Se tem uma coisa de muito ruim em eu ser bipolar é o meu limiar para ficar irritada: super baixo. E o pior de tudo é que isto acontece especialmente quando o Pedro acorda de madrugada "sem motivo". Digo isto entre aspas porque é sem motivo para mim. Racionalmente falando. Se ele não precisa mais mamar de madrugada, a chupeta não caiu para fora do berço, ele não prendeu braços, pernas ou qualquer outra coisa nas grades do berço, e não teve pesadelo (pelo choro, dá para identificar), então porque raios acordar de madrugada? E esta noite foi quase fatal para mim. Ele acordou chorando pedindo a chupeta. Cheguei lá, ele já estava em pé no berço com a chupeta na boca. Acalmei ele e saí do quarto. Ah! Aí começou o maior berreiro da história. Tentei algumas técnicas para fazê-lo voltar a dormir e...nada. Minha irritação foi aumentando, aumentANDO, AUMENTANDO. Acho que essa ladainha durou uma hora. Ele até chegou a dormir no meu colo. Coloquei ele no berço e quando estava fechando a porta do quarto, voltou a berrar... Bom, para resumir, tive que levá-lo para a minha cama, para o bem da humanidade. Eu estava tão nervosa que tive crise de choro. E tive, mais uma vez, certeza de que só posso ter um filho.
Não sei se é assim com vocês também, mães bipolares. Fico até muito chateada por ser assim. Este é o lado bem ruim de ser bipolar, pelo menos no meu caso. Junta então uma tpm...viro uma bomba-relógio. Mas, para tudo, existem estratégias. Às vezes funcionam muito bem e não têm efeitos colaterais, outras vezes funcionam muito bem, mas com efeitos colaterais e, infelizmente, tem aquelas que não funcionam. A minha da vez, colocá-lo na minha cama, pode ter efeitos colaterais se eu precisar repetí-la muitas vezes. Daí vou criar um hábito péssimo no Pedro que vai acabar com minhas noites, minhas costas (e também do meu marido!).
Você tem estratégias para diminuir a irritação? Me conta, pooorrrr favooorrr!
ps1: Mesmo irritada, nunca levantei um dedo contra o Pedro, nem dei chacoalhão nele.
ps2: Depois que coloquei ele na minha cama, ele deitou olhando para mim e fez carinho! Ownnnn!!!
ps3: Ele ainda está dormindo. São 10am! Até por isso consegui atualizar o blog ;-)
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Mãe bipolar disponível em tempo integral
O Pedro foi internado com bronquiolite em agosto e novembro. Saiu do hospital e 5 dias depois voltou ao pronto-socorro com febrão. Voltou mais duas vezes nos 4 dias que se seguiram. Sempre o mesmo motivo: algum problema no pulmão. Ele nasceu prematuro, fez a cirurgia de correção de atresia de esôfago, ficou na UTI, enfim, ele é muito mais frágil do que uma criança que não tenha passado por tudo isso. Tentei deixar ele na escola, mas desde maio, ele não engordou nem 500g e ficou apenas um mês sem ir ao médico. Nada mais lógico do que tirá-lo da escola.
Em outubro, mudei de emprego. Hoje penso que não deveria ter assumido este novo cargo. Era muita responsabilidade para quem tem um bebê pequeno como o Pedro. No outro trabalho, eu tinha mais flexibilidade e maior facilidade para trabalhar de casa (e meu ex-chefe tinha me avisado...). Apenas um mês e pouco depois na nova empresa, eu estava pedindo demissão, e deixando, de certa forma, minha chefe na mão. Mas emprego nenhum pode valer mais do que um filho.
Já estou em casa com o Pedro há uns 10 dias. Tenho segurado bem a barra. Não estou me sentindo intolerante como era antes. Não tenho ficado muito irritada também. Estou realmente mais equilibrada. Assumi este período em casa como um tempo realmente para o Pedro. E descobri um filho que eu não sabia que tinha! Tenho permitido que o tempo seja dele. Quando ele precisa de mim, mesmo que seja para ver um carro passando na rua, tento atendê-lo. Esta percepção está me ajudando a entender que este não é o momento da Juliana (apesar de que nas horinhas que ele dorme, vou me dedicar aos blogs e às mídias sociais. E se tudo der certo, dedicação profissional).
Pra variar, além desta noção de que o Pedro precisa muito de mim, a rotina é mais uma vez a grande aliada. Temos que ter horário pra acordar, tomar banho, almoçar, dormir, lanchar, jantar e dormir de novo. E, no meio de tudo, muitos momentos para brincar. Isto facilita para o Pedro, que deixa de ficar irritado, para virar um reloginho! E, obviamente, funciona para mim também, conseguindo me programar e não sentir perdida em meio às obrigações.
Então, o blog entra em uma nova etapa, e acho que vai ser tão complicada quanto a gravidez e os primeiros meses do Pedro. Estes dias foram tranquilos, mas tenho total conhecimento de que nem sempre será assim.
Espero muito poder contar com dicas de mamães que ficam com seus pequenos em casa!
Em outubro, mudei de emprego. Hoje penso que não deveria ter assumido este novo cargo. Era muita responsabilidade para quem tem um bebê pequeno como o Pedro. No outro trabalho, eu tinha mais flexibilidade e maior facilidade para trabalhar de casa (e meu ex-chefe tinha me avisado...). Apenas um mês e pouco depois na nova empresa, eu estava pedindo demissão, e deixando, de certa forma, minha chefe na mão. Mas emprego nenhum pode valer mais do que um filho.
Já estou em casa com o Pedro há uns 10 dias. Tenho segurado bem a barra. Não estou me sentindo intolerante como era antes. Não tenho ficado muito irritada também. Estou realmente mais equilibrada. Assumi este período em casa como um tempo realmente para o Pedro. E descobri um filho que eu não sabia que tinha! Tenho permitido que o tempo seja dele. Quando ele precisa de mim, mesmo que seja para ver um carro passando na rua, tento atendê-lo. Esta percepção está me ajudando a entender que este não é o momento da Juliana (apesar de que nas horinhas que ele dorme, vou me dedicar aos blogs e às mídias sociais. E se tudo der certo, dedicação profissional).
Pra variar, além desta noção de que o Pedro precisa muito de mim, a rotina é mais uma vez a grande aliada. Temos que ter horário pra acordar, tomar banho, almoçar, dormir, lanchar, jantar e dormir de novo. E, no meio de tudo, muitos momentos para brincar. Isto facilita para o Pedro, que deixa de ficar irritado, para virar um reloginho! E, obviamente, funciona para mim também, conseguindo me programar e não sentir perdida em meio às obrigações.
Então, o blog entra em uma nova etapa, e acho que vai ser tão complicada quanto a gravidez e os primeiros meses do Pedro. Estes dias foram tranquilos, mas tenho total conhecimento de que nem sempre será assim.
Espero muito poder contar com dicas de mamães que ficam com seus pequenos em casa!
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Deixando o modo "Poliana" de ser de lado - à moça do comentário anônimo
Recebi um comentário anônimo de uma moça, bipolar, grávida, que disse que "não se sente nada especial, pelo contrário...". Fiquei pensativa. Não me sinto sempre especial. Já me senti muito mal por ser bipolar, carrego arrependimentos por coisas que fiz, e isso não me faz sentir nada especial, pelo contrário, como a moça disse.
Sinto que alguns posts tem um ar "Poliana" aqui no blog. Tento sempre ver o lado positivo. Enquanto estava grávida e o bicho pegou mesmo, fui mais realista. Não quero desmerecer ninguém quando digo que me sinto especial. Não quero passar a impressão de que ser bipolar é fácil. Porque não é. Ainda mais porque existem graus de bipolaridade, e tem gente que tem uma vida muito difícil, que não é brincadeira.
Tento, pelo blog, compartilhar experiências sobre gravidez e maternidade, e mostrar que com auxílio médico, terapêutico e de amigos, e a devida liberação dos profissionais que cuidam da bipolar, é possível viver estas experiências. E na medida que me sinto confortável, conto o lado triste da minha história.
Fico muito feliz por saber que algumas mulheres que passaram por aqui se animaram a engravidar e encontraram um apoio para passar por isto sem tanto estresse. Sei também que outras passaram por aqui e não conseguiram engravidar ou tiveram uma experiência triste... mas saibam que seu comentário, sua experiência também é importante.
Quero agradecer à moça, anônima, grávida, por passar por aqui. Por ler meus posts. E desejo, do fundo do meu coração, que sua gravidez seja o mais tranquila possível. E que mesmo que você não se sinta especial, que você não desanime. Te desejo muita saúde, paz, tranquilidade, paciência, e que você esteja rodeada por pessoas boas que te tratem bem, que cuidem de você e que, principalmente, te entendam.
ps: se você ainda não conhece o Blog da Di Matielo, a Mãe Bipolar, passa lá, ela teve experiências bem punks e talvez possa te ajudar mais.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Bolha de sabão - quando a mania passa
Cortei a minha franja no começo da semana. Cortei, aparei, reaparei, daí parei. Mas mesmo assim acreditei no meu potencial de cabeleireira. Fiz novos planos para alguns anos à frente. Planos empreendedores com certeza de sucesso. No meio disso tudo, peguei uma virose chata, fiquei 4 dias sem comer direito e acabei tendo que ficar em casa, para me recuperar e aproveitei para pensar.
Me olhei no espelho e me dei conta do estrago que fiz na franja e dos planos precipitados. Não necessariamente estava em mania, mas com certeza estava fragilizada. Meu avô morreu recentemente, abruptamente. Estou com a saúde emocional e física fragilizada. Queria mudar a vida em um segundo e tinha certeza de que poderia mudá-la. Muita coragem, pouco planejamento. Tudo baseado em emoções. Bolha de sabão.
Me sinto realmente especial por ser bipolar. Me sinto mais criativa, mais crítica, mais ativa e mais reativa que muitos. Claro que não curto as depressões e as manias destrutivas. Mas sei bem como me reinventar, mais ainda, acho que sei bem quando PRECISO me reinventar. E foi isso que o dia em casa (ok que foi um dia top da virose), me proporcionou.
Acho que quando não estamos satisfeitos com alguma coisa, tendemos a pensar em primeiro lugar em mudar esta coisa, nunca em mudar algo que seja inerente a nós mesmos. Mas o bipolar tem um diferencial, ele precisa pensar muito nas suas atitudes.
Com tantas oscilações de vontades, não só de humor, o bipolar acaba sendo forçado a se adaptar ou sucumbir. Precisamos assumir o estrago da mania, despachar o peso da depressão para voltarmos a viver melhor. Leva um dia ou dois, ou mais, mas sempre é possível chegar lá.
Por isso marquei com uma profissional para (re)aparar a minha franja e refiz meus planos para os próximos seis meses.
Mais pé no chão, menos tesoura na mão!
Me olhei no espelho e me dei conta do estrago que fiz na franja e dos planos precipitados. Não necessariamente estava em mania, mas com certeza estava fragilizada. Meu avô morreu recentemente, abruptamente. Estou com a saúde emocional e física fragilizada. Queria mudar a vida em um segundo e tinha certeza de que poderia mudá-la. Muita coragem, pouco planejamento. Tudo baseado em emoções. Bolha de sabão.
Me sinto realmente especial por ser bipolar. Me sinto mais criativa, mais crítica, mais ativa e mais reativa que muitos. Claro que não curto as depressões e as manias destrutivas. Mas sei bem como me reinventar, mais ainda, acho que sei bem quando PRECISO me reinventar. E foi isso que o dia em casa (ok que foi um dia top da virose), me proporcionou.
Acho que quando não estamos satisfeitos com alguma coisa, tendemos a pensar em primeiro lugar em mudar esta coisa, nunca em mudar algo que seja inerente a nós mesmos. Mas o bipolar tem um diferencial, ele precisa pensar muito nas suas atitudes.
Com tantas oscilações de vontades, não só de humor, o bipolar acaba sendo forçado a se adaptar ou sucumbir. Precisamos assumir o estrago da mania, despachar o peso da depressão para voltarmos a viver melhor. Leva um dia ou dois, ou mais, mas sempre é possível chegar lá.
Por isso marquei com uma profissional para (re)aparar a minha franja e refiz meus planos para os próximos seis meses.
Mais pé no chão, menos tesoura na mão!
quinta-feira, 19 de julho de 2012
depressão e tédio
Já falei várias vezes aqui que a rotina ajuda a maioria dos bipolares a ficar mais próximo do eixo. Nunca falei sobre necessidade de se sentir útil. Não sei se isso é uma característica do bipolar, mas notei que quando não sou produtiva, me sinto um lixo. E para piorar, sempre acho que devo fazer mais...
Isso não é só no trabalho. Quando estou em casa, não sossego enquanto tiver algo fora do lugar. e com um bebê de 1 ano e meio, sempre tem algo fora do lugar! Tenho enorme dificuldade com o tal do "ócio contemplativo", apesar de ter plena convicção de que isto tem feito uma enorme falta para mim.
Apesar de estar com os dias corridos, a ponto de vir para casa praticamente apenas para dormir, tenho me sentido inútil, com o potencial subaproveitado. Preciso de foco. Mas enquanto isso, por agora, vou aproveitar que o pequeno está dormindo para tentar entender um pouco desse "ócio"...
domingo, 8 de julho de 2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Os 50 dias - novo trabalho, alergia à lamotrigina & outros
Precisava voltar aqui! Saudades de escrever! Mas, quero me desviar o mínimo possível do tema deste blog. Então, nada melhor do que contar aqui o susto que tive com uma alergia possivelmente à lamotrigina.
Dizem por aí que as coisas acontecem em trio. Quando vem uma desgraça, outras duas vêm atrás. Mas também quando você, que nunca tem compromisso aos finais-de-semana, tem um casamento, com certeza terá mais um casamento, um churrasco ou aniversário em um dos outros dias do "finde". Fato! Por que eu iria fugir à regra?
Comecei a trabalhar em 16 de Abril. Coisa boa! No dia da entrevista, que aconteceu na semana anterior, o Pedro acordou vomitando. Meu marido ficou com ele. Deste dia até o final da semana, eu entrei na virose e saí. Ufa! O Pedro também acabou ficando melhor e sendo liberado para a escolinha no meu primeiro dia de trabalho. Mas meu marido, que estava em um ritmo alucinado de trabalho, não só pegou a virose, como desmaiou três vezes.
O primeiro desmaio foi no final da tarde. Falei com ele do trabalho. À noite, deixei o Pedro com os meus pais e fui cuidar do marido que mais uma vez desmaiou, no banheiro...desespero! Fomos ao hospital. Próximo às três da manhã, quando ele teria alta, ele sofreu outro desmaio e, obviamente o médico segurou ele por mais várias horas. Ele havia feito ressonância, e já sabíamos que não era nada neurológico. Mas assustou muito e me fez ficar em casa com ele no segundo dia de trabalho :(
Depois desta estreia no trabalho, veio uma sequência de probleminhas: Pedro com gripinha boba, que evolui para traqueo-bronquite e eu com uma gripe chata também. O Pedro me tomou algumas horas do trabalho para levá-lo fazer radiografia e passar em consulta. Nada de mais. Nada anormal para uma mãe que precisa fazer estas coisas sozinha... Minha gripe piorou e junto apareceu uma alergia estranha que foi até confundida com catapora. Passei na pediatra, que liberou da catapora. Passei na dermatologista que não soube determinar o que era, diagnosticou como algum vírus, me disse na cara dura que eu estava um bagaço, me deu remédio, cama e desejou saúde!
O remédio não adiantou. A cama não me curou e acabei ficando depressiva, rapidamente... Liguei então para a psiquiatra para pedir para aumentar a dose da Lamotrigina. Ha! Quando contei a história da algeria ela SUSPENDEU a Lamotrigina, para o meu pavor. Em menos de dois dias a coceira, que era insuportável, parou. Ou seja, eu que vivia tão bem com a Lamotrigina teria que procurar outra parceira...
Para minha sorte, a minha psiquiatra cogitou a possibilidade da alergia ser não exatamente à lamotrigina, mas a outro composto do Neural. Eu tomava Lamitor, mas, com a grana curta, passei a tomar o Neural, amostra que a médica me dava. Voltei faz uma semana a tomar Lamitor. Voltei com medo! Tomei por cinco dias 25mg e há dois estou com 50mg (minha dose é 100mg). Graças a Deus a alergia não retornou, a atenção voltou (logo que tirei a lamotrigina tive um dia péssimo de concentração, até destruí o espelho lateral do carro....), a depressão melhorou e estou até mais animada do que antes com as 100mg!
E tudo isso em aproximadamente 50 dias de trabalho! Acho que até meu chefe ficou com medo de tanta zica perto dele!!! Pelo menos, isto tudo me mostrou que resiliência também é uma das minhas qualidades!!!
Chega, né?!
Dizem por aí que as coisas acontecem em trio. Quando vem uma desgraça, outras duas vêm atrás. Mas também quando você, que nunca tem compromisso aos finais-de-semana, tem um casamento, com certeza terá mais um casamento, um churrasco ou aniversário em um dos outros dias do "finde". Fato! Por que eu iria fugir à regra?
Comecei a trabalhar em 16 de Abril. Coisa boa! No dia da entrevista, que aconteceu na semana anterior, o Pedro acordou vomitando. Meu marido ficou com ele. Deste dia até o final da semana, eu entrei na virose e saí. Ufa! O Pedro também acabou ficando melhor e sendo liberado para a escolinha no meu primeiro dia de trabalho. Mas meu marido, que estava em um ritmo alucinado de trabalho, não só pegou a virose, como desmaiou três vezes.
O primeiro desmaio foi no final da tarde. Falei com ele do trabalho. À noite, deixei o Pedro com os meus pais e fui cuidar do marido que mais uma vez desmaiou, no banheiro...desespero! Fomos ao hospital. Próximo às três da manhã, quando ele teria alta, ele sofreu outro desmaio e, obviamente o médico segurou ele por mais várias horas. Ele havia feito ressonância, e já sabíamos que não era nada neurológico. Mas assustou muito e me fez ficar em casa com ele no segundo dia de trabalho :(
Depois desta estreia no trabalho, veio uma sequência de probleminhas: Pedro com gripinha boba, que evolui para traqueo-bronquite e eu com uma gripe chata também. O Pedro me tomou algumas horas do trabalho para levá-lo fazer radiografia e passar em consulta. Nada de mais. Nada anormal para uma mãe que precisa fazer estas coisas sozinha... Minha gripe piorou e junto apareceu uma alergia estranha que foi até confundida com catapora. Passei na pediatra, que liberou da catapora. Passei na dermatologista que não soube determinar o que era, diagnosticou como algum vírus, me disse na cara dura que eu estava um bagaço, me deu remédio, cama e desejou saúde!
O remédio não adiantou. A cama não me curou e acabei ficando depressiva, rapidamente... Liguei então para a psiquiatra para pedir para aumentar a dose da Lamotrigina. Ha! Quando contei a história da algeria ela SUSPENDEU a Lamotrigina, para o meu pavor. Em menos de dois dias a coceira, que era insuportável, parou. Ou seja, eu que vivia tão bem com a Lamotrigina teria que procurar outra parceira...
Para minha sorte, a minha psiquiatra cogitou a possibilidade da alergia ser não exatamente à lamotrigina, mas a outro composto do Neural. Eu tomava Lamitor, mas, com a grana curta, passei a tomar o Neural, amostra que a médica me dava. Voltei faz uma semana a tomar Lamitor. Voltei com medo! Tomei por cinco dias 25mg e há dois estou com 50mg (minha dose é 100mg). Graças a Deus a alergia não retornou, a atenção voltou (logo que tirei a lamotrigina tive um dia péssimo de concentração, até destruí o espelho lateral do carro....), a depressão melhorou e estou até mais animada do que antes com as 100mg!
E tudo isso em aproximadamente 50 dias de trabalho! Acho que até meu chefe ficou com medo de tanta zica perto dele!!! Pelo menos, isto tudo me mostrou que resiliência também é uma das minhas qualidades!!!
Chega, né?!
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