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domingo, 5 de dezembro de 2010

Refluxo na gravidez - Como evitar ou pelo menos, minimizar (depois do susto)

Agora são 4:40 da manhã de domingo (apesar do Blogger dizer que não!). Acordei num susto faz quase uma hora e precisei vir para o sofá da sala. Explico: tive um refluxo sério.

No começo da gravidez, junto com os enjôos veio a azia. Sempre andava com aquelas pastilhas de magnésio na bolsa, junto com os remedinhos básicos para grávida (dipirona, tylenol, remédio para enjôo e buscopam simples). O enjôo, de fato, me encomodou menos do que a azia. Tinha mais pela manhã, mas conseguia controlar com a bolacha água e sal ainda na cama e com o remédio. Agora, a azia, vixe! Essa ia e vinha e incomodava bastante. Dependia de tomar as pastilhas quase todas as vezes após refeições principais.

Mesmo antes de engravidar, nunca pude deitar logo após comer. Apesar de não ter diagnosticado nenhum problema referente à refluxo (já fiz exame), se deito após uma refeição é certeza que terei o retorno de uma pequena quantidade de ácido da digestão. Isso sempre foi assim, mas nunca me trouxe grandes problemas ou também grandes precauções. Vida normal! Simplesmente não deito após ter comido!

Agora na reta final da gravidez, a azia voltou e com ela, o refluxo. Mas esse refluxo não depende de deitar para acontecer. Acontece quando quer, especialmente após refeições mais exageradas e, também comecei a perceber isso hoje, depois de tomar refrigerante ou café, piora. Já há alguns dias percebo que quando coloco um refrigerante na boca, é imediato o soluço. Isso já é uma grande dica de que eu deveria ter evitado refri nessa fase.

Bom, antes tarde do que nunca! Cá estou eu, na 33a semana de gestação fazendo um post sobre como evitar/minimizar azia e refluxo. E sabe o porquê? O refluxo do ácido da digestão que tive às 4 da manhã me fez acordar no susto, sufocada. Assim que o ácido bateu na garganta, ela fechou. Foi horrível a sensação. Sentei e tentei respirar mas o ar não passava. Sorte que tinha água no criado-mudo. Virei a garrafinha de água na garganta e a sensação de sufocamento passou na hora. A sensação da queimação persiste até agora e também sinto que o ácido ainda está logo aqui, pertinho da garganta. E isso passada mais de uma hora.

Então, não façam como eu! Não esperem sentir esse desconforto para começar a se cuidar! Fiz uma pesquisa básica e achei algumas dicas que podem ajudar bastante. Dicas que eu até já conhecia, mas sabe como é, né?!


Dicas para evitar/minimizar azia e refluxo
  • Evite pratos fortes ou gordurosos, frituras, chocolate e frutas cítricas;
  • Evite bebidas alcoólicas, café, chá preto (por causa da cafeína) e refrigerante (o gás promove o aumento da pressão intragástrica);
  • Faça refeições pequenas e frequentes (de preferência 6);
  • Ponha pouca comida de cada vez na boca e mastigue bem;
  • Não beba muito líquido durante as refeições, isso evita que seu estômago fique muito distendido. (Mas não esqueça de que é importante beber cerca de oito copos de água por dia durante a gravidez -- faça isso no intervalo entre as refeições.);
  • Depois de comer, tente ficar sem se deitar por pelo menos uma hora. Alguns sites recomendam fazer a última refeição 3 horas antes de dormir;
  • Monte um encosto na cama com vários travesseiros para dormir numa posição semi-sentada. Existem no mercado também travesseiros anti-refluxo, que formam uma "rampa" na cama, mantendo sua cabeça elevada. A gravidade ajuda a manter os ácidos no estômago -- que é o lugar deles --, o que colabora para uma boa digestão. Ajuda também elevar a cabeceira da cama com um toco de madeira de uns 15cm;
  • Uma leve caminhada após as refeições pode ajudar no processo de digestão (isso se a atividade física for autorizada pelo médico);
  • Um antiácido que contenha magnésio ou cálcio pode aliviar o desconforto, mas fale com o médico antes de tomar, porque algumas marcas contêm grande quantidade de sódio. Também não deixe de falar com o médico se nenhuma dessas medidas ajudar a aliviar o desconforto, pois ele poderá receitar um medicamento mais específico, conhecido como "inibidor de bomba".
Boa sorte e bons sonhos!!!

Fontes: As dicas deste post foram pesquisadas nas seguintes matérias disponíveis on line: Brasil Baby Center; Vila Mulher e Drauzio Varella


Chazinho de erva doce no fogo. Vou deixar esfriar e ver se me ajuda!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Entregando os pontos

Estou me sentindo uma fraca. Apesar de ter a conciência de que as mulheres não são iguais, acho que estou entregando os pontos muito cedo, mas não aguento mais. Já vi mulheres com mais semanas do que eu trabalhando, vivendo a vida aparentemente com menos sofrimento do que estou passando agora.

Tive a impressão de que de ontem para hoje minha barriga aumentou uns 30kg. Está pesando muito para andar e para ficar parada em pé. Acordei com cólica, muitas contrações levemente doloridas e cansada. Mas é um cansaço anormal. Me sinto sem forças, sem ânimo e apática.

Hoje é o último dia da 32a semana. Amanhã iniciamos a 33a. Sexta-feira tomo a última injeção para amadurecer os pulmões do Pedro. No dia 10/12 farei um ultrassom e dia 17/12 retorno à obstetra. Não estou sentindo no momento, apesar da cólica, que devo ir ao hospital. Mas minha vontade era entrar lá e falar que não saio sem meu filho nos braços.

Fui para o escritório hoje pela manhã. Rendi o mínimo necessário. Fica até difícil para ligar o computador... Fiz pilates, que foi muito tranquilo e até relaxante. E à tarde fui para a casa dos meus pais, que acabaram de chegar de viagem. Voltei para casa dirigindo sem nenhuma vontade, sofrendo a cada manobra, pensando que essa foi a última vez pré-Pedro.

Não sei como vou me sentir amanhã, mas sinceramente, meu desejo hoje é inciar minhas férias agora, não pegar mais o carro e fazer o que eu puder em casa mesmo. Meu maior objetivo das próximas semanas será esperar o Pedro nascer. Graças a Deus, isso é totalmente possível.

Então, aviso a todos que daqui desse sofá, só saio para 3 ocasiões: nascimento do Pedro, Natal e Ano Novo, fora isso, abro excessão só se for para sair semi-carregada, com alguém dirigindo para mim, para ficar em algum lugar sentada com as pernas para cima.

domingo, 28 de novembro de 2010

Amadurecendo os pulmões do Pedro e insônia

São 6:36 da manhã do domingo. Estou acordada desde às 2:20. O sábado foi um dia agitado! Pela manhã, fui na cinematerna com a Di e família. Apesar de o evento começar às 10am, às 5:45 eu já estava acordada. Acordei para ir ao banheiro e não consegui dormir mais. Depois do café-da-manhã e cinema em super boa companhia (adorei ter conhecido você e a sua família, Di!), fui para um churrasco. Chegamos em casa acho que mais de 18:00. Eu estava um tanto cansada, então fiquei largada no sofá com meu marido! Fomos dormir, de fato, lá pelas 22:00 ou um pouco antes. Horário normal. Mas quando deu 2:20 acordei para ir ao banheiro e cá estou eu! Já varri chão, coloquei roupa na máquina (não liguei por causa do barulho), passei pano na casa, lavei a louça, limpei o terraço e banheiro do cão e reguei as plantas. Agora estou tomando um café-da-manhã com um chá "Bons Sonhos" para ver o que acontece! Ah! Além dos afazeres domésticos, li muuuito do Harry Potter!

Na gravidez inteira, não tive problemas sérios com insônia. Não estou me sentindo incomodada com a barriga para dormir. Simplesmente, o acordar para ir ao banheiro, dependendo da hora, me tira o sono. Posso pensar que é um treino inconsciente para quando o Pedro já estiver por aqui, me chamando para mamar durante a madrugada!

E por falar em Pedro, na sexta-feira fui na consulta do pré-natal. Engordei 12,4Kg. Não tomei bronca. Se vocês me virem na rua, não vão acreditar que engordei tudo isso! Aquela dilatação do orifício externo ainda existe, mas está controlada. Não preciso mais usar o remédio. O Pedro está quase posicionado, só ainda não desceu. Mas as contrações estão cada vez mais frequentes e ficando um pouco doloridas como uma mistura de cólica com estiramento. Então, por precaução, a médica prescreveu injeções de um corticóide que acelera o amadurecimento do pulmão do bebê, garantindo que, se ele realmente nascer antes do tempo, seu pulmão estará prontinho para nosso ar poluído de São Paulo! Aff!!!

Meu pai ficou bem assustado com esta história de "possibilidade do Pedro adiantar" e acho que mais assustado ainda por envolver "injeções"!!! Mas, tentei deixar claro que é só para o bem do Pedro e que não necessariamente ele irá adiantar (bem que eu acho que vai, só não sei o quanto).

Fiquei mais tranquila agora! Estou liberada do repouso, até posso voltar ao Pilates, desde que seja bem tranquilo. Posso trabalhar, só não posso exagerar, e acho que qualquer grávida, independente de orientação de médico, sabe qual o seu limite e deu seu bebê ainda no ventre. É isso que vou seguir. Sei o quanto canso quando tenho dois eventos no mesmo dia. Sei que também canso demais quando dirijo muito. E sei que passar pano na casa e varrer não é bem o que eu poderia fazer, mas, quando de leve, só na sala e cozinha, dá para encarar!!!!

Apesar de estar mais tranquila e sem aquela irritação de antes, estou passando por um período mais depressivo, e acho que essa insônia pode ter a ver com isso. Tenho me sentido abatida e com aquele aperto no peito que nada parece suprir. Ontem, no cinema, acho que não consegui mostrar muito bem quem eu sou! Na subida das escadas rolantes me deu uma vontade tão forte de chorar, do nada, que até senti medo de dar de cara com a Di e o marido e cair em lágrimas. Pelo menos, as atividades de ontem me distraíram bem. Só quando voltei pra casa e fui pro sofá, que reconheci novamente aquele aperto no peito...

Hoje vou almoçar na casa de uma amiga bem animada. Não sei se vou ficar com sono até lá, mas pelo menos, a diversão será garantida e, com certeza, um pouco dessa fase depressiva será esquecida. E isso é um ótimo sinal de que as coisas não estão ruins, só um pouquinho desequilibradas! O que é mais fácil de superar. Ufa!

ps: vou tentar descarregar hoje as fotos e acrescentar aqui a foto da cinematerna!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Irritada ao invés de ansiosa - 32a semana

E finalmente saímos da 30/31a semana. Estas duas semanas para mim foram eternas. Hoje, começa a 32a, mas, sinceramente, as coisas vão continuar iguais...

Cheguei a um ponto da gravidez em que não há novidades. A barriga já está evidente há algumas semanas e parece que agora só estica. O bebê continua se mexendo desde a 18/19a semana. A pressão baixa, moleza e sonolência continuam, quer dizer, pioraram com esse calor, mas isso não é novidade boa. O sono continua sendo uma surpresa, uma noite durmo, na outra rolo. A maioria dos preparativos já está sob controle: quarto com berço, cômoda e armário, chá de bebê feito, mala da maternidade pronta. Enfim, o marasmo chegou.

Não pensem mal de mim, por favor! Não estou indiferente ao nascimento do Pedro estar mais perto, mas sempre fui uma pessoa dinâmica, que depende de novidades para sobreviver. Isso já foi assunto de muita terapia e até uma descoberta que justifica porque não posso trabalhar em uma mesa de escritório, todos os dias, horário comercial, fazendo a mesma coisa. Apesar de ser vital para mim ter uma rotina todos os dias (entende-se: organização de horários), essa outra rotina (entende-se: fazer sempre a mesma coisa) me mata. E senti que há umas 3 semanas entrei na rotina que me mata.

Estou ficando até irritada com essa situação. Queria pelo menos estar com um ritmo bom de trabalho, mas nem isso. Trabalhei na sexta e ontem. Estava bem empolgada! Acordei às 6 e não dormi mais (primeiro grande erro). Então, resolvi levantar. Tomei café, tomei banho, fui na feira com meu marido, tomei dois caldos de cana (segundo grande erro), deixei meu marido no trabalho e fui para o escritório. Foi a pior coisa que fiz. Fiquei sonolenta e com uma moleza indescritível até depois do almoço. Era algo incontrolável e irritante. Tinha esquecido que caldo de cana baixava a minha pressão. Desastre óbvio: sono + pressão baixa = baixíssima produtividade e zero de concentração.

Queria muito entrar em um ritmo de trabalho de novo, me sentir mais útil, ver mais pessoas, fazer mais coisas, me distrair. Mas meu corpo não me acompanha mais. Os 12kg a mais estão pesando o triplo. A concentração está ficando estranha. E, para piorar, só tenho autorização para dirigir por mais 2 semanas. Depois destas semanas, não sei o que será de mim.

Acho que esta sensação só pode ser da bipolaridade. Porque estar irritada a 9 semanas do nascimento do seu filho não deve ser normal. Tanto que às vezes esqueço até de conversar com ele, de curtir mais ele e a barriga. Parei de curtir as roupinhas e o quartinho. Ainda não revesti a parede com o tecido, ainda não comprei a poltrona. Me preocupei com as malas da maternidade e só.

Além da irritabilidade, agora que coloquei tudo isso em palavras, bateu uma "pena de mim mesma". Queria ter a fórmula para mudar essa sensação. E por mais estranho que pareça, aquela nostalgia gostosa ainda está ativa. Vai entender...