Há duas noites meu marido dá mamadeira pro Pedro. Mas quem disse que eu consigo dormir direto, até de manhã?
Na primeira madrugada, brinco que ele (meu marido) contratou um pernilongo pra me acordar bem na mamada das 2am. Resultado: ele pegou mamadeira e o peito. E eu ajudei lavando a mamadeira e colocando para esterelizar. Na segunda noite, que foi ontem, foi até mais complicada. Fomos nos meus pais à tarde, e com a chuva que caiu, não conseguimos voltar antes das 11pm. A nossa rua alaga. E eu não iria de jeito nenhum andar de carro sabendo do grande potencial que São Paulo tem de se tornar até fatal em dias assim. Então, chegamos em casa quase meia-noite.
O Pedrinho já veio de banho tomado, pronto para dormir gostoso. Coloquei ele no berço, mas pouco tempo depois começou o chororô pedindo peito. Amamentei e passei para o pai colocá-lo para dormir. O pequeno abriu um berreiro gigante quando foi colocado no carrinho e não parou até completar praticamente uma hora de choro. Até parece que o carrinho tem espinho! Fiquei irritada! Era, obviamente, choro de birra, porque às vezes ele parava e ficava olhando para gente, e também quando meu marido pegava ele no colo, ele ficava quietinho.
Mas do que adianta saber quando o choro é de birra? O que se faz com birra de bebê? Põe ele de castigo? Deixa sem peito? Obriga ele a arrumar o quarto dele e deixa ele sem video-game?! Brincadeiras à parte, deixar o bebê chorando até dormir não me parece ser algo "sem coração", mas quando isto acontece à uma da madrugada, em um apartamento, ter vizinhos, determina o tipo de comportamento dos pais.
Então, fechamos todas as portas e a janela do nosso quarto e esperamos a criança decidir dormir. Haja paciência! Acredita que o pequeno acabou dormindo quando o pai fez um "charutinho" com um cobertor? Não imagino que ele estivesse com frio com o calorão que fez ontem e tudo fechado no quarto. Talvez ele tenha cansado e coincidiu com este momento. Sei que ele apagou e foi resmungar só às 6am. Mesmo assim, ele não acordou o suficiente para mamar. O pai precisou esperar um pouco para dar a mamadeira, mas eu também acabei acordando!
Vamos ver se na noite de hoje eu consigo a proeza de dormir até amanhã de manhã! Por enquanto, tento me satisfazer com alguns cochilos à tarde para compensar o sono interrompido à noite!
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
Marido atuante = mãe sã + bebê tranquilo
Ontem, conversei com meu marido sobre as mamadas da madrugada. Como já imaginava, ele topou na hora! Facilita muito para uma mãe de primeira, segunda, terceira etc. viagem ter um companheiro pró-ativo em casa! Sou abençoada por ter um assim comigo, ainda mais, em férias!
Combinamos que ele assumirá todas as mamadas da madrugada, a princípio, todos os dias. Quando ele voltar a trabalhar, vamos dividir. Provavelmente, até lá (início de fevereiro), todos nós estaremos mais "familiarizados" uns com os outros, sabendo melhor como nos ajustar às diferentes necessidades, ficando tudo um pouco mais fácil!
Para isto, alugamos hoje uma ordenha elétrica. Eu já usava uma manual, mas além de ser dura para puxar, não é muito eficiente, pois a quantidade de leite que sai, é bem menor do que com uma elétrica. Acho que isto acontece pois na manual a pressão quem determina é você, e, como cansa, uma hora ela diminui. O custo do aluguel foi 69,00, mais 65,00 do kit (as peças que entram em contato com o seio). Este kit, é comprado. No futuro, posso comprar uma ordenha manual que se encaixa nele. E esta, acho que exige menos força do que a que tenho, que é da Lillo, que já é um reservatório de leite.
Fiquei muito feliz! Não vejo a hora do meu pequeno acordar para, depois de dar de mamar, estrear a minha ordenha elétrica! Parece bobeira, mas é muito gratificante ver o seu leite saindo e, ainda mais gratificante, poder armazená-lo para qualquer emergência ou, no meu caso, para o pai também poder dar de mamar! Novidades sempre me animam! Podem ser bem bobas, mas são muito úteis para levantar a minha estima!
E por falar em estima, ser mãe é também esquecer um pouco de si, e isto mina a auto-estima. Antes de ontem, lavei a cabeça e fiz questão de secar os cabelos e fazer uma "meia escova" (não aliso, só ajeito mesmo!). Coloquei um vestido e... fiquei em casa, óbvio! Mas me sentindo muito melhor! Aliás, só a hora do banho já me faz me sentir muito melhor! E isto seria impossível sem a ajuda do pai. Tenho tirado a sobrancelha e passado creme para estria e celuilte (a pediatra disse que este último já posso voltar a usar. Não usei na gravidez, fiquei em dúvida se afetava o bebê). Pequenas coisas que elevam a auto-estima!
Ainda estou no período dos 40 dias pós cesárea, portanto, não posso ainda voltar ao Pilates ou a correr. Mas já emagreci bastante. Sei que a minha genética me favorece um monte, mas amamentar também influenciou, com certeza! Praticamente já não tenho mais barriga, embora as calças ainda não me entrem! Algumas blusas justinhas também não, por causa dos seios cheios de leite!!! Bem que este último, não me entristece nenhum pouquinho!!!
Fazendo um balanço geral, depois daquele "quase surto", estou muito bem! Mas sei que isto é apenas porque tenho um marido atuante em casa. Acho que em todos os cursos de gestante, deveria ter uma aula só para os maridos, deixando claro para eles que se eles não ajudarem, eles perdem a esposa, os filhos terão uma mãe surtada, e provavelmente, serão um bebê estressado. Se eles ajudassem com as mamadas, acho que aliviaria todas as mães. Se não podem ajudar com as mamadas da madrugada, que auxiliem nas trocas de fralda, nos banhos e cuidando do(a) pequeno(a) para que a mãe tome um bom banho, dê uma espairecida e vá ao salão ser paparicada! (Nossa! Vou fazer esta última em breve!!!!).
Mas algumas mães, e senti isto também, acham difícil passar algumas destas tarefas para os pais. Por algum motivo "sócio-econômico" achamos que tudo o que se refere ao bebê, é nossa função, única e exclusivamente nossa. Dividir as tarefas pode gerar um sentimento de "fracassei". Ainda mais hoje, que nós, mulheres, trabalhamos tanto quanto os homens e ainda cuidamos da casa, achando que é nada mais do que nosso dever. Por mais que critiquemos a sociedade machista, nos encaixamos muito bem nela. Mas, mesmo que seja difícil, aconselho às mães a abrirem um pouco mão desta centralização e talvez até desta "conquista" do fazer tudo sem ajuda, e dividir com o marido. Espero que muitos maridos se disponham a isto, afinal, 50% do filho, é culpa total dele, então, que assumam pelo menos estes 50% (simbolicamente, não estou dizendo para dividir meio a meio todas as obrigações!) para garantir que terão em casa uma mãe sã, um bebê tranquilo e uma família feliz!
Combinamos que ele assumirá todas as mamadas da madrugada, a princípio, todos os dias. Quando ele voltar a trabalhar, vamos dividir. Provavelmente, até lá (início de fevereiro), todos nós estaremos mais "familiarizados" uns com os outros, sabendo melhor como nos ajustar às diferentes necessidades, ficando tudo um pouco mais fácil!
Para isto, alugamos hoje uma ordenha elétrica. Eu já usava uma manual, mas além de ser dura para puxar, não é muito eficiente, pois a quantidade de leite que sai, é bem menor do que com uma elétrica. Acho que isto acontece pois na manual a pressão quem determina é você, e, como cansa, uma hora ela diminui. O custo do aluguel foi 69,00, mais 65,00 do kit (as peças que entram em contato com o seio). Este kit, é comprado. No futuro, posso comprar uma ordenha manual que se encaixa nele. E esta, acho que exige menos força do que a que tenho, que é da Lillo, que já é um reservatório de leite.
Fiquei muito feliz! Não vejo a hora do meu pequeno acordar para, depois de dar de mamar, estrear a minha ordenha elétrica! Parece bobeira, mas é muito gratificante ver o seu leite saindo e, ainda mais gratificante, poder armazená-lo para qualquer emergência ou, no meu caso, para o pai também poder dar de mamar! Novidades sempre me animam! Podem ser bem bobas, mas são muito úteis para levantar a minha estima!
E por falar em estima, ser mãe é também esquecer um pouco de si, e isto mina a auto-estima. Antes de ontem, lavei a cabeça e fiz questão de secar os cabelos e fazer uma "meia escova" (não aliso, só ajeito mesmo!). Coloquei um vestido e... fiquei em casa, óbvio! Mas me sentindo muito melhor! Aliás, só a hora do banho já me faz me sentir muito melhor! E isto seria impossível sem a ajuda do pai. Tenho tirado a sobrancelha e passado creme para estria e celuilte (a pediatra disse que este último já posso voltar a usar. Não usei na gravidez, fiquei em dúvida se afetava o bebê). Pequenas coisas que elevam a auto-estima!
Ainda estou no período dos 40 dias pós cesárea, portanto, não posso ainda voltar ao Pilates ou a correr. Mas já emagreci bastante. Sei que a minha genética me favorece um monte, mas amamentar também influenciou, com certeza! Praticamente já não tenho mais barriga, embora as calças ainda não me entrem! Algumas blusas justinhas também não, por causa dos seios cheios de leite!!! Bem que este último, não me entristece nenhum pouquinho!!!
Fazendo um balanço geral, depois daquele "quase surto", estou muito bem! Mas sei que isto é apenas porque tenho um marido atuante em casa. Acho que em todos os cursos de gestante, deveria ter uma aula só para os maridos, deixando claro para eles que se eles não ajudarem, eles perdem a esposa, os filhos terão uma mãe surtada, e provavelmente, serão um bebê estressado. Se eles ajudassem com as mamadas, acho que aliviaria todas as mães. Se não podem ajudar com as mamadas da madrugada, que auxiliem nas trocas de fralda, nos banhos e cuidando do(a) pequeno(a) para que a mãe tome um bom banho, dê uma espairecida e vá ao salão ser paparicada! (Nossa! Vou fazer esta última em breve!!!!).
Mas algumas mães, e senti isto também, acham difícil passar algumas destas tarefas para os pais. Por algum motivo "sócio-econômico" achamos que tudo o que se refere ao bebê, é nossa função, única e exclusivamente nossa. Dividir as tarefas pode gerar um sentimento de "fracassei". Ainda mais hoje, que nós, mulheres, trabalhamos tanto quanto os homens e ainda cuidamos da casa, achando que é nada mais do que nosso dever. Por mais que critiquemos a sociedade machista, nos encaixamos muito bem nela. Mas, mesmo que seja difícil, aconselho às mães a abrirem um pouco mão desta centralização e talvez até desta "conquista" do fazer tudo sem ajuda, e dividir com o marido. Espero que muitos maridos se disponham a isto, afinal, 50% do filho, é culpa total dele, então, que assumam pelo menos estes 50% (simbolicamente, não estou dizendo para dividir meio a meio todas as obrigações!) para garantir que terão em casa uma mãe sã, um bebê tranquilo e uma família feliz!
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Saldo da primeira semana sendo mãe na prática: beirando um surto ou crise de estresse?
São 21:32, já estou na cama para tentar dormir um pouco mais. Há sete dias o Pedrinho teve alta da UTI e veio para casa, há seis noites não durmo bem. Isto é o esperado para qualquer mãe com bebê que ainda mama durante a madrugada. Muitos aqui já me aconselharam dormir a noite toda e deixar que o marido dê a mamadeira nas mamadas da madrugada. Ainda não tive coragem de fazer isto. Talvez esteja esperando eu chegar no meu limite, e vejo, agora, que está bem próximo.
Tenho me sentido completamente sem energia. Além disso, tenho sentido tonturas leves todos esses dias. Hoje, estou sentindo vontade de chorar além de irritação. Ficava bem aguniada e impaciente durante as mamadas, por ser um tempo "ocioso" (não me entendam mal, mas funciono a mil por hora). Isto consegui resolver lendo um livro durante todas as mamadas do dia. Esta irritação não sinto mais. Mas a irritação pós mamada, só tem aumentado.
Não sei o que acontece. O pequeno após a mamada, tira um cochilo rápido e surta. Mesmo limpo e saciado, chora um monte. Abre um berreiro. Meu marido tem me ajudado bastante nestas horas ficando com ele. Mas sempre acha que ele quer mamar mais. O Pedrinho faz aquela boquinha de quem procura o peito. Embora a pediatra tenha explicado que os bebês tentam resolver tudo (cólica e outros desconfortos) no peito, muitas vezes recoloco ele no peito, já que também não tenho a mínima certeza do que esse pequeno realmente está sentindo.
Acho que minha linha de raciocínio aqui neste post pode estar meio bagunçada. Ignorem! Com certeza é o cansaço. Mas, antes de tentar dormir, precisava passar por aqui para registrar estes novos sentimentos. Se estou assim, e só tem uma semana que sou mãe na prática, imaginem quando fizer um mês... Estou com medo de surtar, de ter que voltar aos remédios. Quero muito continuar amamentando. Amanhã, vamos à pediatra, que também é minha médica homeopata (e foi minha pediatra!). Vou pedir algum remédio para mim além de qualquer outra ajuda que ela puder dar. Talvez, seja interessante comprar uma ordenha elétrica e combinar com o marido que ele assuma as mamadas da madrugada para eu conseguir dormir. Mas, sei que ele também precisa dormir, então ainda não me sinto confortável passando toda esta tarefa apenas para ele.
Não sei o que faço. Vou dormir agora. Amanhã, veremos. Meu amor pelo Pedrinho continua o mesmo! Sou apaixonada por ele. Pelo menos, sei que não vou rejeitá-lo (uma preocupação a menos).
Obrigada à Di e ao Pai do Coração pelos ótimos conselhos. Vou tentar seguí-los antes de colapsar.
Tenho me sentido completamente sem energia. Além disso, tenho sentido tonturas leves todos esses dias. Hoje, estou sentindo vontade de chorar além de irritação. Ficava bem aguniada e impaciente durante as mamadas, por ser um tempo "ocioso" (não me entendam mal, mas funciono a mil por hora). Isto consegui resolver lendo um livro durante todas as mamadas do dia. Esta irritação não sinto mais. Mas a irritação pós mamada, só tem aumentado.
Não sei o que acontece. O pequeno após a mamada, tira um cochilo rápido e surta. Mesmo limpo e saciado, chora um monte. Abre um berreiro. Meu marido tem me ajudado bastante nestas horas ficando com ele. Mas sempre acha que ele quer mamar mais. O Pedrinho faz aquela boquinha de quem procura o peito. Embora a pediatra tenha explicado que os bebês tentam resolver tudo (cólica e outros desconfortos) no peito, muitas vezes recoloco ele no peito, já que também não tenho a mínima certeza do que esse pequeno realmente está sentindo.
Acho que minha linha de raciocínio aqui neste post pode estar meio bagunçada. Ignorem! Com certeza é o cansaço. Mas, antes de tentar dormir, precisava passar por aqui para registrar estes novos sentimentos. Se estou assim, e só tem uma semana que sou mãe na prática, imaginem quando fizer um mês... Estou com medo de surtar, de ter que voltar aos remédios. Quero muito continuar amamentando. Amanhã, vamos à pediatra, que também é minha médica homeopata (e foi minha pediatra!). Vou pedir algum remédio para mim além de qualquer outra ajuda que ela puder dar. Talvez, seja interessante comprar uma ordenha elétrica e combinar com o marido que ele assuma as mamadas da madrugada para eu conseguir dormir. Mas, sei que ele também precisa dormir, então ainda não me sinto confortável passando toda esta tarefa apenas para ele.
Não sei o que faço. Vou dormir agora. Amanhã, veremos. Meu amor pelo Pedrinho continua o mesmo! Sou apaixonada por ele. Pelo menos, sei que não vou rejeitá-lo (uma preocupação a menos).
Obrigada à Di e ao Pai do Coração pelos ótimos conselhos. Vou tentar seguí-los antes de colapsar.
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