Já falei aqui que não tinha muita paciência durante a amamentação. Não por causa do ato em si, mas pelo tempo que toma e por causa da necessidade que tenho de sempre estar fazendo algo. Resolvi ler durante a amamentação. Funcionou por um tempo. Agora, esquece! O Pedro precisa de mais atenção nesta hora. Ele às vezes engasga, talvez por causa da cirurgia, ele também dorme e "esquece" como mamar, enfim, ele precisa que eu esteja inteiramente à disposição dele, corpo e mente.
Mesmo assim, continuo estressando. Agora arranjei um outro motivo (para que ter vida calma, não?). O problema é que não sei quando ele está realmente satisfeito. Algumas vezes, ele é bem objetivo para mamar. Suga forte, constantemente, arrota, dorme e fim. Mas, para minha tristeza, a maioria das vezes não é isso que acontece. A hora da mamada tem sido outro parto. E durante a madrugada é bem pior. O sono e o cansaço intensificam tudo. Se eu conseguisse ficar calma, com certeza facilitaria.
A saga é a seguinte: Ele acorda chorando, aquele típico choro de quem quer mamar. Ok! Ele está com fome. Coloco ele no peito. Ele suga, suga, suga e pára. Solta o peito. Volta. Sei que não é falta de leite porque aperto o bico e esguicha. Continua mamando. Às vezes, mama "de verdade", outras, só fica "chupetando" meu peito. Depois de um tempo, às vezes 5 minutos, outras vezes 20, ele dorme de abrir a boca e ficar bem molinho. Aproveito a deixa para trocar a fralda, cheia ou não. Ele acorda (não curte trocar fralda). Depois de limpo, recoloco no peito. A história recomeça, e minha paciência geralmente nesta fase já se acabou. Coloco ele no berço. Ele esperneia. Chamo o marido, que tem paciência estocada e ele tenta fazê-lo dormir. Quando não consegue, volto pro quarto porque já sei que o rapaz ainda está com fome. Volta pro peito e mais uma vez, tudo se repete, e da paciência, nem sombra há!
Precisa ser bipolar para surtar? Precisa ter algum distúrbio psiquiátrico para ficar impaciente e irritada? Sinceramente, é preciso muita meditação e auto-controle para "se entregar" à amamentação da forma como deve ser. Talvez existam algumas almas criadas para a maternidade que estão lendo este post agora e estão achando a maior bobeira enxergar dificuldade nesta situação.
Uma das opções para escapar deste infortúnio seria usar mamadeira ou copinho, mas eu acho que seria egoísmo da minha parte. Privar meu filho de mamar no peito só porque eu não tenho paciência, não é justo. Se fosse um surto considerável, realmente da bipolaridade, tudo bem. Mas acho que o motivo não entra na lista das razões para optar por mamadeira ou copinho. Bem que eu queria...
Então, o que fazer? Meditar? Respirar fundo? Tomar florais, chás e cheirar lavanda? Criar vergonha na cara e se esforçar para ter mais paciência com meu filho? Acho que tudo isso funcionará muito bem. Mas o principal, e digo isto analisando o meu perfil, mas também sei que servirá para qualquer mãe que queira amamentar e tenha esta dificuldade, é realmente entender que o momento da amamentação é do seu filho. Eu gosto de assistir o jornal pela manhã, então, amamento o Pedro na sala, em frente à tv. Neste momento, se ele quiser chupetar não terá nenhum problema, mas sinto que estou negligenciando um momento que deveria ser exclusivamente dele. A minha atenção não está totalmente voltada a ele.
Como me distraio fácil e sou um pouco hiperativa, sei que para a amamentação ficar mais tranquila, preciso fazê-la sempre no quarto dele, na penumbra, com toda a estrutura já montada (água e panos de boca) e, principalmente, ciente de que poderá demorar vinte minutos ou uma hora e meia (a pediatra me orientou que depois de uma hora no peito, com certeza ele já está só me usando!).
E, para já colocar em prática, vou logo ali acudir um bebê gostoso clamando por peito... Paciência!
ps: Ainda amamento assistindo ao Jornal, pela manhã. Mas estou prestando mais atenção ao Pedro, porque ele tem engasgado enquanto mama. Acho que o segredo é esse mesmo, encontrar o equilíbrio. Como sou muito agitada e ansiosa, às vezes dou mais atenção à tv, ou ao livro, ou ao twitter no celular, do que ao Pedro. Mas acho que até ele sente, porqu fica mais agitado. Depois que passei a "curtir" mais este momento, passei a me sentir melhor!
domingo, 27 de fevereiro de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Insanidade materna
Faz um tempinho que não apareço por aqui. Os textos pipocam na minha mente loucos para serem colocados na tela, mas o tempo ficou escasso! Ter filho toma muito tempo, como todas sabem. Também consome muita energia, fortalece os braços, aumenta a paciência e o seu coração, te enche de amor, mas, também causa insanidade!
Tive a grande benção de ter o meu marido comigo em casa praticamente o primeiro mês inteiro do Pedro com a gente. Aprendemos as coisas juntos. Sofremos juntos. Ele me ajudou em tudo, quer dizer, quase tudo, ele não deu o peito e ainda não deu banho (o Pedro era muito pequeno pro braço do meu marido!!!). Mas acho que não enlouquecemos juntos.
Meu marido sempre foi uma pessoa equilibrada. Tão equilibrada de chegar ao extremo de eu acordar pela manhã (após a noite fragmentada pelas mamadas) e ouvir dele algo assim: "Chegamos a algumas conclusões esta noite...". E iniciou um discurso "frio" sobre a rotina do Pedro, esmiuçando os hábitos dele, tirando ótimas conclusões, como por exemplo, hum, bom, quando eu lembrar eu falo aqui, porque, como disse, a insanidade afetou muito mais a mim e eu estou neste momento mais insano!!!
O fato é que ele realmente conseguiu entender o Pedro melhor do que eu. E conseguiu me dar várias dicas antes de voltar ao trabalho. Acho que, como ele disse, e esta fala eu lembro bem, "quem vê de fora, consegue analisar melhor". Então, comecei a maratona sei este pai analítico, e foi o que me levou a voltar ao medicamento (sobre isto, farei um post exclusivo que está ainda pipocando no meu cérebro!) e à loucura crescente!
Os dias sem o J (apelido do meu marido, não é que ele não queira ser identificado!) afloraram a minha insanidade. No banho, que quando acontece é o meu momento, notei que, por causa do cansaço (além da loucura), recorro ao sabonete que tem em sua embalagem escrito "recarregue-se" e ao shampoo "active". Me apego a eles como se fossem a minha grande fonte de energia! E realmente acredito no que a embalagem diz...
Outra coisa doida que quase faço (acho que preciso de mais alguns meses para me entregar a esta!), é não fechar o sutiã, nem arrumar a blusa. Sempre fui muito tímida. Nunca gostei de tomar banho em frente às amigas, agora, o peito é público. Loucura total! Quando amamento na sala e minha vizinha bate na porta, que geralmente está destrancada, falo para ela entrar. Se a porta está trancada, vou até a porta como estou, de peito de fora. Nem me dou conta disso. Um dia, quase tirei o lixo para fora com o "restaurante" do Pedro aberto!!!
Mas apesar destas "mini loucuras", acho que a pior de todas acontece quando dou banho no Pedro! Faço aquele ritual bonitinho começando pela cabeça com ele ainda no colo. Depois, coloco ele na banheira bem devagar, conversando com ele. Lavo o corpinho dele e, assim que eu tiro ele da banheira, com ele no colo, sem brincadeira, eu o sacudo como se fosse um objeto qualquer. Não pensem mal de mim, faço isso de leve, de verdade! Mas é totalmente inconsciente e automático! Coisa doida...
Pelo menos, as minhas loucuras são inofensivas! Quer dizer, enquanto eu não tomar o sabonete líquido para me sentir "recarregada", não torcer o Pedro ao tirá-lo da banheira e enquanto eu não for ao banco com os peitos de fora, esta insanidade materna apenas contribuirá para posts loucos, engraçados ou trágicos. Continuando assim, até que eu vou gostar de ser uma mãe insana!
Tive a grande benção de ter o meu marido comigo em casa praticamente o primeiro mês inteiro do Pedro com a gente. Aprendemos as coisas juntos. Sofremos juntos. Ele me ajudou em tudo, quer dizer, quase tudo, ele não deu o peito e ainda não deu banho (o Pedro era muito pequeno pro braço do meu marido!!!). Mas acho que não enlouquecemos juntos.
Meu marido sempre foi uma pessoa equilibrada. Tão equilibrada de chegar ao extremo de eu acordar pela manhã (após a noite fragmentada pelas mamadas) e ouvir dele algo assim: "Chegamos a algumas conclusões esta noite...". E iniciou um discurso "frio" sobre a rotina do Pedro, esmiuçando os hábitos dele, tirando ótimas conclusões, como por exemplo, hum, bom, quando eu lembrar eu falo aqui, porque, como disse, a insanidade afetou muito mais a mim e eu estou neste momento mais insano!!!
O fato é que ele realmente conseguiu entender o Pedro melhor do que eu. E conseguiu me dar várias dicas antes de voltar ao trabalho. Acho que, como ele disse, e esta fala eu lembro bem, "quem vê de fora, consegue analisar melhor". Então, comecei a maratona sei este pai analítico, e foi o que me levou a voltar ao medicamento (sobre isto, farei um post exclusivo que está ainda pipocando no meu cérebro!) e à loucura crescente!
Os dias sem o J (apelido do meu marido, não é que ele não queira ser identificado!) afloraram a minha insanidade. No banho, que quando acontece é o meu momento, notei que, por causa do cansaço (além da loucura), recorro ao sabonete que tem em sua embalagem escrito "recarregue-se" e ao shampoo "active". Me apego a eles como se fossem a minha grande fonte de energia! E realmente acredito no que a embalagem diz...
Outra coisa doida que quase faço (acho que preciso de mais alguns meses para me entregar a esta!), é não fechar o sutiã, nem arrumar a blusa. Sempre fui muito tímida. Nunca gostei de tomar banho em frente às amigas, agora, o peito é público. Loucura total! Quando amamento na sala e minha vizinha bate na porta, que geralmente está destrancada, falo para ela entrar. Se a porta está trancada, vou até a porta como estou, de peito de fora. Nem me dou conta disso. Um dia, quase tirei o lixo para fora com o "restaurante" do Pedro aberto!!!
Mas apesar destas "mini loucuras", acho que a pior de todas acontece quando dou banho no Pedro! Faço aquele ritual bonitinho começando pela cabeça com ele ainda no colo. Depois, coloco ele na banheira bem devagar, conversando com ele. Lavo o corpinho dele e, assim que eu tiro ele da banheira, com ele no colo, sem brincadeira, eu o sacudo como se fosse um objeto qualquer. Não pensem mal de mim, faço isso de leve, de verdade! Mas é totalmente inconsciente e automático! Coisa doida...
Pelo menos, as minhas loucuras são inofensivas! Quer dizer, enquanto eu não tomar o sabonete líquido para me sentir "recarregada", não torcer o Pedro ao tirá-lo da banheira e enquanto eu não for ao banco com os peitos de fora, esta insanidade materna apenas contribuirá para posts loucos, engraçados ou trágicos. Continuando assim, até que eu vou gostar de ser uma mãe insana!
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Padecer ou renascer no Paraiso?
Ser mãe recente e ser bipolar se confundem bastante. Neste primeiro mês, percebi que mesmo que não fosse bipolar, me sentiria assim nestes dias. Nunca vi com bons olhos o fato da bipolaridade ser "banalizada", ou seja, qualquer um achar que uma simples variação de humor já o classifica como bipolar, como se fosse legal isto. Mas, de fato, ser mãe nesta fase e ser bipolar são sinonimos.
Ontem, tivemos uma tarde e noite daquelas. Não estamos em casa. Estamos "descansando" em Atibaia. Aqui esta quente, mas durante a noite esfria, pelo menos do lado de fora da casa! Aqui dentro, como o Pedro bem sabe, fica abafado. Não sei se por isso ele tem chorado tanto. Não me parece ser cólica, porque assim que pegamos ele no colo, o choro para. Tenho trocado a fralda dele sempre após as mamadas, e quando necessário. Tenho respeitado seus horários de mamada. Então, o problema não é fome nem fralda suja.
Não sei se o calor tem irritado ele, pode ser. E não só tem irritado a ele, como a mim também, pelo que faz com meu pequeno. E das quatro da tarde até duas da manha a irritação tomou conta. O Pedro só parava de chorar para mamar, quando estava no nosso colo (isso é ruim) e para olhar a sua volta como quem diz: " Vocês ainda estão ai? Então vou voltar a chorar!". Coitado! Sei que não é isso mesmo que ele pensa, mas nessas horas, basta ser mãe para surtar.
Estou lendo "Os segredos de uma encantadora de bebes", e infelizmente, ela nao conseguiu resolver nosso problema ontem. A sua solucao e pegar o bebe no colo, acalma-lo e recoloca-lo no berco. Ah! Eu tentei! E se continuasse tentando ia repertir o processo umas 70 vezes
e temo que em algum momento estaria balancando violentamente o Pedro e praticamente jogando-o de volta no berco. E nao pense que
maes nao bipolares nao passam por isso. Ja ouvi relatos parecidos de maes sem este diagnostico. Nao sei se isso me consola ou me faz sentir pior. O que sei, é que isso me fez pensar bastante.
Ser mae é aprender a amar, aprender e exercitar o auto-controle. é superar e assumir a impotencia diante de um ser indefeso. é abrir mao de um pedaco de voce, por um tempo, para ajudar a formar um ser completo. Nao acho, no entanto, que seja "padecer" no Paraiso. Claro que sei que isso doi, e sentimos como se estivessemos padecendo! Mas acho que cabe mais dizer "adoecer" para "renascer" no Paraiso. Mas temos um conforto: realmente estamos no Paraiso! Ter filho, é materializar o amor, e isso so pode ser o Paraiso!
E voce, também acha que ser mae é adoecer para renascer no Paraiso?
ps: Desculpem-me a falta de acentuacao. Estou atualizando o blog usando um iPad e encontrei akgumas limitacoes!!!
Ontem, tivemos uma tarde e noite daquelas. Não estamos em casa. Estamos "descansando" em Atibaia. Aqui esta quente, mas durante a noite esfria, pelo menos do lado de fora da casa! Aqui dentro, como o Pedro bem sabe, fica abafado. Não sei se por isso ele tem chorado tanto. Não me parece ser cólica, porque assim que pegamos ele no colo, o choro para. Tenho trocado a fralda dele sempre após as mamadas, e quando necessário. Tenho respeitado seus horários de mamada. Então, o problema não é fome nem fralda suja.
Não sei se o calor tem irritado ele, pode ser. E não só tem irritado a ele, como a mim também, pelo que faz com meu pequeno. E das quatro da tarde até duas da manha a irritação tomou conta. O Pedro só parava de chorar para mamar, quando estava no nosso colo (isso é ruim) e para olhar a sua volta como quem diz: " Vocês ainda estão ai? Então vou voltar a chorar!". Coitado! Sei que não é isso mesmo que ele pensa, mas nessas horas, basta ser mãe para surtar.
Estou lendo "Os segredos de uma encantadora de bebes", e infelizmente, ela nao conseguiu resolver nosso problema ontem. A sua solucao e pegar o bebe no colo, acalma-lo e recoloca-lo no berco. Ah! Eu tentei! E se continuasse tentando ia repertir o processo umas 70 vezes
e temo que em algum momento estaria balancando violentamente o Pedro e praticamente jogando-o de volta no berco. E nao pense que
maes nao bipolares nao passam por isso. Ja ouvi relatos parecidos de maes sem este diagnostico. Nao sei se isso me consola ou me faz sentir pior. O que sei, é que isso me fez pensar bastante.
Ser mae é aprender a amar, aprender e exercitar o auto-controle. é superar e assumir a impotencia diante de um ser indefeso. é abrir mao de um pedaco de voce, por um tempo, para ajudar a formar um ser completo. Nao acho, no entanto, que seja "padecer" no Paraiso. Claro que sei que isso doi, e sentimos como se estivessemos padecendo! Mas acho que cabe mais dizer "adoecer" para "renascer" no Paraiso. Mas temos um conforto: realmente estamos no Paraiso! Ter filho, é materializar o amor, e isso so pode ser o Paraiso!
E voce, também acha que ser mae é adoecer para renascer no Paraiso?
ps: Desculpem-me a falta de acentuacao. Estou atualizando o blog usando um iPad e encontrei akgumas limitacoes!!!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Voltando aos medicamentos e assadura
Esta foi a primeira tarde sozinha com o Pedro. A voz da Di ecoou algumas vezes na minha mente. Apesar da psiquiatra dizer que não preciso voltar com a medicação, a situação que vivi hoje me deixou com sérias dúvidas. Meu pequeno mamou de três em três horas durante a noite. Pela manhã, mamou às seis, nove e onze. Troquei a fralda dele em todas as mamadas. Depois das onze, mamou às duas. Aí começou o chororô.
Quando meu pequeno chora sempre penso nas seguintes opções: fome, cólica, fralda suja, frio/calor ou susto (ele se assusta com o reflexo de moro). Então, excluí a fome, ele tinha mamado fazia menos de uma hora, e pulei para "cólica". Fiz massagem, movimentei as perninhas e, nada. No colo, ele ficava quietinho por um tempo. Dei o remédio para cólica. Ele continuou chorando muito. Nada do que eu fazia resolvia. E ele sempre pedindo peito.
Quando ele ficava sonolento no meu colo, eu o colocava no berço. Mas depois de poucos minutos voltava a chorar. Até fiz o charutinho com o cueiro que compramos, mas nem o "milagroso" funcionou. Os minutos passavam e nada resolvia. Comecei a me sentir extremamente irritada e impotente. Estava tão irritada que achei mais seguro e coerente tomar meio comprimido de Haldol, que a psiquiatra receitou para situações assim.
O medicamento fez efeito rapidamente. Me senti relaxada (fisicamente) e um pouco apática. Chorei pedindo pro Pedro e para Deus me ajudar. Não queria sentir raiva do meu filho. Ele estava apenas tentando se comunicar comigo. Eu que não consegui captar suas necessidades. E esta sensação é horrível.
Depois de quase duas horas, resolvi dar um banho no balde para ver se soltava o intestino dele (comtinuava achando que era cólica). Deixei o balde enchendo no banheiro, tirei a roupinha e fralda dele e, lá estava o problema: assadura. Como eu não percebi antes? Por que deixei de passar a pomada à noite? Como não pensei que o meu filho estava com dor?
Fiquei de coração partido! É duro aprender as coisas às custas do choro de Pedro. O aperto que sentia no meu peito só aumentou. E a voz da Di voltou a ressoar. Para o filho crescer saudável é necessário uma mãe saudável. Então, depois desta "tarde de terror", tomo duas decisões: usar pomada e Lamitor* todo dia. Tenho certeza que o Pedrinho vai agradecer estas atitudes um dia!
*A Lamotrigina não afeta na amamentação. Posso continuar normalmente. Bom porque a pediatra não quer que eu dê mamadeira para o Pedro ainda (talvez relevaria se eu não pudesse amamentar). Com isto, ainda não poderei ter "aquela" noite de sono que eu tinha programado. Mas, quando preciso, o marido pega o pequeno assim que acaba de mamar, e eu volto logo a dormir. Menos mal!
Quando meu pequeno chora sempre penso nas seguintes opções: fome, cólica, fralda suja, frio/calor ou susto (ele se assusta com o reflexo de moro). Então, excluí a fome, ele tinha mamado fazia menos de uma hora, e pulei para "cólica". Fiz massagem, movimentei as perninhas e, nada. No colo, ele ficava quietinho por um tempo. Dei o remédio para cólica. Ele continuou chorando muito. Nada do que eu fazia resolvia. E ele sempre pedindo peito.
Quando ele ficava sonolento no meu colo, eu o colocava no berço. Mas depois de poucos minutos voltava a chorar. Até fiz o charutinho com o cueiro que compramos, mas nem o "milagroso" funcionou. Os minutos passavam e nada resolvia. Comecei a me sentir extremamente irritada e impotente. Estava tão irritada que achei mais seguro e coerente tomar meio comprimido de Haldol, que a psiquiatra receitou para situações assim.
O medicamento fez efeito rapidamente. Me senti relaxada (fisicamente) e um pouco apática. Chorei pedindo pro Pedro e para Deus me ajudar. Não queria sentir raiva do meu filho. Ele estava apenas tentando se comunicar comigo. Eu que não consegui captar suas necessidades. E esta sensação é horrível.
Depois de quase duas horas, resolvi dar um banho no balde para ver se soltava o intestino dele (comtinuava achando que era cólica). Deixei o balde enchendo no banheiro, tirei a roupinha e fralda dele e, lá estava o problema: assadura. Como eu não percebi antes? Por que deixei de passar a pomada à noite? Como não pensei que o meu filho estava com dor?
Fiquei de coração partido! É duro aprender as coisas às custas do choro de Pedro. O aperto que sentia no meu peito só aumentou. E a voz da Di voltou a ressoar. Para o filho crescer saudável é necessário uma mãe saudável. Então, depois desta "tarde de terror", tomo duas decisões: usar pomada e Lamitor* todo dia. Tenho certeza que o Pedrinho vai agradecer estas atitudes um dia!
*A Lamotrigina não afeta na amamentação. Posso continuar normalmente. Bom porque a pediatra não quer que eu dê mamadeira para o Pedro ainda (talvez relevaria se eu não pudesse amamentar). Com isto, ainda não poderei ter "aquela" noite de sono que eu tinha programado. Mas, quando preciso, o marido pega o pequeno assim que acaba de mamar, e eu volto logo a dormir. Menos mal!
sábado, 29 de janeiro de 2011
Desafio dos 7 - passado pela Di
7 coisas que tenho que fazer
- comprar um termômetro para banheira pois há uma grande divergência entre o meu termostato e o do meu marido!!!
- viajar para Atibaia para descansar, tomar um sol, respirar ar puro e mostrar pro Pedrinho que tudo isto é bom demais!
- ir ao supermercado (só tenho feijão pra comer aqui!!! E dá cólica no pequeno, coitado...)
- voltar a caminhar (com a liberação da obstetra, claro!) para ver se minhas calças voltam a me servir, para me sentir bem e para me preparar para o Circuito Vênus
- lavar as roupinhas que o Pedrinho ganhou recentemente
- comprar o adaptador para a cadeirinha do carro (o Pedrinho é muito pequeno, fica "perdido" na cadeirinha!)
- comprar uns 2 jogos de lençol para carrinho.
7 coisas que mais digo
- Jotaaa!
- Banner, não!
- Pitchuco da mãe!
- Bannecooo!
- Caramba!
- Quer tetê?
- Hora do tetê!
7 coisas que faço bem
- lasanha
- escrever
- organizar coisas
- falar em público
- pesquisa científica (sempre dá certo!)
- cantar
- dirigir
7 defeitos
- pedir tudo pro Jota ("pega isso", "pega aquilo", "põe o Pedro no carrinho" etc)
- mania de mandar
- teimosia
- falar demais
- ser espontânea demais
- questionar muito o Jota (ele que falou esta!)
- ser folgada (o Jota que falou esta também...)
7 qualidades
- estar sempre disposta para ajudar os outros/ sempre disponível
- compartilhar o que tenho com os outros (se ganho 2, sempre passo para alguém que não tem)
- carinhosa
- estudiosa (o J falou "inteligente")
- bem-humorada (o J que falou também!!!)
- pró-ativa
- decidida
7 coisas que adoro
- tomar café-da-manhã tranquilamente vendo jornal, sem pressa
- comer bem
- ir para Atibaia
- ler
- ganhar presentes
- ser surpreendida
- sair com as mulheres da família
7 coisas que detesto
- injustiça
- mentira
- chão de casa sujo (especialmente o da sala, que fico olhando mais tempo!!!)
- que interfiram na minha rotina
- que me critiquem sem razão
- que me julguem sem me conhecer
- preconceito
7 blogs para indicar
- vou pular esta parte porque a Di já indicou!!!
- comprar um termômetro para banheira pois há uma grande divergência entre o meu termostato e o do meu marido!!!
- viajar para Atibaia para descansar, tomar um sol, respirar ar puro e mostrar pro Pedrinho que tudo isto é bom demais!
- ir ao supermercado (só tenho feijão pra comer aqui!!! E dá cólica no pequeno, coitado...)
- voltar a caminhar (com a liberação da obstetra, claro!) para ver se minhas calças voltam a me servir, para me sentir bem e para me preparar para o Circuito Vênus
- lavar as roupinhas que o Pedrinho ganhou recentemente
- comprar o adaptador para a cadeirinha do carro (o Pedrinho é muito pequeno, fica "perdido" na cadeirinha!)
- comprar uns 2 jogos de lençol para carrinho.
7 coisas que mais digo
- Jotaaa!
- Banner, não!
- Pitchuco da mãe!
- Bannecooo!
- Caramba!
- Quer tetê?
- Hora do tetê!
7 coisas que faço bem
- lasanha
- escrever
- organizar coisas
- falar em público
- pesquisa científica (sempre dá certo!)
- cantar
- dirigir
7 defeitos
- pedir tudo pro Jota ("pega isso", "pega aquilo", "põe o Pedro no carrinho" etc)
- mania de mandar
- teimosia
- falar demais
- ser espontânea demais
- questionar muito o Jota (ele que falou esta!)
- ser folgada (o Jota que falou esta também...)
7 qualidades
- estar sempre disposta para ajudar os outros/ sempre disponível
- compartilhar o que tenho com os outros (se ganho 2, sempre passo para alguém que não tem)
- carinhosa
- estudiosa (o J falou "inteligente")
- bem-humorada (o J que falou também!!!)
- pró-ativa
- decidida
7 coisas que adoro
- tomar café-da-manhã tranquilamente vendo jornal, sem pressa
- comer bem
- ir para Atibaia
- ler
- ganhar presentes
- ser surpreendida
- sair com as mulheres da família
7 coisas que detesto
- injustiça
- mentira
- chão de casa sujo (especialmente o da sala, que fico olhando mais tempo!!!)
- que interfiram na minha rotina
- que me critiquem sem razão
- que me julguem sem me conhecer
- preconceito
7 blogs para indicar
- vou pular esta parte porque a Di já indicou!!!
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
O milagre do "charutinho"* e a encantadora de bebês

*Charutinho: como eu e meu marido chamamos quando enrolamos o Pedrinho em um lençol ou manta, formando tipo um casulo.
Fiz um post desesperado um dia desses. Não conseguia colocar o Pedro no carrinho ou berço após as mamadas sem que ele chorasse pelo menos por uns 40 minutos. Eu e meu marido fazíamos de tudo para resolver a cólica (única razão que imaginamos causar a tremenda choradeira): massagens, movimentos com as pernas, barriga com barriga, bolsa de água quente e remédio. Nada funcionava. Quer dizer, quando ele estava no nosso colo, parava de chorar. Então, achamos que poderia ser birra. O pequeno resolveu dormir, quando, inocentemente ou usando algum "instinto paternal", meu marido fez um "charutinho" com a coberta e colocou-o no carrinho. Em pouquíssimos minutos, o bichinho adormeceu! Aleluia!
No dia seguinte, resolvi contar a saga aqui e a Di, como sempre, comentou e deu ótimos conselhos. Ela explicou (pelo menos foi o que eu entendi!) que o "charutinho" inibe os reflexos do recém nascido que deixa ele assustado e "simula" o ambiente do útero. Ela nos aconselhou ainda a fazer o som "shhh!", que seria semelhante ao som da minha circulação sanguínea, que ele ouviu por 36 semanas no aconchego! Estas dicas a Di aprendeu no livro da "encantadora de bebês". Além de indicar o livro, indicou o blog encantadoradebebes.blogspot.com que tem como que um resumo do livro.
Eu e meu marido já colocamos em prática algumas coisas que aprendemos no Blog e já encomendamos o livro, que deve chegar amanhã! Hoje colocamos em prática o ritual para o sono do Pedrinho. Ele precisa entender que está chegando a noite e que esta é a hora de dormir, então, aproximadamente às 18h dei a mamada, coloquei ele para arrotar, tranquilizei ele e demos um banho. Antes de colocá-lo no charuto, dei o peito de novo (também dica da Encantadora de Bebês), que ele mamou bem pouquinho mas o suficiente para ficar bem relaxado no meu colo. Fiz o charutinho com um lençol e coloquei ele no carrinho (ele dorme no nosso quarto por enquanto...). Tiro e queda! Adormeceu rapidinho! Depois de umas duas horas ele resmungou. Meu marido colocou ele de lado (ele prefere dormir assim) e ele apagou de novo e ainda não se manifestou (já faz 2h e meia).
Estou sentindo até a minha mente mais organizada com este domínio que estamos exercendo sobre a rotina do Pedro. Apesar de ainda não sobrar muito tempo para dormir, já me sinto melhor! Ainda tenho sono, mas também uma satisfação enorme e uma tranquilidade gigante por não sentir a impotência diante daquele berreiro no meio da madrugada! Estou bastante animada para ler o livro "Os segredos de uma encantadora de bebês", da Tracy Hogg, e aprender mais sobre como fazer com que meu pequeno, eu e meu marido tenhamos uma vida mais tranquila!
Se você quer conhecer um pouco do que a Ecantadora ensina, passa no Blog, vale muito a pena. Depois conto mais sobre o efeito do livro no nosso dia-a-dia! Agora, vou tentar dormir antes que o pequeno acorde faminto!
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Uma nova profissão/ocupação além de mãe?
Há quase 7 semanas estou sem trabalhar e praticamente há um ano não apareço no laboratório. Tenho sentido uma vontade imensa de estudar, de fazer algo útil que seja mais intelectual. Afinal, amamentar, trocar fralda, dar banho e afins, é muito útil! Já comentei aqui que apesar de ter me formado em fisioterapia, há algum tempo já estava trabalhando apenas na empresa que tenho com a minha mãe, cuidando da parte financeira. O que ainda não contei é que a nossa empresa está mudando um pouco de rumo, vamos passar a importar. Meu pai já é bem experiente nesta área, mas não posso contar com ele para me ensinar (falta tempo e talvez falte paciência para ambos). Então, no final do ano, um pouco antes do Pedro nascer, entrei em outra crise "vocacional".
Meu pai tem muita confiança em mim para fazer a empresa dar certo. Apesar de ele também me apoiar na decisão de fazer outra faculdade, fica bastante evidente que ele também tem expectativas a meu respeito. Meu irmão trabalha em uma área bem diferente e não assumiria a empresa do meu pai (importadora também). Eu, até então, nunca pensei em, de fato, fazer isto. Não achei que precisasse pensar nisto. Mas agora, com a minha empresa também sendo importadora, percebo que estou indo para este caminho.
Analisando a minha situação de formada frustrada e, agora, também mãe, como eu poderia deixar uma oportunidade de trabalho certa com a autonomia de horários que eu preciso para dar atenção suficiente ao Pedro e a mim mesma, com pessoas que me compreendem? Além disso, investindo nesta empresa, eu garanto meu futuro (e presente) e posso fazer outros cursos e alimentar as minhas paixões, como escrever. Posso também acabar o meu mestrado e estudar a possibilidade de trabalhar como voluntária em bancos de leite ou outros locais orientando mães sobre amamentação (uma nova paixão que adquiri no tempo no hospital).
Pensando assim, só uma louca para deixar tudo isto de lado, certo? Então, como não entendo nada de importação e não posso depender do meu pai e do funcionário dele e estou com comixões para estudar, vou fazer um curso à distância do SENAC sobre comércio exterior. Começo dia 09 de fevereiro. Não vejo a hora!
Espero do mais profundo do meu coração e do meu ser que eu curta a área de importação e exportação e que eu realmente consiga me envolver bem nela e administre com satisfação e eficiência a empresa. Espero também que eu consiga saciar as minhas novas paixões não sentindo frustração por não tê-las como meu "ganha pão".
Meu marido sempre me cantou esta bola, mas talvez eu não tivesse cabeça para entender bem a situação no momento. Ainda sinto um pouco de medo de repetir os mesmos erros fazendo algo por que não tenho paixão, mas em paralelo, cresce em mim uma grande vontade de aprender a gostar da nova área e uma atração pela responsabilidade de assumir seriamente uma empresa.
Que 2011 continue trazendo muitas surpresas, superações e sucessos!
Meu pai tem muita confiança em mim para fazer a empresa dar certo. Apesar de ele também me apoiar na decisão de fazer outra faculdade, fica bastante evidente que ele também tem expectativas a meu respeito. Meu irmão trabalha em uma área bem diferente e não assumiria a empresa do meu pai (importadora também). Eu, até então, nunca pensei em, de fato, fazer isto. Não achei que precisasse pensar nisto. Mas agora, com a minha empresa também sendo importadora, percebo que estou indo para este caminho.
Analisando a minha situação de formada frustrada e, agora, também mãe, como eu poderia deixar uma oportunidade de trabalho certa com a autonomia de horários que eu preciso para dar atenção suficiente ao Pedro e a mim mesma, com pessoas que me compreendem? Além disso, investindo nesta empresa, eu garanto meu futuro (e presente) e posso fazer outros cursos e alimentar as minhas paixões, como escrever. Posso também acabar o meu mestrado e estudar a possibilidade de trabalhar como voluntária em bancos de leite ou outros locais orientando mães sobre amamentação (uma nova paixão que adquiri no tempo no hospital).
Pensando assim, só uma louca para deixar tudo isto de lado, certo? Então, como não entendo nada de importação e não posso depender do meu pai e do funcionário dele e estou com comixões para estudar, vou fazer um curso à distância do SENAC sobre comércio exterior. Começo dia 09 de fevereiro. Não vejo a hora!
Espero do mais profundo do meu coração e do meu ser que eu curta a área de importação e exportação e que eu realmente consiga me envolver bem nela e administre com satisfação e eficiência a empresa. Espero também que eu consiga saciar as minhas novas paixões não sentindo frustração por não tê-las como meu "ganha pão".
Meu marido sempre me cantou esta bola, mas talvez eu não tivesse cabeça para entender bem a situação no momento. Ainda sinto um pouco de medo de repetir os mesmos erros fazendo algo por que não tenho paixão, mas em paralelo, cresce em mim uma grande vontade de aprender a gostar da nova área e uma atração pela responsabilidade de assumir seriamente uma empresa.
Que 2011 continue trazendo muitas surpresas, superações e sucessos!
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