientes. E para, de fato, assumir o "título" de planner, estou fazendo um curso de marketing pleno.

Neste tempo, fiz outros cursos. Não fiquei muito satisfeita com eles. E além de não ter curtido, foi a minha ida a um destes cursos que estressou o Pedro e fez com que ele engordasse apenas 200g em um mês. Até fiquei com um pé atrás para fazer o de marketing pleno, mas como a próxima turma será só em março, quando o Pedro vai estar com 1 ano e 3 meses, achei melhor fazer a deste semestre para liberar os finais de semana do ano que vem para o pequeno, que já vai exigir mais de mim!

Esta minha "mania" por cursos me fez parar para pensar. Desisti do mestrado (próximo post) e vou dar baixa no meu crefito (lisensa para atuar como fisioterapeuta), preciso me garantir com outra coisa. Preciso me especializar. Além disso, tenho necessidade de ocupar minha mente, me sentir útil, aprender! Mas, vou ter que tirar o pé e não procurar outro curso por um tempo, para conservar o marido!!!

Fora a mania por cursos, nestes meses, vira e mexe fico com medo de enjoar do que tenho feito. Estou com uma vantagem desta vez, porque dependo deste salário pra valer. Mas o medo sempre bate. Por enquanto, estou com pouca coisa pra fazer no trabalho, e isto também me preocupa. Me sinto mal por estar "à toa" e também rola uma insegurança de não ser mais necessária em algum momento. Concientemente sei que sou sim necessária pela proximidade que tenho com a minha chefe, que primeiro é minha amiga.

Estou muito feliz com esta fase! Tenho contado com o apoio dos meus pais e da minha tia para cuidarem do Pedro enquanto estou no trabalho. Tem sido bastante cansativo. Quase não fico mais em casa. Saio cedo e chego tarde. Nem tomo mais cafe da manhã por aqui. Até conseguiria se acordasse mais cedo, mas o Pedro resolveu continuar acordando de madrugada, o que me deixa com mais sono ainda!

Amanhã vou na psiquiatra. Mesmo com as boas novidades, tenho me sentido mais depressiva, de repente, este seja o real motivo do meu sono. Nunca fiz tanta coisa junto. Nunca me senti tão cansada e ao mesmo tempo, tão satisfeita. Nunca me senti tão no limite, mas também nunca me senti tão orgulhosa de mim! Estou cuidando bem do Pedro, cuido o suficiente da casa e do marido (ok! Deveria cuidarm melhor, e sei disso!) mas não tenho dado muita conta de mim. Se eu acordasse mais cedo, talvez conseguiria andar, pensar e algum dia, voltar a correr. Acho que aliviaria o meu cansaço. Vamos ver qual será a proposta da médica!

Ps.: um dia estava contando para o meu marido sobre este meu cansaço e sei que ele realmente me entendeu, pois depois de eu ter falado, ele abriui a geladeira, pegou uma cerveja e me deu, dizendo: "você pecisa disso mais do que eu!" rs

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Quando a falta de rotina interfere na saúde do bebê

Eu tenho um sério problema de não acreditar em regras convencionais. Sou daquelas que fala o quanto importante é a rotina para o bebê, mas o meu mesmo, nunca teve uma rotina certa. Até o dia em que a pediatra me deu uma leve bronca!

No mês que passou, fiz um curso noturno de uma semana. E como estou trabalhando, deixava o Pedro na minha mãe às 9:30 e só buscava ele às 23:00. Ele ficou estressadíssimo. Não queria comer direito, não dormia direito e chorava bastante. Fora a semana do curso, eu achei que tudo estava normal.

Estamos na fase de desmamar. Eu dava o peito antes de ir trabalhar, lá pelas nove, minha mãe dava frutinha no meio da manhã, no almoço a papinha e o meu leite na mamadeira, à tarde mais frutinha e à noite, papinha. Quando chego, dou peito. Tudo meio sem horário, mas quem disse que isso é problema?

Pois bem, na fatídica consulta descobri que não é bem assim. O pequeno havia engordado, no mês de Julho, apenas 200g. Fiquei bem triste. Mas foi aí que comecei a dar importância para os detalhes.

A médica pediu para saber como era a rotina dele. Ela não me deu exatamente uma bronca, até poderia, já que ela me conhece desde uns 5 anos, mas logo começou a escrever os horários das refeiçoes e mamadas para mim. Deixou bem claro que hora devo fazer cada coisa. Sempre me senti insegura sobre estes horários. Outra coisa que ela apontou de erro foi o local e tempo da soneca dele. Como ele fica no escritório da minha mãe durante a tarde, ele dormia no carrinho, mas era só se esticar para acordar e fragmentar o sono.

A bronca que tomei de verdade sem dó foi sobre a minha presenca. Ela me proibiu de ficar longe dele o dia inteiro, como fiz na semana do curso. Somente após os dois anos de idade, a criança entende que a mãe volta, mesmo que demore. Antes disso, ela sofre muito com a falta. Vi no Pedro, no final daquela semana ele ficou grudado em mim. E outra coisa importante é que eu dê sempre o jantar e o banho nele ( o marido também pode dar, claro).

Os pequenos dependem da rotina para ter segurança. O Pedro, depois de apenas dois dias de rotina, já dorme sempre no mesmo horário e sem dificuldades. Está comendo melhor e dormindo direto até às cinco da manhã. As sonecas da manhã e da tarde ficaram mais contínuas (comprei um bercinho para camping da Burigoto que ele adorou! Fica esparramado do jeito que ele gosta!). E, acreditem, ele já está com mais bochecha!

A parte da bochecha não é só por causa da rotina de horário para comer e dormir, claro! Ela pediu que eu incluísse nas papinhas de frutas um pouco de nozes ou castanhas raladas. Como ele não tem aceitado leite industrializado, precisamos reforçar o que ele come, até encontrar um leite que ele goste.

Estou muito feliz com as mudanças. Pena que só valorizei a rotina agora que a falta dela refletiu na saúde do meu Pedrinho. Graças a Deus que deu tempo de colocar tudo nos eixos e, em dois dias, já percebê-lo mais feliz, tranquilo e bochechudo!!!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Balanço do sexto mês

Eu:
- tive a formatura do curso da FGV
- fiz um curso da ESPM, à noite, sobre Marketing Digital
- trabalhei no emprego novo praticamente todos os dias
- fiz papinhas depois das onze da noite
- deixei o Pedro dormir no meu quarto (no quadrado desmontável)

Ele:
- engordou apenas 200g
- decidiu não jantar alguns dias
- almoçou fora de horário
- pulou a frutinha da manhã algumas vezes
- tomou vacina (atrasada)
- protestou todas as noites do meu curso
- ficou birrento e chorão, só acalmando no meu colo
- não fez as sonecas direito pois dorme no carrinho quando está com a minha mãe no escritório (ele acorda quando tenta virar)

Resultado:
- tomei bronca das enfermeiras do posto
- tomei bronca da pediatra (ela disse antes dos dois anos dele, nã devo ficar longe por muito tempo, como fiz nos dias de curso, saindo às 10 e voltando às 23)
- tomaria bronca da minha vó se ela lesse meu blog
- tomei bronca da minha conciência pela falta de compromisso com os horários do Pedro

Solução:
- a pediatra escreveu como tem que ser o dia do Pedro, marcando a hora de cada coisa
- eu adorei ter tudo escrito e fui uma ótima aluna no primeiro dia
- comprei um berço da Burigoto para camping ( 1,0 x 0,7m) que o Pedro estreou hoje fazendo a soneca da tarde de 2h!!!

Hoje é o primeiro dia de uma vida melhor!!!
Hehehehehe

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Os 6 meses do Pedro

Admiro muito a Potencial Gestante por todo mês postar sobre a evolução do Benjamin. Queria muito ter a disciplina para fazer igual. Também tenho como exemplo a Taís, que posta constantemente a rotina do Paul, por sinal, de me dar inveja, óbvio!

Até que tentei registrar a evolução do Pedro em um caderninho. Gosto ainda de escrever com papel e caneta e achei que seria legal entregar este diário ao Pedro para ele ler e guardar. Mas acho que a última vez que escrevi ele tinha 3 meses...

Mas o último mês que passou, o quinto, foi fantástico! Muita coisa nova aconteceu. Acho digno começar a registrar já estas mudanças.

Alcança brinquedos acima da cabeça e chuta bola: Estava preocupada de atrasar o desenvolvimento do Pedro por não colocá-lo no chão. Meu cachorro é muito louco, e ainda não cansou de tentar lamber a boca do Pedro e tudo mais que conseguir. Mas, sempre coloco ele na cama com aqueles "ginásios" com penduricalhos acima da cabeça e uma bola acima dos pés. E não é que o pequeno já pega os brinquedinhos e chuta a bola, por querer mesmo?! Também segura qualquer coisa que lhe vier à mão, e põe na boca!

Rolando: Achei que esta atividade também não rolaria - trocadilho infâme - por deixá-lo apenas no colchão, que acaba não sendo firme o suficiente. Mas, ele rolou! E é engraçado que ele ainda faz cara de susto depois de rolar!

Bom de boca: Comecei a dar papinha quando ele estava com 5 meses e meio. Não tive nenhum problema. Gostou de tudo! Come que é uma beleza! Mas, entre uma colherada e outra, curte chupar o dedo! Vai entender!

Sentadinho: Ele ainda não tem firmeza para sentar. Mas há uma semana descobrimos que ele consegue ficar sentado no carrinho (mentira, minha tia que descobriu!). Então, colocamos o carrinho no "modo cadeirão" para alimentá-lo. Praticamente um mocinho!

Falatório: No terceiro/quarto mês, o Pedro estava falando mais que o homem da cobra. Agora, diminuiu. Não sei se é porque está concentrado em aprender outras coisas. Mas, quando quer chamar a atenção de alguém, arrisca algumas "pseudo palavras". Ah! E quando assiste um vídeo que gravamos de um discurso dele, ele troca a maior ideia com o ipod!

Sono: Antes da primeira semana de maio, ele estava dormindo a noite inteira. Mas daí ele foi internado com bronquiolite e o sono desandou. O frio desses dias também não tem ajudado muito. Então, lá pelas 3h/4h acorda para mamar para acordar depois lá pelas 7h.

Cocô: Quando começamos a dar a papinha, o intestino dele travou. Vivenciamos aquela coisa que só quem tem filhos entende: fazer festa quando ele faz cocô. Depois de uns 4 dias entupido, quando finalmente surgiu o esperado na fralda, minha mãe me ligou no trabalho para me contar e eu logo liguei para meu marido, e comemoramos pelo telefone!

Mês que vem tem mais, prometo!








quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eu, Mídias sociais & Empreendedorismo

Passei um bom tempo sem aparecer por aqui. Mas o motivo foi bom: muito trabalho! Além disso, percebi que a maioria das vezes que eu estava escrevendo aqui era em fase de depressão. Bora mudar esta estatística!!!

Já faz quase um mês que estou trabalhando com mídias sociais. Já faz 15 dias que acabei o curso da FGV (programa 10.000 mulheres). O Pedro faz hoje 6 meses. Muita mudança, muita coisa boa! Vou começar as atualizações pelo curso e um pouco sobre o trabalho.


O curso da FGV foi ótimo. É tipo um MBA, porém voltado especificamente para mulheres. Este curso, pelo que percebi, é o xodó da FGV. Tive os melhores professores da instituição, todos super dispostos a ajudar, inclusive pós curso. Apesar de estar arrependida por saber que de fato não aproveitei tudo o que poderia, saio com a sensação de que sou capaz de administrar uma empresa (uau!). No caso, vou reestruturar a que tenho com a minha mãe para tentar salvá-la. Estou certa de que vou conseguir (uau de novo! Será fase de mania este quase "posso tudo"?!). Sem exageros ou mania, este curso realmente mudou a minha vida. Além de todo conhecimento administrativo, consegui o trabalho que tanto queria através de uma das 10.000 mulheres!

Conheci a Maria Carol virtualmente há mais de um ano. Temos um amigo em comum que corre. Ele indicou para ela um grupo de corredores do Twitter do qual eu faço parte. Passei a seguí-la também, apesar de o papo dela ser bem tecnológico, assunto que não tinha nada a ver comigo. Quando recebi o primeiro email da FGV depois que a turma já estava fechada, vi na lista o nome dela. Para resumir, nos entrosamos muito bem e ela acabou me "adotando" na empresa dela. Ela tem um coração muito grande! Também no curso tive uma conversa com um professor da área de internet/informática que me incentivou a trabalhar na área de mídias sociais. Ele havia lido meu blog e achou que eu realmente tenho o perfil para a atividade.

Estou estudando bastante, correndo atrás do tempo para aprender. Farei um curso em Julho específico da área de marketing digital. Ontem eu realmente me arrependi (mais uma vez?) de não ter feito faculdade de comunicação. Mas estudo e esforço resolvem isto!

(Em tempo: quando comecei a pesquisar sobre trabalho em mídias sociais, percebi que não era faculdade de jornalismo que me capacitaria para esta área, mas sim comunicação social! Que bom que desisti de fazer a faculdade de jornalismo a tempo!)

Estou muito equilibrada com todas estas atividades. Três vezes por semana estou na Kingolabs e duas na minha empresa. Quando vou na minha empresa, parte da manhã fico em casa para cuidar da roupa e afins. O Pedro tem ficado com a vó nos três dias que estou na Kingo. Graças a Deus pela vó!!! Mas sabe que mesmo com todo este equilíbrio ainda fico com medinho de desanimar e entrar naquelas de criar raízes na cama e não querer ir para lugar nenhum? Não tenho sentido nada próximo disto, mas acho que as dúvidas e receios fazem parte do ser humano. O jeito é deixar estes pensamentos para trás e focar no que está bom. Que mania de achar que as coisas vão degringolar, né?!

sábado, 21 de maio de 2011

Escolhas geram desescolhas, mas...

O mês de maio tem sido um tanto turbulento para mim. Felizmente, nao cheguei nem perto de surtar ou de deprimir. O único resultado destas tempestades tem sido muita reflexão sobre o que fazer daqui para frente, assunto que sempre ocupou boa parte dos meus pensamentos.

Logo depois que o meu professor faleceu, decidi "nao decidir" nada sobre o meu mestrado, mas, naturalmente, as situações acabaram por fazer o papel de tomar decisões. Como eu fui a primeira a trabalhar com certa linha de pesquisa do laboratório, e, atualmente existem apenas duas pessoas iniciando nesta área, terei que dar um suporte. E já que estarei por lá, acabarei o meu mestrado.

Ainda tenho uma grande vontade de trabalhar na área de comunicação com mídias sociais. Continuo tendo a disponibilidade de fazer cursos nesta área, sem custo, e existe uma oportunidade real de trabalho.

O curso da GV (10.000 mulheres) tem sido muito instrutivo e esclarecedor. Mas preciso de tempo para colocar tudo em prática para realmente transformar a teoria em resultados na minha empresa. Pretendo fazer isto. Não quero desperdiçar a oportunidade de ajudar a empresa. Quero honrar o tempo de estudo que tenho investido neste programa tão especial.

Estas são as escolhas. Fui orientada a procurar coaching para organizá-las na minha vida. Minha mania de fazer várias coisas ao mesmo tempo continua. Não tenho medo de levar as três em paralelo. Mas quero fazer tudo com cautela, sem perder o "timing".

Não posso postergar nenhuma destas três decisões. Se o fizer, perco a oportunidade com certeza. Entretanto, sei que toda escolha gera uma "desescolha". Quais serão as minhas "desescolhas"? Só o tempo vai dizer.

Mas tenho muito a meu favor: sou bipolar, mãe e mulher, posso tudo!




sábado, 14 de maio de 2011

Internada com o Pedro - ou surto ou evoluo!

Estou há cinco dias em um quarto de hospital, acompanhando meu filho. Apesar de ter sido internado na uti, o quadro dele nunca esteve grave, mas demandou bastante atenção da equipe médica por ser muito pequeno e por seu histórico de cirurgia logo que nasceu.

Em nenhum momento fiquei angustiada por ele estar aqui, pelo contrário, fiquei aliviada. Os três dias em casa que antecederam a internação, estes sim foram angustiantes. Me senti impotente diante do meu Pequeno cheio de secreção, sem conseguir por para fora, engasgando, ficando sem ar e cada vez mais amuado.

Mas, confesso que fiquei com medo de surtar neste quarto! Fico praticamente 24 horas aqui. Pouco ando. Pouco vejo pessoas. Estou vivendo uma imersão de Discovery Kids. Vejo o céu através de uma tela na janela. Mas vejo sempre a mesma paisagem. Minhas pernas incharam, minha barriga inchou (resquícios da cesárea), e estou constantemente com uma tontura chata. Pouco durmo.

Este é o cenário ideal para a energia migrar do corpo, que fica bobo, mole e preguiçoso, para a mente, que fica inquieta e agitada. E hoje, senti o pico disto! Por isso, deixei meu Pequeno sob os cuidados das enfermeiras e saí para caminhar! Aqui perto do hospital tem uma pracinha com uma banca de jornal e outra de fruta. Comprei uma revista, uma água de côco e me sentei em uma mesinha para tentar reorganizar a minha energia e resgatar um pouco de sanidade!

Eu estava tão isolada do mundo que fui para este passeio sem agasalho, com uma camiseta bem fresquinha e, sentada ao lado de um termômetro bem grande marcando 19º, tomei uma água de côco bem gelada, enquanto lia a minha revista! A garganta sofreu um pouco, mas espaireci os pensamentos, oxigenei alguns músculos e redistribui o sangue que estava nos pés e pernas para o resto do corpo!

Estou ficando boa para me perceber e para bolar estratégias para me sentir melhor. Às vezes, demora um pouco para colocá-las em prática, mas só o fato de uma hora reagir já é muito bom!

Acho que tenho conseguido isso pois finalmente tenho pensado com mais calma sobre a minha vida e tenho me dado tempo para tomar decisões. Estou menos ansiosa. Talvez seja resultado do que tenho aprendido com meu marido e com a maternidade. E isto ficou bem evidente aqui no hospital.

Inclusive, alguns pensamentos ficaram passando repetidas vezes na minha cabeça: o que será do meu mestrado agora que meu professor faleceu? Não imagino ninguém à altura dele para ser meu orientador. Não estou certa de que conseguiria desenvolver o artigo sem a sua ajuda. Nem sei se realmente quero acabar o mestrado, pois antes dele falecer tinha certo que só acabaria pois não queria desapontá-lo. Mas consegui deixá-los de lado e simplesmente não decidir nada. Estou muito feliz por ter conseguido a serenidade para tomar esta atitude em meio a uma situação propícia para surtar, mas bem que tudo isto podia ter acontecido sem meu Pequeno no hospital. Fazer o quê? Este é o pacote "vida com emoção" que o Pedro me deu!


Ps: a emoção deve acabar entre amanha e domingo. Segundo o médico, é o que falta para ele ter alta!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Aqui vou eu, mais uma vez, com os sentimentos e sensações loucas de mãe, de mulher, de bipolar, ou de todas elas juntas.

Já estou na correria em médico com o Pedro desde sexta. Fomos ao pronto socorro sexta, domingo e segunda, quando internaram. Em casa, fiquei bem preocupada com ele. Tremia quando percebia que ele estava engasgando com a secreção e ficando sem ar. Aqui no hospital, tem sido um pouco diferente.

A primeira sensação "estranha" que tive foi de que ele esta bravo comigo. Faz tempo que ele não sorri. Ele não responde muito quando falo ou brinco com ele. Fica serio constantemente. Sei que é normal esta atitude em um bebê doente. Quer dizer, em qualquer pessoa de qualquer idade que esteja doente. Mas uma parte do meu cérebro não processa esta informação e eu fico nesta de achar que ele esta de mal, daí fico meio distante dele, quase como se tivesse medo de ele brigar comigo. Doideira!

Em consequência deste sentimento, prefiro não pegar ele no colo. Quando pego para tentar acalma-lo, é um desastre. Não adianta nada. Fico fazendo cafuné, converso com ele, balanço, mas nada funciona. Óbvio que fico ainda mais tristinha.

As enfermeiras aqui são bem atenciosas. Sempre estão de olho nele, mas fico com a sensação de que elas me acham folgada porque não faço as coisas que elas fazem. Hum, tipo: segurar a inalação, trocar a fralda, dar banho. Ok, tudo isto é fácil de fazer, e eu poderia fazer, mas, tentando aliviar para o meu lado, eu preciso evitar contato com ele porque eu ainda estou também com o vírus Sincicial; a troca de fralda é feita usando um quadradinho que tem um tipo de lubrificante e depois uma pomada de tratamento, e a fralda é pesada para acompanhar as evacuações e micções e, por fim, para dar banho é preciso remover todos os fios, elevar a banheira até próximo do oxigênio. Justifico?

Mas sabe que estou pensando aqui que se eu usasse direitinho a mascara e as luvas seria bom voltar a cuidar dele. Me sinto mal e me sinto uma mãe desqualificada no momento. Sei que uma hora passa...

Pra variar, tomei o lamitor de dois em dois dias no final da semana passada e começa desta. Isso ajuda a atrapalhar bastante, né?!

E para finalizar, me sinto um tanto culpada de querer descansar enquanto estou aqui. Domingo, depois que tirei a maquiagem, perguntei para o meu marido se tinha saído tudo. Ele disse que ainda estava preto embaixo do olho. Quando vi no espelho, eram apenas duas enormes olheiras.

Tenho perdão?

Pedrinho, te amo muito apesar de ser mulher, mãe e bipolar!

Ps: alguma coisa após a noite deste post me fez mudar um pouco! Às 2 da manhã acordei com o Pequeno tossindo. Fiquei chateada e pensei comigo: "Chega!". Tirei leite às 3am. Fiz inalação nele de madrugada (a enfermeira colocou a mascara nele com o elástico na cabeça. Ela deu as costas a mascara já estava na orelha dele e o elástico por cima dos olhos...), fiquei com ele no colo, ajudei no banho e agora também fiz inalação! Estou achando ele mais animadinho. Hoje, o médico vão avaliar se ele pode voltar para o peito! Daí animamos geral!!!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Meu "quase" feliz primeiro dia das mães

Já saquei que a minha história com o Pedro tem seguido um padrão de "muita emoção"! Desde a gravidez até o nascimento e primeiros dias de vida ele não tem deixado a minha vida ser rotineira! Por que então eu iria imaginar que o meu primeiro dia das mães seria diferente?

Na quarta feira que antecedeu o dia das mães, o pequeno começou a tossir diferente (ele tem uma tosse por causa da atresia de esôfago). Esta tosse estava com cara de gripe. Na noite de quinta para sexta a tosse aumentou. Sexta ele já tinha consulta com a pediatra.

Na consulta, a tosse já estava mais forte e já dava para ouvir um chiado de secreção, não no pulmão, mas na garganta e nariz. A pediatra receitou a inalação e ao chegar em casa eu e meu marido fizemos a "fumacinha" do Pedro! Aí o susto começou. Ele passou a tossir mais, soltar secreção e a engasgar e ficar sem respirar. Encurtando a história, na mesma noite, no domingo de dia das mães e na segunda, estivemos no pronto-socorro.

Na última visita ao pronto-socorro, o Pedrinho já estava com febre e pior, mesmo tomando os remédios e inalação desde sexta. Então, ficamos no hospital, e aqui estamos até o momento.

O vírus da bronquiolite está no pico do seu ciclo hoje. Estamos na semi uti. Ele está bem cansadinho, por isso estou novamente na rotina de banco de leite para alimentá-lo pela sondinha. Eu estou no pico do cansaço, mas, apesar de todo estresse de maio, estou bem.

Não sei se quando a poeira baixar eu vou surtar ou deprimir geral. Por enquanto, estou em paz, com fé que Deus está cuidando do pulmãozinho do Pedro e da minha cabeça!!! Pelo menos, o lado bom de estar aqui no hospital é que fico mais calma e até consigo descansar mais, já que a equipe de enfermagem cuida de tudo.







Uma fotinho dele bonzinho com sono na hora de me levar para a GV!

domingo, 8 de maio de 2011

Homenagem ao meu professor

Em 2000, iniciei a graduação em fisioterapia. Neste ano, um amigo de infância, Danilo, faleceu em um acidente. Ele estava cursando biologia e trabalhava com muita paixão com pesquisa na área de botânica. Na última vez que o vi, conversamos sobre isso. Em agosto, pouco depois de sua morte, procurei na faculdade algum laboratório para desenvolver pesquisa científica. A paixão com que este amigo me falou sobre pesquisa me contagiou. Foi aí que conheci o professor Cláudio Toledo.

Na UNICID, na época, existia apenas um laboratório onde eu poderia estagiar, o de neurociências. Fui até este laboratório conversar com o professor. Achei que teria uma entrevista, seria analisada, sei lá! Mas pelo contrário, o professor só quis saber minhas motivações e disse que para trabalhar com pesquisa era preciso "suor e sangue"! Me interessei!

Logo de cara, o professor me confiou um projeto novo do laboratório, sobre Urocortina. Fiquei animadíssima! Todos os intervalos e janelas de aula que eu tinha, eu estava no laboratório. Abrir aquela porta, ouvir o sino de vento tocar e sentir o cheiro que o lab sempre tem, me faziam sentir em casa!

Dois meses depois do começo da minha história com as ciências, ganhei a chave do lab! Pode parecer banal, mas foi um dia marcante! Lembro direitinho a cena do professor me chamando, "Cavani!", como ele sempre fazia, segurando uma correia de crachá amarela com uma chave na ponta. Foi emocionante!

Minhas pesquisas sempre deram certo! O professor sempre dizia que eu tinha o que um pesquisador precisava ter: sorte! E, eu respondia que não era sorte,era Deus que gostava de mim!

Ri bastante na sala do chefe (como também era chamado), mas também chorei bastante. Descobri que era bipolar na época do lab. Fui chorar com o professor. Tive várias idas e vindas ao lab. Sempre chorando na partida. Já prometi que nunca voltaria e chorei uns três dias por isto. Já voltei muito e sempre fui recebida com um grande sorriso e um "Bem-vinda, Cavani!".

Temia mais as broncas do chefe do que as dos meus pais. Elas eram silenciosas apenas com um olhar por cima das lentes dos óculos. Se ele falava, era apenas um "Cavani! Hum...". E isto já me tirava o chão e eu morria de vergonha e remorso por ter desapontado o professor.

Vive uma história de amor e ódio com o lab por 10 anos. Muito mais amor do que ódio, mas tivemos fases ruins. Mas sempre recebi o suporte do professor. O abraço, o incentivo. Ah! Vou sentir muita falta deste incentivo! Ele foi o mais importante da minha vida. O professor sempre acreditou em mim, mesmo no meio das minhas crises. Ele sempre confiou que eu podia mais.

Com ele, publiquei um artigo ainda na iniciação científica. Com ele, tive bolsa da Fapesp. Com ele, conseguiria bolsa para o mestrado, mas fiquei sabendo apenas quando contei para ele que estava saindo do lab para trabalhar com fisioterapia do trabalho. Fiquei muito brava com ele. Mas ele disse que não queria que isto influenciasse as minhas decisões. Sábio!

Vou sentir saudades desta pessoa maravilhosa que mudou a minha vida, em vida. Ainda é estranho e totalmente absurdo pensar que ele morreu. Pensar que não vou mais ouvi-lo falar "Cavani!", quando eu entrar no lab. Mas talvez, um pequeno consolo que tenho é o que o meu marido falou quando soube que o Cláudio foi embora: "Deus leva os bons, antes que lhes sobrevenha o mal."

Vai em paz, que a família seja consolada todos os dias, que os amigos nutram as saudades com os bons momentos e que um dia, possamos nos reencontrar e que eu possa ouvi-lo dizer "Bem-vinda, Cavani!"

De sua sempre aluna, Cavani.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Melhorando meu tempo

Há quase duas semanas escrevi sobre a minha angústia de querer fazer tudo, de ter que fazer tudo. Acho que alguma coisas mudou, de leve. Estou dormindo com pia na louça sem peso na consciência (aff!), estou pedindo mais ajuda ao marido e quando posso dormir mais cedo, durmo mesmo, sem dó nem piedade. Não me peça nada nesta hora pois tenho respeitado muuuito o meu cansaço.

Tempo para faxinar

Já é um bom começo, não? Mas continuo sem faxineira. Pelo menos, estou levando as roupas para passar em uma lavanderia, e tem valido muito a pena. A faxina sobrou pra mim. Apesar de cansativo, consigo limpar tudo em umas 3 horas (limpeza básica) e com umas 5 horinhas, faço a limpeza mais completa. Este tempo inclui as mamadas do Pedro, os eventuais choros, as broncas no cachorro e eventos similares!!!

Tempo para não fazer mais coisas

Para aliviar mais um pouquinho, há uns 15 dias resolvi a questão da falta de tempo para fazer o curso on line sobre comércio exterior. Claro que não arranjei mais tempo, mas consegui mudar para a turma de agosto/2011. Pelo menos, imagino que nesta época eu estarei mais "tranquila". Isto me custou uns dois emails, 20,00 de taxa e um fax. E em contrapartida mudou meu saldo de tempo de negativo para zero, o que já é grande coisa!

Tempo que é melhor sendo outro

Além disso, percebi sem querer que passar o banho do pequeno para a noite fazia minha manhã ter umas duas horas a mais (era óbvio?!)! Além de ter o pai em casa, que me ajuda com coisas simples como segurar o Pedro enquanto preparo o banho, acabo fazendo o "ritual para dormir", que nunca consegui fazer! Até eu fico mais relaxada depois de dar banho no pequeno! Aí o saldo de tempo passa de zero para positivo! Oba!

Tempo na medida

Sabe que foi bem estranho ter mais tempo de manhã?! Até parece que tem algo errado, ou que eu estou esquecendo de fazer alguma coisa. Não está sobrando tanto tempo assim, mas só de fazer as coisas com mais calma, já dá uma paz!!!

Tempo para mim

No feriado que foi o céu! Viajei com meus pais e um casal de amigos, além do Pedro e o J. Pude tomar um pouco de sol, estudar e dormir mais. O que quatro colos a mais não fazem por uma mãe cansada?! Mas, como estes colos não são para sempre, vou me ajeitando com o que tenho.

Tempo para o Pedro

E por falar em dormir, o Pedro, que estava dormindo a noite toda, voltou mais uma vez a acordar de madrugada para mamar. O mais curioso é que de quinta para sexta e de sexta para sábado ele não acorda. Faço o curso de sexta e sábado, o dia inteiro e uma boa noite de sono é fundamental. Menino esperto! Apesar de eu acordar brava com a situação, logo passa, dou de mamar amando meu filho e volto a dormir!

Tempo, tempo, tempo!

Não vou nem falar muito mais sobre o tempo que está "sobrando", porque vai que alguém vê a oportundiade e rouba, né?! rs

ps: Em tempo, para os sem tempo: Para você, mãe ou pai que não tem tempo e tem culpa, leiam esta matéria e libertem-se!!!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Tudo eu

"Eu consigo!", "eu dou um jeito", "tudo bem", tem sido expressões presentes no meu vocabulário que são a principal razão de eu querer parar o mundo por um mês para tentar me recuperar!

Fiquei sem faxineira (esta não sabia passar pano no chão e se metia muito na minha vida) e decidi ficar assim mesmo. "Eu consigo" limpar a casa! Afinal, o apartamento é pequeno e eu posso muito bem limpar um pouco por vez, durante a semana. (Não sei se alguém viu uma entrevista da Oprah com um casal que teve 6 filhos, resultado de uma inseminação. Na entrevista a Oprah demonstra surpresa ao ver a casa da família bem limpa e arrumada, e, para minha surpresa a mãe responde que ela cuida da casa sozinha, o segredo é a organização). Absurdos à parte, pensei mesmo que conseguiria organizar os meus dias para sobreviver sem caos. Mas o serviço de casa está virando uma bola de neve. No começo desta semana, tive que lavar muita roupa para achar o tanque que eu lembrava existir na lavanderia! Ainda nesta semana, preciso desfazer o cenário de velho oeste que está no meu quarto e banheiro, com aqueles tufos de cabelo e afins, rolando de um lado para o outro!

Comecei nem me lembro quando um curso sobre comércio exterior pelo Senac, à distância. Estava preocupada em não ter o que fazer com o Pedro em casa (fiquei com uma tremenda vontade de me dar um chacoalhão e talvez um tapa na cara agora!). Pode soar ridículo hoje, mas realmente pensei em fazer o curso para aprender e me ocupar (que raiva de mim!!!). Óbvio que o curso já está no módulo 8, o último, e eu emperrada no módulo 3. O pior: o curso tem data para acabar, e está próxima. Lá vai outro pensamento de uma mãe totalmente inexperiente: como não teria tempo de estudar? Enquanto o Pedro dorme, eu aproveito e vou para o computador fazer meu curso! Só me esqueci de alguns pequenos detalhes, que com eles a frase correta fica assim: "Enquanto o Pedro dorme, quando dorme, eu tomo banho, escovo os dentes, faço xixi, lavo roupa, lavo louça, passo pano, limpo banheiro, como, arrumo a cama, passo as roupinhas dele etc".

Para melhorar ainda mais esta tragicomédia tive crise renal e o Pedro precisou passar por uma endoscopia com dilatação por causa da cirurgia. Isto resultou em uma semana de muita cólica, dor e preocupação. Pelo menos, a endoscopia dele já passou. Foi feita hoje e foi tudo bem. Ele estava engasgando muito, resultado de um estreitamento no esôfago onde foi feita a "emenda". A dilatação durante o exame foi feita com sucesso. Agora, sai a preocupação, ficam a cólica e a dor. Amanhã, é a minha vez de fazer um exame. A tomografia vai mostrar onde estão as minhas pedrinhas e vai ajudar o médico a decidir se eu terei um dia de folga (internada para quebrar as pedras) ou não!

Para não ser injusta e dizer que a minha vida está uma loucura, durante dois dias na semana fujo de todo esse estresse. De sexta e sábado fico o dia inteiro na FGV tendo aula. O Pedro fica com meus pais de sexta e com meu marido aos sábados. E eu, fico longe dos problemas da casa e da constante demanda do Pedro. É bom, mas no final, chego em casa e tudo está lá me esperando: o chão, as roupas, a pia, os banheiros...nada muda.

Para terminar, as minhas noites que estavam finalmente sem interrupções, voltaram atrás. O Pedro tornou a acordar de madrugada. Nem estresso mais. Acordo, sorrio, dou de mamar e volto a dormir. Assim até parece que a noite fica mais cumprida e tenho mais tempo para fingir que não tenho nada o que fazer, além de dormir, enquanto ele dorme, e dar de mamar! E o pior é que tem muita gente por aí que pensa que ser mãe é "só" isso.

Vou aproveitar que o Pedro e o marido dormem para tomar um banho e depois ordenhar, porque até o peito está de complô contra mim. Quando o Pedro dorme à noite e eu posso descansar, ele enche e não tem quem aguente dormir com um peito duro feito pedra!

Boa noite! Bons sonhos!!!

domingo, 3 de abril de 2011

Promessas de ano novo em abril

Hoje foi o primeiro dia pós-Pedro que fui ao shopping. Oba! Ele ficou com meu pai (marido em curso), achei melhor assim (a pediatra só libera shopping depois dos 6 meses). Fui com minha mãe e minha tia. Foi daqueles programinhas bobos e simples que amo fazer!

Ontem, na aula, aprendi que existem três "ambientes" para transitar: privado, doméstico e público. Este último é onde está o trabalho/emprego. O doméstico, obviamente, é a casa com seus afazeres. E o privado, ai o privado!!!! Que saudades dele!!! É exatamente este que não visito há muito tempo. E hoje, foi minha escapadinha ao privado!

Como a aula era sobre liderança e mulher e a professora disse que não há como liderar quem não conhece a si mesmo, fizemos uma avaliação das áreas pessoal, social, familiar, profissional e espiritual, determinando qual grau de importância e quanto de energia investimos em cada uma delas. Escrevemos objetivos, recursos e instrumentos para alcançá-los e barreiras que atrapalham. Foi interessante, mas nada surpresa, descobrir que tenho investido mais em família e trabalho e quase nada no pessoal e espiritual. Meu momento "privado" tem se limitado a um banho corrido e o espiritual a orações rápidas do tipo "Deus, faz esse menino parar de chorar!"

Eu gosto bastante destas auto-avaliações e de colocar no papel estratégias para ser melhor e tal. Mas as coisas que coloco no papel geralmente ficam muito mais fáceis e atrativas do que na real. Como já sei desta minha tendência, decidi ser mais simples e realista. Por exemplo, não custa nada deixar o pequeno com os avós para dar uma volta com o marido, e faz um bem danado! Também é muito fácil utilizar o momento da mamada para orar e meditar.

Acho que começar com estas duas, já está bom! Ah! Além disso, antes da aula de ontem eu fiz uma "promessa" comigo mesma de não gastar dinheiro com coisas "extras" por 4 meses, a começar em primeiro de abril!!!! Hahahahaha! Piadas à parte, a decisão é totalmente verdadeira e estou firme nela.

Vamos ver se consigo me reequilibrar! Estou numa fase muito otimista, satisfeita com o trabalho (coisa muito incomum para mim) e, apesar das dificuldades inerentes ao cargo, muito feliz por ser mãe!!! Então, acho que vou conseguir estas três coisas facilmente! Vamos ver! Afinal, dormir pra quê?!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Medo de mãe: cérebro em treinamento?

Finalmente consegui um tempinho para escrever. Pena que só tenho uma mão disponível! Explico: estou ordenhando antes de dormir porque o meu pequeno agora dorme a noite toda e se eu não ordenho, acordo enxarcada de leite (absorvente, sutiã, camisola e lençol)!

Tenho muita coisa para falar aqui no blog, mas hoje, o que está mais "pegando" é o medo. Tive um sonho estranho em que eu morria. Talvez porque eu já esteja sentindo uma angústia há alguns dias. Esqueci de tomar o remédio e esse sentimento piorou, o que me fez ficar "ruminando" bobeiras na minha cabeça.

A pior das bobeiras é o medo de morrer nesta fase da vida. Fico pensando em como o Pedro cresceria sem mim, em como meu marido iria ficar e na família e tal... Coisa boba. Me sinto mal até em escrever isso aqui. Mas existe uma explicação racional para este tipo de sentimento e eu quero me fixar nela. Ninguém me falou isso, mas creio que esteja bem próximo da verdade! Como sou mãe recente, acho que o maior medo de qualquer mulher nesta situação é que o filho fique sem o seu amparo. Faz sentido?

Como uma boa bipolar que esqueceu de tomar o remédio, este sentimento é um prato cheio para meus devaneios. E mesmo com tanta coisa para fazer (estou sem faxineira) insisto em gastar meu tempo com estas ciladas do meu cérebro.

Estou loucamente apaixonada pelo Pedro. Ele está cada dia mais lindo, mais fofo, mais gostoso, mais sorridente e esperto. Meu instinto de mãe está cada vez mais aflorado. Acho que já imaginei diversas situações absurdas onde ele corria algum perigo e já bolei estratégias mais absurdas ainda para salvá-lo! Será um exercício do cérebro? Acredito que sim, e encaixo a história da morte nesta categoria. Deve ser do instinto maternal criar condições, imaginando-as, para que seu filho sobreviva mesmo na sua ausência.

Papo chato. Dói o coração pensar nestas coisas. Mas alguma mãe aqui nunca pensou nisso tudo? E alguma bipolar, mãe ou não, nunca pensou e repensou bobeiras deste tipo?

Vou deixar meu cérebro exercitar estas coisas loucas, mas vou negociar com ele um jeito de eu não saber sobre os treinamentos que ele decidir fazer! Prefiro ficar só com as preocupações reais de mãe: amamentar na hora certa, lavar as roupinhas do Pedro, trocar a fralda, agasalhá-lo direitinho, acalmar seus choros, dar um banho gostoso, passar pomada para evitar assaduras, limpar a língua dele para evitar sapinho, enfim, quero que estas "bobeiras" deliciosas ocupem os meus pensamentos! Melhor, não?!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Primeiro dia longe do filho

Sábado tive a primeira aula do Programa 10.000 mulheres. Foi a primeira vez que fiquei mais de 3 horas longe do meu pequeno. Durante a semana não fiquei ansiosa ou preocupada sobre como seria para mim esta experiência. No dia também não fiquei! Estava apenas um pouco ansiosa sobre a aula, mas foi aquela ansiedade quase "infantil" de primeiros dias de aula!

Para falar bem a verdade, foi muito bom ficar longe do Pedrinho. Óbvio que foi bom, não por estar longe dele, mas sim, longe da correria, do estresse, das obrigações. E, apesar de ter sido um dia inteiro de aulas, foi um dia de descanso para a minha cabeça! Outro fator positivo de ficar o dia fora de casa sozinha foi que o meu marido pôde experienciar exatamente como é um dia normal da minha vida de mãe! Mesmo ajudando bastante, meu marido só soube o que é um dia inteiro com um bebê, vivendo ele.

Liguei algumas vezes para saber se estava tudo bem e achei engraçado quando liguei na hora do almoço. Meu marido perguntou inocentemente: "Como faço para almoçar?". Ri muito! Uma atividade simples com um bebê fica complexa para quem não tem experiência! Sorte dele que foi salvo pelos vizinhos, que ouviram o choro do Pedro e convidaram ele para almoçar!!!

No final do dia, meu marido me buscou na faculdade. Assim que cheguei em casa, amamentei e capotei na cama. Estava extremamente cansada. Meu marido comentou que achou engraçado pois quando ele passa o sábado e domingo fora, em curso, quando ele chega em casa (sempre bem cansado) a primeira coisa que faço é passar o Pedro para ele para me aliviar!!! Coitado dele! Eu nem dei chance de ele falar qualquer coisa, dormi com a roupa que estava e acordei só a uma da manhã, no horário da mamada.

Outro fator "positivíssimo" do Pedro ficar com meu marido ou com meus pais nos dias de aula (sexta e sábado) é que ele faz intervalos maiores entre as mamadas. Assim, quem sabe, não consigo melhorar a nossa rotina? E por falar nela, gostei bastante dos comentários com sugestões deixados no post anterior. Seguindo eles, hoje já deixei tudo arrumado para o dia de amanhã e já separei um caderninho para anotar tudo o que o Pedro fizer. Agora, com o curso do Senac, curso da FGV e sem empregada (dispensei pelo péssimo trabalho), seguir uma rotina não é opção, mas sim obrigação para a sobrevivência de todos daqui de casa!

Ah! Lembrando que seguir rotina sempre foi, para mim, a melhor alternativa para a boa convivência com o transtorno bipolar.

Então, seguindo as rotinas, agora é hora de dormir. Boa noite a todos!


quinta-feira, 17 de março de 2011

Novidades sobre alergia e sobre a mãe e um pedido de ajuda sobre rotinas com bebês

Semana passada, tive uma notícia ótima! E, ontem na pediatra, também ótimas notícias. Mas, para equilibrar a vida, a noite começou péssima.

Vou começar pelas boas notícias: fiquei sem remédio até a consulta com a pediatra, na espeança de que ela me dissesse que com certeza não era a medicação a causa da alergia do Pedro. De fato, eu havia percebido uma piora no início desta semana. A alergia espalhou para tronco e membros, e eu já estava sem remédio. A primeira boa notícia veio com o susto da pediatra ao ver o Pedro! Ela até achou que eu estava dando leite industrializado para ele, de tão gordinho que está! Já está com 4,310Kg e 55cm. Um gostoso! A segunda, e principal boa notícia, foi sobre a alergia. Ela disse que são brotoejas típicas de calor! Ufa! Mas, de calor agora no friozinho? Ela explicou que não é pelo calor do tempo, mas sim porque neste friozinho a tendência é a mãe agasalhar o bebê um pouco mais do que o necessário. E meu pequeno é calorento até! A cabecinha chega a ficar molhada de calor (daí o porquê da alergia estar pior na cabeça!). Então, voltei ontem mesmo a tomar o Lamitor. Estava muito ansiosa. Muito mesmo. Como se estivesse sempre esperando uma novidade que fosse mudar a minha vida!

A boa notícia da semana passada é que sou a mais nova integrante do programa 10.000 mulheres!!! Passei por algumas avaliações e entrevistas e na sexta passada recebi o email informando que eu havia sido aprovada. Este pograma é voltado para mulheres empresárias que não tiveram acesso a educação na área de administração e apresentam dificuldades em seus negócios. Estou muito feliz e motivada para fazer a empresa andar com as próprias pernas e, finalmente, começar a lucrar. Além deste curso, estou fazendo um à distância sobre comércio exterior, pelo SENAC, já que eu e minha mãe estamos interessadas em começar a vender produtos importados, além dos que fabricamos. Está sendo difícil conciliar o Pedro com o curso, que já está no módulo 6 e eu consegui ler o 3 só ontem!!! Nota zero para rotina... mas isto fica para outro post!!!

Agora, a péssima notícia, que pode ser até que tenha a ver com a falta de rotina, é que a noite ontem foi desesperadora. Cheguei em casa às 22h pois depois da pediatra, lanchamos nos meus pais para fazer uma hora até a medicação do Pedro ficar pronta. Dei um banho nele, fiz uma massagem, amamentei e coloquei ele para dormir no berço, feliz da vida e relaxados (eu e ele!!!). É o que eu imaginava... Ele começou a chorar. Tentei niná-lo de novo, mas não funcionou. Tentei chupeta+funchicórea, também não ajudou. Tentei até peito de novo e nada. Ele chorou acho que uma hora e desistiu e dormiu. Eu deitei e, 20 minutos depois, ele acordou para mamar de novo (tinha passado duas horas da mamada anterior). Dei a mamada e a crise recomeçou. Nada fazia o pitico nanar. Comecei a ficar desesperada (lembre-se: eu ainda estava sem o efeito do lamitor, um tanto desequilibrada). Meu marido estava muito cansado e tinha ido dormir assim que chegamos em casa. Eu não queria acordá-lo, mas não teve jeito. Chamei ele e me pus a chorar copiosamente na cama. Acho que ele até ficou em dúvida sobre quem acalmar!!!! No final, ele trocou o cobertor do Pedro por um mais quentinho e o bichinho dormiu....affff...

Continuo agradecendo a Deus a cada respirada por esta "intuição maternal" que meu marido tem!!!

Hoje, acordei animada, disposta, motivada (Eita! Como é bom oscilar! rs) a estabelecer uma rotina melhor pro Pitico e para mim. Especialmente agora que vou voltar a estudar (6ª e sábado o dia todo). Apesar do otimismo, lá no fundo não estou com muita fé de que consiguirei seguir esta rotina. Preciso de ajuda urgentemente.

Se você tem filhos, conseguiu desenvolver alguma rotina que deu certo e tem dica, qualquer que seja, imploro (rs) que você a escreva aqui!!!!! Muuuuito obrigada!!!!

Desesperadamente, uma mãe descompensada.

segunda-feira, 14 de março de 2011

De novo sem remédio?

Há um pouco mais de uma semana, percebi que começou a aparecer uma alergia no rosto do Pedro. A princípio, achei que fosse aquela reação típica ao calor. Mas o calor passou e as bolinhas ficaram. Não relacionei a nada. E como não parecia incomodá-lo, não me preocupei.

Mais uns dias se passaram e a alergia continuava ali, bolinhas bem pequenas no rostinho e cabeça do Pedro. Resolvi ligar para a pediatra. Ela questionou se eu havia comido algo diferente ou tomado muito refrigerante, enfim, pediu para analisar a minha dieta e notar se tinha saído da normalidade. Pensei, pensei mas não consegui encontrar nenhum alimento ou bebida que pudesse ser o responsável. A pediatra também perguntou sobre o remédio (lamotrigina), mas eu já estava tomando há mais de um mês...

Oops! O remédio! Havia apenas dois dias que eu tinha aumentado a dose de 25mg para 50mg. A dosagem que eu devo tomar é de 100mg, mas a lamotrigina precisa ser administrada aos poucos pois ela tem a característica de causar alergia quando não é introduzida desta forma. E uma vez que causa alergia, sempre causará.

A minha psiquiatra sempre teve o cuidado de me instruir para chegar a dose certa aos poucos. Sempre tive medo da tal alergia pois me dei muito bem com a lamotrigina e não gostaria de ser obrigada a tomar outro medicamento. Quando decidi voltar a tomar (estava muito irritada e angusiada), isto foi quando o Pedro tinha um mês, iniciei com 25mg, mas acabei tomando esta dosagem por mais de um mês até aumentar mais 25mg. O pouco que passa no leite não prejudica o Pedro, mas pode causar a tal da alergia.

Quando me toquei que poderia ser o remédio, parei imediatamente de tomá-lo. E comecei a pensar o que faria se realmente fosse o remédio. As opções são apenas duas: continuar tomando e parar de amamentar, ou ficar sem o remédio para amamentar. Precisaria escolher. Apesar de eu ter plena ciência de que o Pedro precisa de uma mãe saudável acima de tudo, não me imagino desmamando ele com apenas 2 meses e meio. Me dá um aperto gigante no coração.

Já estou há quase uma semana sem o remédio. Parece que a alergia está melhor. Continuo amamentando. Até quinta não haverá mais lamotrigina no meu corpo e é neste dia que temos retorno na pediatra. Se for o remédio o motivo da alergia, já discutirei com ela todas as opções, já que ela também é minha homeopata.

Estou muito triste só de pensar em ter que negar o peito para o meu pequeno. Apesar das vantagens de dar mamadeira (por ex., descansarei mais), me frustra não poder amamentá-lo até seis meses como sempre quis. Meu marido apóia caso eu precise voltar a tomar o lamitor. Ele sabe que para o Pedro é mais importante ter a mãe equilibrada e tomar leite industrializado do que mamar leite no peito de uma mãe sempre beirando uma crise.

Vamos ver o que vai dar. Enquanto isso, o Pedro mama (quase) quando quer e eu fico de olho nos meus sintomas.

domingo, 6 de março de 2011

Tempo para estimular o desenvolvimento do bebê

Antes mesmo de pensar em engravidar, mas já pensando que algum dia eu teria um filho, eu já pensava nas diversas maneiras de estimular o desenvolvimento do bebê. Pensava nos tipos de brinquedos que ele teria, de diversas texturas, com emissão de sons, para levar ao banho; pensava também nas posições que eu poderia colocá-lo para estimular os músculos tais e tais para ajudá-lo a sustentar cabeça, rolar; além, claro, dos vários livros que eu compraria para ele e dos cds, para estimular o desenvolvimento intelectual.

Hoje, com um bebê de 2 meses em casa, penso em fraldas, roupinhas, pomada para assadura, fraldinhas de boca e amamentar, amamentar e amamentar. Já tenho pensado nisto há alguns dias: será que estou fazendo o que o que deveria para estimulá-lo a crescer de forma saudável? Ou será que só estou atendendo as necessidades básicas dele, mamar-trocar fralda-banhar-nanar?

Fiz uma rápida busca pela internet e vi que não é nada difícil estimular uma criança nesta idade. Qualquer objeto (que seja seguro para ela) serve como estímulo. O fato de simplesmente mostrar estes objetos para o bebê estimula novas conexões cerebrais, estreita a relação entre pai/mãe e filho e ajuda no desenvolvimento emocional social, físico e cognitivo (veja aqui). Especialmente quando você mostra qual a função do objeto, por exemplo, abrir e fechar uma caixa ou chama a atenção do(a) pequeno(a) com um objeto que faça algum barulho.

Eu confesso que mal consigo dar banho no Pedro todo dia, imagina ter um momento apenas para estimulá-lo? Eu que sempre falo aqui o quão importante é a rotina na vida do bipolar, já devia saber o quão importante ela também é para um bebê. Mas tem sido difícil, especialmente quando meu marido está em casa. Não por culpa dele, mas realmente eu me perco facilmente nas atividades do dia-a-dia da casa.

Agora não tenho nem mais a desculpa de que o Pedrinho mama a cada hora e meia ou a cada duas horas. A pediatra já liberou as mamadas a cada três horas e ele tem seguido na maior parte das vezes. Preciso tomar vergonha na cara. Inclusive, estou super atrasada no curso on line que estou fazendo. Parei no primeiro módulo e o curso já está acabando o terceiro...shame on me.

Não quero ser perfeita, como me alertou o Pai do Coração em um post anterior, só queria conseguir fazer as coisas direito. Será que isto é perfeição? Me sinto, sim, culpada por perder a hora do banho dele, e acabar optando por não acordá-lo. Me sinto também preocupada de não estar estimulando-o como gostaria. Mas se não fosse este desejo de mudar, de querer fazer melhor, como iríamos nos tornar pessoas melhores?

Vou me esforçar! Mesmo que eu não consiga fazer tudo o que quero, alguma coisa conseguirei melhorar. Afinal, meu filho merece!!!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ciúmes do meu filho

Deixando o Pedro com a minha mãe, com o meu pai ou com a minha tia para fazer uma correria qualquer, descobri, ou simplesmente aceitei, algo que acho que todas as mães sabem (chegou a minha vez): mãe estraga o filho. Não é no sentido de estragar que os avós são mestres, mas no sentido de aflorar as manhas!

Faz quase uma semana que estou tentando impor a rotina de mamada a cada três horas. Tive dias de muito sucesso e dias como hoje, quando rola um bom chororô e eu acabo cedendo e tirando a "marmita" pra fora antes do tempo, mesmo sabendo que não é fome (já testei! dei chupeta e o pequeno nanou gostoso até o horário certo).

Eu aqui, ralando para ter um pouco mais de tempo livre (entendam: tempo para higiene pessoal!), e quando o Pitico fica fora de casa e longe de mim, descubro que ele dorme quatro horas seguidas tranquilamente, acorda para mamar sem chorar, faz um monte de gracinhas e, pior de tudo, não chora para trocar fralda (comigo e com meu marido, é um sofrimento).

Chego a algumas conclusões sem nenhum estudo científico: bebês tem personalidade, demonstram suas vontades e sabem manipular os pais. Este último é o pior! E o Pedro faz isso com maestria! Um dia, estávamos, eu e ele, no escritório com a minha mãe. Eu tinha dado de mamar, minha mãe fez ele arrotar e o colocou no carrinho. Quando eu cheguei perto do carrinho, sem brincadeira, o pequeno deu uma olhada de rabo de olho para mim, como quem verifica se é a mãe mesmo que está ali, e começou a chorar. Eu e minha mãe nos olhamos e rimos.

No fundo, bem no fundo, de leve, confesso que senti ciúme!!! O "meu" Pedro fica bem com todos, se comporta que é uma maravilha, distribui sorrisos e comigo, chora? Como assim? Eu não sou o amor da vida dele? A provedora? Quem o amamenta, o acalenta e blá blá blá... Ok! Exageros a parte, acho que vocês me entenderam! Mas sei também que isto tudo faz parte da "demonstração de amor, afeto, carinho" que ele tem por mim. Ele sabe que se está com fome ou outro desconforto qualquer, é para mim que ele deve chorar, que prontamente responderá dando tudo e mais um pouco do que ele precisa!

E sei que será assim para o resto das nossas vidas, ele com seus choros e eu, com meu ciúme, correndo para atendê-lo a qualquer hora, qualquer momento, qualquer lugar!

ps: imagina quando ele começar a namorar??? ai ai ai...

quinta-feira, 3 de março de 2011

filho x marido x eu mesma


Não estou colocando ninguém contra ninguém. Nem discutindo graus de importância. O que tenho pensado é o quão dolorido é repartir o meu tempo entre três preciosidades: meu filho, meu marido e eu (afinal, preciso gostar de mim também, certo?).

Ontem começou a bater uma tristeza. Fiquei com muita vontade de sair com meu marido. Só eu e ele. Mas aceitaria sair eu, ele e o Pedro. Infelizmente, o trabalho dele não permitiu. Tudo bem, não vou morrer por isso, o problema é que até em casa fica difícil termos um tempo de qualidade. Brinco que a gente "se esbarra na cama", e é praticamente só nestas horas que a gente se encontra.

Hoje o marasmo acordou mais forte. Aquele aperto no peito chato veio com tudo. Saudades do meu nego. Saudades do meu tempo com ele. Nem preciso falar que o Pedro toma praticamente 80% das minhas horas. E, logicamente, os outros 20% ou estou tentando dormir ou, se tiver sorte, estarei comendo ou tomando banho. Então, fica difícil até conversar com meu marido.

Realmente ser mãe é abdicar. Sinto que meu coração ganhou um novo pedaço, mas arrancaram um bom naco também, apesar disto ser provisório. É um misto de alegria com desespero. Às vezes temo ouvir aquela tossinha que o Pedro faz antes de chorar para mamar. Isso significa que mais uma vez eu tenho que abrir mão de tudo e me entregar a ele.

Sei que o Pedro será aquele que me dará muita alegria, quer dizer, já dá, mas esta fase de dependência consome demais. Estou tão cansada que a pálpebra do meu olho direito está fibrilando desde a hora que acordei, e agora já são oito da noite. Típico sinal de cansaço, estresse.

É duro ter que se dividir. É sofrível ter que se doar desta forma, por inteiro. É pesado ser a fonte de tudo para uma pessoinha indefesa. Mas nestes dois meses, só este aperto que me incomodou. Acho que de alguma forma, a maternidade tem e protegido, me blindado contra o colapso, afinal, como deixaria o Pedro desprovido?

Desculpem se não consegui fazer os meus pensamentos fluirem de uma forma lógica. Estou muito cansada, mas precisava colocar aqui estes sentimentos.

ps: A tossinha surgiu na babá eletrônica! Lá fui eu pegar o pitico para amamentá-lo. Cansada ou não, estressada ou irritada, pegar o meu Pedrinho no colo, sentir o seu cheiro e apertá-lo bem junto ao meu corpo, aquece o coração! Não tem jeito!!!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Amamentação - amor, ódio e paciência!

Já falei aqui que não tinha muita paciência durante a amamentação. Não por causa do ato em si, mas pelo tempo que toma e por causa da necessidade que tenho de sempre estar fazendo algo. Resolvi ler durante a amamentação. Funcionou por um tempo. Agora, esquece! O Pedro precisa de mais atenção nesta hora. Ele às vezes engasga, talvez por causa da cirurgia, ele também dorme e "esquece" como mamar, enfim, ele precisa que eu esteja inteiramente à disposição dele, corpo e mente.

Mesmo assim, continuo estressando. Agora arranjei um outro motivo (para que ter vida calma, não?). O problema é que não sei quando ele está realmente satisfeito. Algumas vezes, ele é bem objetivo para mamar. Suga forte, constantemente, arrota, dorme e fim. Mas, para minha tristeza, a maioria das vezes não é isso que acontece. A hora da mamada tem sido outro parto. E durante a madrugada é bem pior. O sono e o cansaço intensificam tudo. Se eu conseguisse ficar calma, com certeza facilitaria.

A saga é a seguinte: Ele acorda chorando, aquele típico choro de quem quer mamar. Ok! Ele está com fome. Coloco ele no peito. Ele suga, suga, suga e pára. Solta o peito. Volta. Sei que não é falta de leite porque aperto o bico e esguicha. Continua mamando. Às vezes, mama "de verdade", outras, só fica "chupetando" meu peito. Depois de um tempo, às vezes 5 minutos, outras vezes 20, ele dorme de abrir a boca e ficar bem molinho. Aproveito a deixa para trocar a fralda, cheia ou não. Ele acorda (não curte trocar fralda). Depois de limpo, recoloco no peito. A história recomeça, e minha paciência geralmente nesta fase já se acabou. Coloco ele no berço. Ele esperneia. Chamo o marido, que tem paciência estocada e ele tenta fazê-lo dormir. Quando não consegue, volto pro quarto porque já sei que o rapaz ainda está com fome. Volta pro peito e mais uma vez, tudo se repete, e da paciência, nem sombra há!

Precisa ser bipolar para surtar? Precisa ter algum distúrbio psiquiátrico para ficar impaciente e irritada? Sinceramente, é preciso muita meditação e auto-controle para "se entregar" à amamentação da forma como deve ser. Talvez existam algumas almas criadas para a maternidade que estão lendo este post agora e estão achando a maior bobeira enxergar dificuldade nesta situação.

Uma das opções para escapar deste infortúnio seria usar mamadeira ou copinho, mas eu acho que seria egoísmo da minha parte. Privar meu filho de mamar no peito só porque eu não tenho paciência, não é justo. Se fosse um surto considerável, realmente da bipolaridade, tudo bem. Mas acho que o motivo não entra na lista das razões para optar por mamadeira ou copinho. Bem que eu queria...

Então, o que fazer? Meditar? Respirar fundo? Tomar florais, chás e cheirar lavanda? Criar vergonha na cara e se esforçar para ter mais paciência com meu filho? Acho que tudo isso funcionará muito bem. Mas o principal, e digo isto analisando o meu perfil, mas também sei que servirá para qualquer mãe que queira amamentar e tenha esta dificuldade, é realmente entender que o momento da amamentação é do seu filho. Eu gosto de assistir o jornal pela manhã, então, amamento o Pedro na sala, em frente à tv. Neste momento, se ele quiser chupetar não terá nenhum problema, mas sinto que estou negligenciando um momento que deveria ser exclusivamente dele. A minha atenção não está totalmente voltada a ele.

Como me distraio fácil e sou um pouco hiperativa, sei que para a amamentação ficar mais tranquila, preciso fazê-la sempre no quarto dele, na penumbra, com toda a estrutura já montada (água e panos de boca) e, principalmente, ciente de que poderá demorar vinte minutos ou uma hora e meia (a pediatra me orientou que depois de uma hora no peito, com certeza ele já está só me usando!).

E, para já colocar em prática, vou logo ali acudir um bebê gostoso clamando por peito... Paciência!

ps: Ainda amamento assistindo ao Jornal, pela manhã. Mas estou prestando mais atenção ao Pedro, porque ele tem engasgado enquanto mama. Acho que o segredo é esse mesmo, encontrar o equilíbrio. Como sou muito agitada e ansiosa, às vezes dou mais atenção à tv, ou ao livro, ou ao twitter no celular, do que ao Pedro. Mas acho que até ele sente, porqu fica mais agitado. Depois que passei a "curtir" mais este momento, passei a me sentir melhor!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Insanidade materna

Faz um tempinho que não apareço por aqui. Os textos pipocam na minha mente loucos para serem colocados na tela, mas o tempo ficou escasso! Ter filho toma muito tempo, como todas sabem. Também consome muita energia, fortalece os braços, aumenta a paciência e o seu coração, te enche de amor, mas, também causa insanidade!

Tive a grande benção de ter o meu marido comigo em casa praticamente o primeiro mês inteiro do Pedro com a gente. Aprendemos as coisas juntos. Sofremos juntos. Ele me ajudou em tudo, quer dizer, quase tudo, ele não deu o peito e ainda não deu banho (o Pedro era muito pequeno pro braço do meu marido!!!). Mas acho que não enlouquecemos juntos.

Meu marido sempre foi uma pessoa equilibrada. Tão equilibrada de chegar ao extremo de eu acordar pela manhã (após a noite fragmentada pelas mamadas) e ouvir dele algo assim: "Chegamos a algumas conclusões esta noite...". E iniciou um discurso "frio" sobre a rotina do Pedro, esmiuçando os hábitos dele, tirando ótimas conclusões, como por exemplo, hum, bom, quando eu lembrar eu falo aqui, porque, como disse, a insanidade afetou muito mais a mim e eu estou neste momento mais insano!!!

O fato é que ele realmente conseguiu entender o Pedro melhor do que eu. E conseguiu me dar várias dicas antes de voltar ao trabalho. Acho que, como ele disse, e esta fala eu lembro bem, "quem vê de fora, consegue analisar melhor". Então, comecei a maratona sei este pai analítico, e foi o que me levou a voltar ao medicamento (sobre isto, farei um post exclusivo que está ainda pipocando no meu cérebro!) e à loucura crescente!

Os dias sem o J (apelido do meu marido, não é que ele não queira ser identificado!) afloraram a minha insanidade. No banho, que quando acontece é o meu momento, notei que, por causa do cansaço (além da loucura), recorro ao sabonete que tem em sua embalagem escrito "recarregue-se" e ao shampoo "active". Me apego a eles como se fossem a minha grande fonte de energia! E realmente acredito no que a embalagem diz...

Outra coisa doida que quase faço (acho que preciso de mais alguns meses para me entregar a esta!), é não fechar o sutiã, nem arrumar a blusa. Sempre fui muito tímida. Nunca gostei de tomar banho em frente às amigas, agora, o peito é público. Loucura total! Quando amamento na sala e minha vizinha bate na porta, que geralmente está destrancada, falo para ela entrar. Se a porta está trancada, vou até a porta como estou, de peito de fora. Nem me dou conta disso. Um dia, quase tirei o lixo para fora com o "restaurante" do Pedro aberto!!!

Mas apesar destas "mini loucuras", acho que a pior de todas acontece quando dou banho no Pedro! Faço aquele ritual bonitinho começando pela cabeça com ele ainda no colo. Depois, coloco ele na banheira bem devagar, conversando com ele. Lavo o corpinho dele e, assim que eu tiro ele da banheira, com ele no colo, sem brincadeira, eu o sacudo como se fosse um objeto qualquer. Não pensem mal de mim, faço isso de leve, de verdade! Mas é totalmente inconsciente e automático! Coisa doida...

Pelo menos, as minhas loucuras são inofensivas! Quer dizer, enquanto eu não tomar o sabonete líquido para me sentir "recarregada", não torcer o Pedro ao tirá-lo da banheira e enquanto eu não for ao banco com os peitos de fora, esta insanidade materna apenas contribuirá para posts loucos, engraçados ou trágicos. Continuando assim, até que eu vou gostar de ser uma mãe insana!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Padecer ou renascer no Paraiso?

Ser mãe recente e ser bipolar se confundem bastante. Neste primeiro mês, percebi que mesmo que não fosse bipolar, me sentiria assim nestes dias. Nunca vi com bons olhos o fato da bipolaridade ser "banalizada", ou seja, qualquer um achar que uma simples variação de humor já o classifica como bipolar, como se fosse legal isto. Mas, de fato, ser mãe nesta fase e ser bipolar são sinonimos.

Ontem, tivemos uma tarde e noite daquelas. Não estamos em casa. Estamos "descansando" em Atibaia. Aqui esta quente, mas durante a noite esfria, pelo menos do lado de fora da casa! Aqui dentro, como o Pedro bem sabe, fica abafado. Não sei se por isso ele tem chorado tanto. Não me parece ser cólica, porque assim que pegamos ele no colo, o choro para. Tenho trocado a fralda dele sempre após as mamadas, e quando necessário. Tenho respeitado seus horários de mamada. Então, o problema não é fome nem fralda suja.

Não sei se o calor tem irritado ele, pode ser. E não só tem irritado a ele, como a mim também, pelo que faz com meu pequeno. E das quatro da tarde até duas da manha a irritação tomou conta. O Pedro só parava de chorar para mamar, quando estava no nosso colo (isso é ruim) e para olhar a sua volta como quem diz: " Vocês ainda estão ai? Então vou voltar a chorar!". Coitado! Sei que não é isso mesmo que ele pensa, mas nessas horas, basta ser mãe para surtar.

Estou lendo "Os segredos de uma encantadora de bebes", e infelizmente, ela nao conseguiu resolver nosso problema ontem. A sua solucao e pegar o bebe no colo, acalma-lo e recoloca-lo no berco. Ah! Eu tentei! E se continuasse tentando ia repertir o processo umas 70 vezes
e temo que em algum momento estaria balancando violentamente o Pedro e praticamente jogando-o de volta no berco. E nao pense que
maes nao bipolares nao passam por isso. Ja ouvi relatos parecidos de maes sem este diagnostico. Nao sei se isso me consola ou me faz sentir pior. O que sei, é que isso me fez pensar bastante.

Ser mae é aprender a amar, aprender e exercitar o auto-controle. é superar e assumir a impotencia diante de um ser indefeso. é abrir mao de um pedaco de voce, por um tempo, para ajudar a formar um ser completo. Nao acho, no entanto, que seja "padecer" no Paraiso. Claro que sei que isso doi, e sentimos como se estivessemos padecendo! Mas acho que cabe mais dizer "adoecer" para "renascer" no Paraiso. Mas temos um conforto: realmente estamos no Paraiso! Ter filho, é materializar o amor, e isso so pode ser o Paraiso!

E voce, também acha que ser mae é adoecer para renascer no Paraiso?

ps: Desculpem-me a falta de acentuacao. Estou atualizando o blog usando um iPad e encontrei akgumas limitacoes!!!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Voltando aos medicamentos e assadura

Esta foi a primeira tarde sozinha com o Pedro. A voz da Di ecoou algumas vezes na minha mente. Apesar da psiquiatra dizer que não preciso voltar com a medicação, a situação que vivi hoje me deixou com sérias dúvidas. Meu pequeno mamou de três em três horas durante a noite. Pela manhã, mamou às seis, nove e onze. Troquei a fralda dele em todas as mamadas. Depois das onze, mamou às duas. Aí começou o chororô.

Quando meu pequeno chora sempre penso nas seguintes opções: fome, cólica, fralda suja, frio/calor ou susto (ele se assusta com o reflexo de moro). Então, excluí a fome, ele tinha mamado fazia menos de uma hora, e pulei para "cólica". Fiz massagem, movimentei as perninhas e, nada. No colo, ele ficava quietinho por um tempo. Dei o remédio para cólica. Ele continuou chorando muito. Nada do que eu fazia resolvia. E ele sempre pedindo peito.

Quando ele ficava sonolento no meu colo, eu o colocava no berço. Mas depois de poucos minutos voltava a chorar. Até fiz o charutinho com o cueiro que compramos, mas nem o "milagroso" funcionou. Os minutos passavam e nada resolvia. Comecei a me sentir extremamente irritada e impotente. Estava tão irritada que achei mais seguro e coerente tomar meio comprimido de Haldol, que a psiquiatra receitou para situações assim.

O medicamento fez efeito rapidamente. Me senti relaxada (fisicamente) e um pouco apática. Chorei pedindo pro Pedro e para Deus me ajudar. Não queria sentir raiva do meu filho. Ele estava apenas tentando se comunicar comigo. Eu que não consegui captar suas necessidades. E esta sensação é horrível.

Depois de quase duas horas, resolvi dar um banho no balde para ver se soltava o intestino dele (comtinuava achando que era cólica). Deixei o balde enchendo no banheiro, tirei a roupinha e fralda dele e, lá estava o problema: assadura. Como eu não percebi antes? Por que deixei de passar a pomada à noite? Como não pensei que o meu filho estava com dor?

Fiquei de coração partido! É duro aprender as coisas às custas do choro de Pedro. O aperto que sentia no meu peito só aumentou. E a voz da Di voltou a ressoar. Para o filho crescer saudável é necessário uma mãe saudável. Então, depois desta "tarde de terror", tomo duas decisões: usar pomada e Lamitor* todo dia. Tenho certeza que o Pedrinho vai agradecer estas atitudes um dia!

*A Lamotrigina não afeta na amamentação. Posso continuar normalmente. Bom porque a pediatra não quer que eu dê mamadeira para o Pedro ainda (talvez relevaria se eu não pudesse amamentar). Com isto, ainda não poderei ter "aquela" noite de sono que eu tinha programado. Mas, quando preciso, o marido pega o pequeno assim que acaba de mamar, e eu volto logo a dormir. Menos mal!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Desafio dos 7 - passado pela Di

7 coisas que tenho que fazer
- comprar um termômetro para banheira pois há uma grande divergência entre o meu termostato e o do meu marido!!!
- viajar para Atibaia para descansar, tomar um sol, respirar ar puro e mostrar pro Pedrinho que tudo isto é bom demais!
- ir ao supermercado (só tenho feijão pra comer aqui!!! E dá cólica no pequeno, coitado...)
- voltar a caminhar (com a liberação da obstetra, claro!) para ver se minhas calças voltam a me servir, para me sentir bem e para me preparar para o Circuito Vênus
- lavar as roupinhas que o Pedrinho ganhou recentemente
- comprar o adaptador para a cadeirinha do carro (o Pedrinho é muito pequeno, fica "perdido" na cadeirinha!)
- comprar uns 2 jogos de lençol para carrinho.

7 coisas que mais digo
- Jotaaa!
- Banner, não!
- Pitchuco da mãe!
- Bannecooo!
- Caramba!
- Quer tetê?
- Hora do tetê!

7 coisas que faço bem
- lasanha
- escrever
- organizar coisas
- falar em público
- pesquisa científica (sempre dá certo!)
- cantar
- dirigir

7 defeitos
- pedir tudo pro Jota ("pega isso", "pega aquilo", "põe o Pedro no carrinho" etc)
- mania de mandar
- teimosia
- falar demais
- ser espontânea demais
- questionar muito o Jota (ele que falou esta!)
- ser folgada (o Jota que falou esta também...)

7 qualidades
- estar sempre disposta para ajudar os outros/ sempre disponível
- compartilhar o que tenho com os outros (se ganho 2, sempre passo para alguém que não tem)
- carinhosa
- estudiosa (o J falou "inteligente")
- bem-humorada (o J que falou também!!!)
- pró-ativa
- decidida

7 coisas que adoro
- tomar café-da-manhã tranquilamente vendo jornal, sem pressa
- comer bem
- ir para Atibaia
- ler
- ganhar presentes
- ser surpreendida
- sair com as mulheres da família

7 coisas que detesto
- injustiça
- mentira
- chão de casa sujo (especialmente o da sala, que fico olhando mais tempo!!!)
- que interfiram na minha rotina
- que me critiquem sem razão
- que me julguem sem me conhecer
- preconceito

7 blogs para indicar
- vou pular esta parte porque a Di já indicou!!!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O milagre do "charutinho"* e a encantadora de bebês


*Charutinho: como eu e meu marido chamamos quando enrolamos o Pedrinho em um lençol ou manta, formando tipo um casulo.

Fiz um post desesperado um dia desses. Não conseguia colocar o Pedro no carrinho ou berço após as mamadas sem que ele chorasse pelo menos por uns 40 minutos. Eu e meu marido fazíamos de tudo para resolver a cólica (única razão que imaginamos causar a tremenda choradeira): massagens, movimentos com as pernas, barriga com barriga, bolsa de água quente e remédio. Nada funcionava. Quer dizer, quando ele estava no nosso colo, parava de chorar. Então, achamos que poderia ser birra. O pequeno resolveu dormir, quando, inocentemente ou usando algum "instinto paternal", meu marido fez um "charutinho" com a coberta e colocou-o no carrinho. Em pouquíssimos minutos, o bichinho adormeceu! Aleluia!

No dia seguinte, resolvi contar a saga aqui e a Di, como sempre, comentou e deu ótimos conselhos. Ela explicou (pelo menos foi o que eu entendi!) que o "charutinho" inibe os reflexos do recém nascido que deixa ele assustado e "simula" o ambiente do útero. Ela nos aconselhou ainda a fazer o som "shhh!", que seria semelhante ao som da minha circulação sanguínea, que ele ouviu por 36 semanas no aconchego! Estas dicas a Di aprendeu no livro da "encantadora de bebês". Além de indicar o livro, indicou o blog encantadoradebebes.blogspot.com que tem como que um resumo do livro.

Eu e meu marido já colocamos em prática algumas coisas que aprendemos no Blog e já encomendamos o livro, que deve chegar amanhã! Hoje colocamos em prática o ritual para o sono do Pedrinho. Ele precisa entender que está chegando a noite e que esta é a hora de dormir, então, aproximadamente às 18h dei a mamada, coloquei ele para arrotar, tranquilizei ele e demos um banho. Antes de colocá-lo no charuto, dei o peito de novo (também dica da Encantadora de Bebês), que ele mamou bem pouquinho mas o suficiente para ficar bem relaxado no meu colo. Fiz o charutinho com um lençol e coloquei ele no carrinho (ele dorme no nosso quarto por enquanto...). Tiro e queda! Adormeceu rapidinho! Depois de umas duas horas ele resmungou. Meu marido colocou ele de lado (ele prefere dormir assim) e ele apagou de novo e ainda não se manifestou (já faz 2h e meia).

Estou sentindo até a minha mente mais organizada com este domínio que estamos exercendo sobre a rotina do Pedro. Apesar de ainda não sobrar muito tempo para dormir, já me sinto melhor! Ainda tenho sono, mas também uma satisfação enorme e uma tranquilidade gigante por não sentir a impotência diante daquele berreiro no meio da madrugada! Estou bastante animada para ler o livro "Os segredos de uma encantadora de bebês", da Tracy Hogg, e aprender mais sobre como fazer com que meu pequeno, eu e meu marido tenhamos uma vida mais tranquila!

Se você quer conhecer um pouco do que a Ecantadora ensina, passa no Blog, vale muito a pena. Depois conto mais sobre o efeito do livro no nosso dia-a-dia! Agora, vou tentar dormir antes que o pequeno acorde faminto!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Uma nova profissão/ocupação além de mãe?

Há quase 7 semanas estou sem trabalhar e praticamente há um ano não apareço no laboratório. Tenho sentido uma vontade imensa de estudar, de fazer algo útil que seja mais intelectual. Afinal, amamentar, trocar fralda, dar banho e afins, é muito útil! Já comentei aqui que apesar de ter me formado em fisioterapia, há algum tempo já estava trabalhando apenas na empresa que tenho com a minha mãe, cuidando da parte financeira. O que ainda não contei é que a nossa empresa está mudando um pouco de rumo, vamos passar a importar. Meu pai já é bem experiente nesta área, mas não posso contar com ele para me ensinar (falta tempo e talvez falte paciência para ambos). Então, no final do ano, um pouco antes do Pedro nascer, entrei em outra crise "vocacional".

Meu pai tem muita confiança em mim para fazer a empresa dar certo. Apesar de ele também me apoiar na decisão de fazer outra faculdade, fica bastante evidente que ele também tem expectativas a meu respeito. Meu irmão trabalha em uma área bem diferente e não assumiria a empresa do meu pai (importadora também). Eu, até então, nunca pensei em, de fato, fazer isto. Não achei que precisasse pensar nisto. Mas agora, com a minha empresa também sendo importadora, percebo que estou indo para este caminho.

Analisando a minha situação de formada frustrada e, agora, também mãe, como eu poderia deixar uma oportunidade de trabalho certa com a autonomia de horários que eu preciso para dar atenção suficiente ao Pedro e a mim mesma, com pessoas que me compreendem? Além disso, investindo nesta empresa, eu garanto meu futuro (e presente) e posso fazer outros cursos e alimentar as minhas paixões, como escrever. Posso também acabar o meu mestrado e estudar a possibilidade de trabalhar como voluntária em bancos de leite ou outros locais orientando mães sobre amamentação (uma nova paixão que adquiri no tempo no hospital).

Pensando assim, só uma louca para deixar tudo isto de lado, certo? Então, como não entendo nada de importação e não posso depender do meu pai e do funcionário dele e estou com comixões para estudar, vou fazer um curso à distância do SENAC sobre comércio exterior. Começo dia 09 de fevereiro. Não vejo a hora!

Espero do mais profundo do meu coração e do meu ser que eu curta a área de importação e exportação e que eu realmente consiga me envolver bem nela e administre com satisfação e eficiência a empresa. Espero também que eu consiga saciar as minhas novas paixões não sentindo frustração por não tê-las como meu "ganha pão".

Meu marido sempre me cantou esta bola, mas talvez eu não tivesse cabeça para entender bem a situação no momento. Ainda sinto um pouco de medo de repetir os mesmos erros fazendo algo por que não tenho paixão, mas em paralelo, cresce em mim uma grande vontade de aprender a gostar da nova área e uma atração pela responsabilidade de assumir seriamente uma empresa.

Que 2011 continue trazendo muitas surpresas, superações e sucessos!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Sono interrompido mesmo com o pai dando mamadeira

Há duas noites meu marido dá mamadeira pro Pedro. Mas quem disse que eu consigo dormir direto, até de manhã?

Na primeira madrugada, brinco que ele (meu marido) contratou um pernilongo pra me acordar bem na mamada das 2am. Resultado: ele pegou mamadeira e o peito. E eu ajudei lavando a mamadeira e colocando para esterelizar. Na segunda noite, que foi ontem, foi até mais complicada. Fomos nos meus pais à tarde, e com a chuva que caiu, não conseguimos voltar antes das 11pm. A nossa rua alaga. E eu não iria de jeito nenhum andar de carro sabendo do grande potencial que São Paulo tem de se tornar até fatal em dias assim. Então, chegamos em casa quase meia-noite.

O Pedrinho já veio de banho tomado, pronto para dormir gostoso. Coloquei ele no berço, mas pouco tempo depois começou o chororô pedindo peito. Amamentei e passei para o pai colocá-lo para dormir. O pequeno abriu um berreiro gigante quando foi colocado no carrinho e não parou até completar praticamente uma hora de choro. Até parece que o carrinho tem espinho! Fiquei irritada! Era, obviamente, choro de birra, porque às vezes ele parava e ficava olhando para gente, e também quando meu marido pegava ele no colo, ele ficava quietinho.

Mas do que adianta saber quando o choro é de birra? O que se faz com birra de bebê? Põe ele de castigo? Deixa sem peito? Obriga ele a arrumar o quarto dele e deixa ele sem video-game?! Brincadeiras à parte, deixar o bebê chorando até dormir não me parece ser algo "sem coração", mas quando isto acontece à uma da madrugada, em um apartamento, ter vizinhos, determina o tipo de comportamento dos pais.

Então, fechamos todas as portas e a janela do nosso quarto e esperamos a criança decidir dormir. Haja paciência! Acredita que o pequeno acabou dormindo quando o pai fez um "charutinho" com um cobertor? Não imagino que ele estivesse com frio com o calorão que fez ontem e tudo fechado no quarto. Talvez ele tenha cansado e coincidiu com este momento. Sei que ele apagou e foi resmungar só às 6am. Mesmo assim, ele não acordou o suficiente para mamar. O pai precisou esperar um pouco para dar a mamadeira, mas eu também acabei acordando!

Vamos ver se na noite de hoje eu consigo a proeza de dormir até amanhã de manhã! Por enquanto, tento me satisfazer com alguns cochilos à tarde para compensar o sono interrompido à noite!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Marido atuante = mãe sã + bebê tranquilo

Ontem, conversei com meu marido sobre as mamadas da madrugada. Como já imaginava, ele topou na hora! Facilita muito para uma mãe de primeira, segunda, terceira etc. viagem ter um companheiro pró-ativo em casa! Sou abençoada por ter um assim comigo, ainda mais, em férias!
Combinamos que ele assumirá todas as mamadas da madrugada, a princípio, todos os dias. Quando ele voltar a trabalhar, vamos dividir. Provavelmente, até lá (início de fevereiro), todos nós estaremos mais "familiarizados" uns com os outros, sabendo melhor como nos ajustar às diferentes necessidades, ficando tudo um pouco mais fácil!

Para isto, alugamos hoje uma ordenha elétrica. Eu já usava uma manual, mas além de ser dura para puxar, não é muito eficiente, pois a quantidade de leite que sai, é bem menor do que com uma elétrica. Acho que isto acontece pois na manual a pressão quem determina é você, e, como cansa, uma hora ela diminui. O custo do aluguel foi 69,00, mais 65,00 do kit (as peças que entram em contato com o seio). Este kit, é comprado. No futuro, posso comprar uma ordenha manual que se encaixa nele. E esta, acho que exige menos força do que a que tenho, que é da Lillo, que já é um reservatório de leite.

Fiquei muito feliz! Não vejo a hora do meu pequeno acordar para, depois de dar de mamar, estrear a minha ordenha elétrica! Parece bobeira, mas é muito gratificante ver o seu leite saindo e, ainda mais gratificante, poder armazená-lo para qualquer emergência ou, no meu caso, para o pai também poder dar de mamar! Novidades sempre me animam! Podem ser bem bobas, mas são muito úteis para levantar a minha estima!

E por falar em estima, ser mãe é também esquecer um pouco de si, e isto mina a auto-estima. Antes de ontem, lavei a cabeça e fiz questão de secar os cabelos e fazer uma "meia escova" (não aliso, só ajeito mesmo!). Coloquei um vestido e... fiquei em casa, óbvio! Mas me sentindo muito melhor! Aliás, só a hora do banho já me faz me sentir muito melhor! E isto seria impossível sem a ajuda do pai. Tenho tirado a sobrancelha e passado creme para estria e celuilte (a pediatra disse que este último já posso voltar a usar. Não usei na gravidez, fiquei em dúvida se afetava o bebê). Pequenas coisas que elevam a auto-estima!

Ainda estou no período dos 40 dias pós cesárea, portanto, não posso ainda voltar ao Pilates ou a correr. Mas já emagreci bastante. Sei que a minha genética me favorece um monte, mas amamentar também influenciou, com certeza! Praticamente já não tenho mais barriga, embora as calças ainda não me entrem! Algumas blusas justinhas também não, por causa dos seios cheios de leite!!! Bem que este último, não me entristece nenhum pouquinho!!!

Fazendo um balanço geral, depois daquele "quase surto", estou muito bem! Mas sei que isto é apenas porque tenho um marido atuante em casa. Acho que em todos os cursos de gestante, deveria ter uma aula só para os maridos, deixando claro para eles que se eles não ajudarem, eles perdem a esposa, os filhos terão uma mãe surtada, e provavelmente, serão um bebê estressado. Se eles ajudassem com as mamadas, acho que aliviaria todas as mães. Se não podem ajudar com as mamadas da madrugada, que auxiliem nas trocas de fralda, nos banhos e cuidando do(a) pequeno(a) para que a mãe tome um bom banho, dê uma espairecida e vá ao salão ser paparicada! (Nossa! Vou fazer esta última em breve!!!!).

Mas algumas mães, e senti isto também, acham difícil passar algumas destas tarefas para os pais. Por algum motivo "sócio-econômico" achamos que tudo o que se refere ao bebê, é nossa função, única e exclusivamente nossa. Dividir as tarefas pode gerar um sentimento de "fracassei". Ainda mais hoje, que nós, mulheres, trabalhamos tanto quanto os homens e ainda cuidamos da casa, achando que é nada mais do que nosso dever. Por mais que critiquemos a sociedade machista, nos encaixamos muito bem nela. Mas, mesmo que seja difícil, aconselho às mães a abrirem um pouco mão desta centralização e talvez até desta "conquista" do fazer tudo sem ajuda, e dividir com o marido. Espero que muitos maridos se disponham a isto, afinal, 50% do filho, é culpa total dele, então, que assumam pelo menos estes 50% (simbolicamente, não estou dizendo para dividir meio a meio todas as obrigações!) para garantir que terão em casa uma mãe sã, um bebê tranquilo e uma família feliz!