sábado, 29 de janeiro de 2011

Desafio dos 7 - passado pela Di

7 coisas que tenho que fazer
- comprar um termômetro para banheira pois há uma grande divergência entre o meu termostato e o do meu marido!!!
- viajar para Atibaia para descansar, tomar um sol, respirar ar puro e mostrar pro Pedrinho que tudo isto é bom demais!
- ir ao supermercado (só tenho feijão pra comer aqui!!! E dá cólica no pequeno, coitado...)
- voltar a caminhar (com a liberação da obstetra, claro!) para ver se minhas calças voltam a me servir, para me sentir bem e para me preparar para o Circuito Vênus
- lavar as roupinhas que o Pedrinho ganhou recentemente
- comprar o adaptador para a cadeirinha do carro (o Pedrinho é muito pequeno, fica "perdido" na cadeirinha!)
- comprar uns 2 jogos de lençol para carrinho.

7 coisas que mais digo
- Jotaaa!
- Banner, não!
- Pitchuco da mãe!
- Bannecooo!
- Caramba!
- Quer tetê?
- Hora do tetê!

7 coisas que faço bem
- lasanha
- escrever
- organizar coisas
- falar em público
- pesquisa científica (sempre dá certo!)
- cantar
- dirigir

7 defeitos
- pedir tudo pro Jota ("pega isso", "pega aquilo", "põe o Pedro no carrinho" etc)
- mania de mandar
- teimosia
- falar demais
- ser espontânea demais
- questionar muito o Jota (ele que falou esta!)
- ser folgada (o Jota que falou esta também...)

7 qualidades
- estar sempre disposta para ajudar os outros/ sempre disponível
- compartilhar o que tenho com os outros (se ganho 2, sempre passo para alguém que não tem)
- carinhosa
- estudiosa (o J falou "inteligente")
- bem-humorada (o J que falou também!!!)
- pró-ativa
- decidida

7 coisas que adoro
- tomar café-da-manhã tranquilamente vendo jornal, sem pressa
- comer bem
- ir para Atibaia
- ler
- ganhar presentes
- ser surpreendida
- sair com as mulheres da família

7 coisas que detesto
- injustiça
- mentira
- chão de casa sujo (especialmente o da sala, que fico olhando mais tempo!!!)
- que interfiram na minha rotina
- que me critiquem sem razão
- que me julguem sem me conhecer
- preconceito

7 blogs para indicar
- vou pular esta parte porque a Di já indicou!!!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O milagre do "charutinho"* e a encantadora de bebês


*Charutinho: como eu e meu marido chamamos quando enrolamos o Pedrinho em um lençol ou manta, formando tipo um casulo.

Fiz um post desesperado um dia desses. Não conseguia colocar o Pedro no carrinho ou berço após as mamadas sem que ele chorasse pelo menos por uns 40 minutos. Eu e meu marido fazíamos de tudo para resolver a cólica (única razão que imaginamos causar a tremenda choradeira): massagens, movimentos com as pernas, barriga com barriga, bolsa de água quente e remédio. Nada funcionava. Quer dizer, quando ele estava no nosso colo, parava de chorar. Então, achamos que poderia ser birra. O pequeno resolveu dormir, quando, inocentemente ou usando algum "instinto paternal", meu marido fez um "charutinho" com a coberta e colocou-o no carrinho. Em pouquíssimos minutos, o bichinho adormeceu! Aleluia!

No dia seguinte, resolvi contar a saga aqui e a Di, como sempre, comentou e deu ótimos conselhos. Ela explicou (pelo menos foi o que eu entendi!) que o "charutinho" inibe os reflexos do recém nascido que deixa ele assustado e "simula" o ambiente do útero. Ela nos aconselhou ainda a fazer o som "shhh!", que seria semelhante ao som da minha circulação sanguínea, que ele ouviu por 36 semanas no aconchego! Estas dicas a Di aprendeu no livro da "encantadora de bebês". Além de indicar o livro, indicou o blog encantadoradebebes.blogspot.com que tem como que um resumo do livro.

Eu e meu marido já colocamos em prática algumas coisas que aprendemos no Blog e já encomendamos o livro, que deve chegar amanhã! Hoje colocamos em prática o ritual para o sono do Pedrinho. Ele precisa entender que está chegando a noite e que esta é a hora de dormir, então, aproximadamente às 18h dei a mamada, coloquei ele para arrotar, tranquilizei ele e demos um banho. Antes de colocá-lo no charuto, dei o peito de novo (também dica da Encantadora de Bebês), que ele mamou bem pouquinho mas o suficiente para ficar bem relaxado no meu colo. Fiz o charutinho com um lençol e coloquei ele no carrinho (ele dorme no nosso quarto por enquanto...). Tiro e queda! Adormeceu rapidinho! Depois de umas duas horas ele resmungou. Meu marido colocou ele de lado (ele prefere dormir assim) e ele apagou de novo e ainda não se manifestou (já faz 2h e meia).

Estou sentindo até a minha mente mais organizada com este domínio que estamos exercendo sobre a rotina do Pedro. Apesar de ainda não sobrar muito tempo para dormir, já me sinto melhor! Ainda tenho sono, mas também uma satisfação enorme e uma tranquilidade gigante por não sentir a impotência diante daquele berreiro no meio da madrugada! Estou bastante animada para ler o livro "Os segredos de uma encantadora de bebês", da Tracy Hogg, e aprender mais sobre como fazer com que meu pequeno, eu e meu marido tenhamos uma vida mais tranquila!

Se você quer conhecer um pouco do que a Ecantadora ensina, passa no Blog, vale muito a pena. Depois conto mais sobre o efeito do livro no nosso dia-a-dia! Agora, vou tentar dormir antes que o pequeno acorde faminto!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Uma nova profissão/ocupação além de mãe?

Há quase 7 semanas estou sem trabalhar e praticamente há um ano não apareço no laboratório. Tenho sentido uma vontade imensa de estudar, de fazer algo útil que seja mais intelectual. Afinal, amamentar, trocar fralda, dar banho e afins, é muito útil! Já comentei aqui que apesar de ter me formado em fisioterapia, há algum tempo já estava trabalhando apenas na empresa que tenho com a minha mãe, cuidando da parte financeira. O que ainda não contei é que a nossa empresa está mudando um pouco de rumo, vamos passar a importar. Meu pai já é bem experiente nesta área, mas não posso contar com ele para me ensinar (falta tempo e talvez falte paciência para ambos). Então, no final do ano, um pouco antes do Pedro nascer, entrei em outra crise "vocacional".

Meu pai tem muita confiança em mim para fazer a empresa dar certo. Apesar de ele também me apoiar na decisão de fazer outra faculdade, fica bastante evidente que ele também tem expectativas a meu respeito. Meu irmão trabalha em uma área bem diferente e não assumiria a empresa do meu pai (importadora também). Eu, até então, nunca pensei em, de fato, fazer isto. Não achei que precisasse pensar nisto. Mas agora, com a minha empresa também sendo importadora, percebo que estou indo para este caminho.

Analisando a minha situação de formada frustrada e, agora, também mãe, como eu poderia deixar uma oportunidade de trabalho certa com a autonomia de horários que eu preciso para dar atenção suficiente ao Pedro e a mim mesma, com pessoas que me compreendem? Além disso, investindo nesta empresa, eu garanto meu futuro (e presente) e posso fazer outros cursos e alimentar as minhas paixões, como escrever. Posso também acabar o meu mestrado e estudar a possibilidade de trabalhar como voluntária em bancos de leite ou outros locais orientando mães sobre amamentação (uma nova paixão que adquiri no tempo no hospital).

Pensando assim, só uma louca para deixar tudo isto de lado, certo? Então, como não entendo nada de importação e não posso depender do meu pai e do funcionário dele e estou com comixões para estudar, vou fazer um curso à distância do SENAC sobre comércio exterior. Começo dia 09 de fevereiro. Não vejo a hora!

Espero do mais profundo do meu coração e do meu ser que eu curta a área de importação e exportação e que eu realmente consiga me envolver bem nela e administre com satisfação e eficiência a empresa. Espero também que eu consiga saciar as minhas novas paixões não sentindo frustração por não tê-las como meu "ganha pão".

Meu marido sempre me cantou esta bola, mas talvez eu não tivesse cabeça para entender bem a situação no momento. Ainda sinto um pouco de medo de repetir os mesmos erros fazendo algo por que não tenho paixão, mas em paralelo, cresce em mim uma grande vontade de aprender a gostar da nova área e uma atração pela responsabilidade de assumir seriamente uma empresa.

Que 2011 continue trazendo muitas surpresas, superações e sucessos!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Sono interrompido mesmo com o pai dando mamadeira

Há duas noites meu marido dá mamadeira pro Pedro. Mas quem disse que eu consigo dormir direto, até de manhã?

Na primeira madrugada, brinco que ele (meu marido) contratou um pernilongo pra me acordar bem na mamada das 2am. Resultado: ele pegou mamadeira e o peito. E eu ajudei lavando a mamadeira e colocando para esterelizar. Na segunda noite, que foi ontem, foi até mais complicada. Fomos nos meus pais à tarde, e com a chuva que caiu, não conseguimos voltar antes das 11pm. A nossa rua alaga. E eu não iria de jeito nenhum andar de carro sabendo do grande potencial que São Paulo tem de se tornar até fatal em dias assim. Então, chegamos em casa quase meia-noite.

O Pedrinho já veio de banho tomado, pronto para dormir gostoso. Coloquei ele no berço, mas pouco tempo depois começou o chororô pedindo peito. Amamentei e passei para o pai colocá-lo para dormir. O pequeno abriu um berreiro gigante quando foi colocado no carrinho e não parou até completar praticamente uma hora de choro. Até parece que o carrinho tem espinho! Fiquei irritada! Era, obviamente, choro de birra, porque às vezes ele parava e ficava olhando para gente, e também quando meu marido pegava ele no colo, ele ficava quietinho.

Mas do que adianta saber quando o choro é de birra? O que se faz com birra de bebê? Põe ele de castigo? Deixa sem peito? Obriga ele a arrumar o quarto dele e deixa ele sem video-game?! Brincadeiras à parte, deixar o bebê chorando até dormir não me parece ser algo "sem coração", mas quando isto acontece à uma da madrugada, em um apartamento, ter vizinhos, determina o tipo de comportamento dos pais.

Então, fechamos todas as portas e a janela do nosso quarto e esperamos a criança decidir dormir. Haja paciência! Acredita que o pequeno acabou dormindo quando o pai fez um "charutinho" com um cobertor? Não imagino que ele estivesse com frio com o calorão que fez ontem e tudo fechado no quarto. Talvez ele tenha cansado e coincidiu com este momento. Sei que ele apagou e foi resmungar só às 6am. Mesmo assim, ele não acordou o suficiente para mamar. O pai precisou esperar um pouco para dar a mamadeira, mas eu também acabei acordando!

Vamos ver se na noite de hoje eu consigo a proeza de dormir até amanhã de manhã! Por enquanto, tento me satisfazer com alguns cochilos à tarde para compensar o sono interrompido à noite!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Marido atuante = mãe sã + bebê tranquilo

Ontem, conversei com meu marido sobre as mamadas da madrugada. Como já imaginava, ele topou na hora! Facilita muito para uma mãe de primeira, segunda, terceira etc. viagem ter um companheiro pró-ativo em casa! Sou abençoada por ter um assim comigo, ainda mais, em férias!
Combinamos que ele assumirá todas as mamadas da madrugada, a princípio, todos os dias. Quando ele voltar a trabalhar, vamos dividir. Provavelmente, até lá (início de fevereiro), todos nós estaremos mais "familiarizados" uns com os outros, sabendo melhor como nos ajustar às diferentes necessidades, ficando tudo um pouco mais fácil!

Para isto, alugamos hoje uma ordenha elétrica. Eu já usava uma manual, mas além de ser dura para puxar, não é muito eficiente, pois a quantidade de leite que sai, é bem menor do que com uma elétrica. Acho que isto acontece pois na manual a pressão quem determina é você, e, como cansa, uma hora ela diminui. O custo do aluguel foi 69,00, mais 65,00 do kit (as peças que entram em contato com o seio). Este kit, é comprado. No futuro, posso comprar uma ordenha manual que se encaixa nele. E esta, acho que exige menos força do que a que tenho, que é da Lillo, que já é um reservatório de leite.

Fiquei muito feliz! Não vejo a hora do meu pequeno acordar para, depois de dar de mamar, estrear a minha ordenha elétrica! Parece bobeira, mas é muito gratificante ver o seu leite saindo e, ainda mais gratificante, poder armazená-lo para qualquer emergência ou, no meu caso, para o pai também poder dar de mamar! Novidades sempre me animam! Podem ser bem bobas, mas são muito úteis para levantar a minha estima!

E por falar em estima, ser mãe é também esquecer um pouco de si, e isto mina a auto-estima. Antes de ontem, lavei a cabeça e fiz questão de secar os cabelos e fazer uma "meia escova" (não aliso, só ajeito mesmo!). Coloquei um vestido e... fiquei em casa, óbvio! Mas me sentindo muito melhor! Aliás, só a hora do banho já me faz me sentir muito melhor! E isto seria impossível sem a ajuda do pai. Tenho tirado a sobrancelha e passado creme para estria e celuilte (a pediatra disse que este último já posso voltar a usar. Não usei na gravidez, fiquei em dúvida se afetava o bebê). Pequenas coisas que elevam a auto-estima!

Ainda estou no período dos 40 dias pós cesárea, portanto, não posso ainda voltar ao Pilates ou a correr. Mas já emagreci bastante. Sei que a minha genética me favorece um monte, mas amamentar também influenciou, com certeza! Praticamente já não tenho mais barriga, embora as calças ainda não me entrem! Algumas blusas justinhas também não, por causa dos seios cheios de leite!!! Bem que este último, não me entristece nenhum pouquinho!!!

Fazendo um balanço geral, depois daquele "quase surto", estou muito bem! Mas sei que isto é apenas porque tenho um marido atuante em casa. Acho que em todos os cursos de gestante, deveria ter uma aula só para os maridos, deixando claro para eles que se eles não ajudarem, eles perdem a esposa, os filhos terão uma mãe surtada, e provavelmente, serão um bebê estressado. Se eles ajudassem com as mamadas, acho que aliviaria todas as mães. Se não podem ajudar com as mamadas da madrugada, que auxiliem nas trocas de fralda, nos banhos e cuidando do(a) pequeno(a) para que a mãe tome um bom banho, dê uma espairecida e vá ao salão ser paparicada! (Nossa! Vou fazer esta última em breve!!!!).

Mas algumas mães, e senti isto também, acham difícil passar algumas destas tarefas para os pais. Por algum motivo "sócio-econômico" achamos que tudo o que se refere ao bebê, é nossa função, única e exclusivamente nossa. Dividir as tarefas pode gerar um sentimento de "fracassei". Ainda mais hoje, que nós, mulheres, trabalhamos tanto quanto os homens e ainda cuidamos da casa, achando que é nada mais do que nosso dever. Por mais que critiquemos a sociedade machista, nos encaixamos muito bem nela. Mas, mesmo que seja difícil, aconselho às mães a abrirem um pouco mão desta centralização e talvez até desta "conquista" do fazer tudo sem ajuda, e dividir com o marido. Espero que muitos maridos se disponham a isto, afinal, 50% do filho, é culpa total dele, então, que assumam pelo menos estes 50% (simbolicamente, não estou dizendo para dividir meio a meio todas as obrigações!) para garantir que terão em casa uma mãe sã, um bebê tranquilo e uma família feliz!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Saldo da primeira semana sendo mãe na prática: beirando um surto ou crise de estresse?

São 21:32, já estou na cama para tentar dormir um pouco mais. Há sete dias o Pedrinho teve alta da UTI e veio para casa, há seis noites não durmo bem. Isto é o esperado para qualquer mãe com bebê que ainda mama durante a madrugada. Muitos aqui já me aconselharam dormir a noite toda e deixar que o marido dê a mamadeira nas mamadas da madrugada. Ainda não tive coragem de fazer isto. Talvez esteja esperando eu chegar no meu limite, e vejo, agora, que está bem próximo.

Tenho me sentido completamente sem energia. Além disso, tenho sentido tonturas leves todos esses dias. Hoje, estou sentindo vontade de chorar além de irritação. Ficava bem aguniada e impaciente durante as mamadas, por ser um tempo "ocioso" (não me entendam mal, mas funciono a mil por hora). Isto consegui resolver lendo um livro durante todas as mamadas do dia. Esta irritação não sinto mais. Mas a irritação pós mamada, só tem aumentado.

Não sei o que acontece. O pequeno após a mamada, tira um cochilo rápido e surta. Mesmo limpo e saciado, chora um monte. Abre um berreiro. Meu marido tem me ajudado bastante nestas horas ficando com ele. Mas sempre acha que ele quer mamar mais. O Pedrinho faz aquela boquinha de quem procura o peito. Embora a pediatra tenha explicado que os bebês tentam resolver tudo (cólica e outros desconfortos) no peito, muitas vezes recoloco ele no peito, já que também não tenho a mínima certeza do que esse pequeno realmente está sentindo.

Acho que minha linha de raciocínio aqui neste post pode estar meio bagunçada. Ignorem! Com certeza é o cansaço. Mas, antes de tentar dormir, precisava passar por aqui para registrar estes novos sentimentos. Se estou assim, e só tem uma semana que sou mãe na prática, imaginem quando fizer um mês... Estou com medo de surtar, de ter que voltar aos remédios. Quero muito continuar amamentando. Amanhã, vamos à pediatra, que também é minha médica homeopata (e foi minha pediatra!). Vou pedir algum remédio para mim além de qualquer outra ajuda que ela puder dar. Talvez, seja interessante comprar uma ordenha elétrica e combinar com o marido que ele assuma as mamadas da madrugada para eu conseguir dormir. Mas, sei que ele também precisa dormir, então ainda não me sinto confortável passando toda esta tarefa apenas para ele.

Não sei o que faço. Vou dormir agora. Amanhã, veremos. Meu amor pelo Pedrinho continua o mesmo! Sou apaixonada por ele. Pelo menos, sei que não vou rejeitá-lo (uma preocupação a menos).

Obrigada à Di e ao Pai do Coração pelos ótimos conselhos. Vou tentar seguí-los antes de colapsar.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Chupeta e mamadeira: vilões ou solução?

O Pedro está em casa há 3 dias. Cada dia foi diferente. O primeiro foi bem tranquilo. Acordou para mamar de 4 em 4 horas. Apesar de ficar bem sonolenta nestas mamadas, não foi difícil de acordar. Durante o dia, a rotina muda: mama de 2 em 2 horas (isto no segundo dia). A noite seguinte, não seria tão diferente se não fosse a "manutenção do tetê esquerdo".

O bico do meu peito esquerdo começou a fazer bolha já no segundo dia de livre demanda* em casa. A dor era tanta que não consegui dar de mamar com este peito. Não achei que seria um grande problema, durante um dia, amamentar apenas com o peito direito. Me enganei. Com apenas meio dia de "inutilização", o peito esquerdo já tinha começado a doer bastante (além do bico), ficou duro e quente. Fiz uma compressa com gelo, já que a água quente estimula produção, e o meu problema era muita produção parada dentro dele.

Durante a madrugada, decidi ordenhar como havia aprendido no lactário (3 sequências de 3 minutos), para reeducar a produção de leite. A ordenha não machucou tanto quanto a sucção do Pedro. Então, descongelei um pouco do meu leite e durante a madrugada meu marido deu a mamadeira, enquanto eu ordenhava. O bico direito também estava um pouco machucado.

Percebi que a situação do peito esquerdo era mais séria do que imaginava quando vi o resultado da primeira ordenha: praticamente apenas sujei a ordenha com o pouco de leite que tirei, apesar de ter feito massagem e estimulação corretas. Confesso que fiquei com medo e desapontada. Na UTI, me esforcei tanto para meu filho não "viciar" na mamadeira, e agora em casa, a única solução seria dar a mamadeira.

Acho que sou idealista demais. Sempre fui militante da amamentação, apesar de que minha ideia deste ato era indolor e de três em três horas, sem surpresas. Como meu pequeno nasceu prematuro, a pediatra pediu que eu desse o peito sempre que ele pedisse. E, além do machucado, hoje das 9am até às 2pm, o Pedro pediu peito de hora em hora.

Fiquei desesperada. O peito já estava um pouco melhor, mas dar de mamar a cada 40 minutos estava me deixando angustiada. Eu amo meu filho, isto é fato. Mas estava impaciente e querendo desistir de tudo com esta rotina insana. Não chorei, não neguei peito, mas posso falar que nas últimas mamadas desta bateria, dei o peito bem emburrada. Se isso fosse continuar, tinha certeza absoluta que seria motivo de retornar mais rapidamente aos remédios.

Pensei em dar chupeta para o Pedro. Ele chorava muito e só parava no peito. Mas por um momento, coloquei meu dedinho na boca dele para testar se era fome mesmo (isto em um momento de total desespero). Ele chupou meu dedo por um bom tempo e ficou quietinho. Peguei o telefone na hora e liguei para a pediatra. Deixei um recado "semi-desesperado" na caixa postal dela. Ela me retornou e explicou que provavelmente ele não esatava com fome, mas sim com cólica. E bebês em qualquer situação de desconforto, recorrem ao peito.

Me senti um pouco envergonhada. Depois que a pediatra falou, tudo parecia óbvio. Ser mãe de pirmeira viagem não é nada fácil. Maternidade não é o paraíso (pelo menos não neste começo). Além de orientar sobre a cólica, ela liberou a chupeta para acalmá-lo. Meu marido esterelizou a chupeta e, enquanto eu estava no banho, outra crise de choro com barriga cheia aconteceu. Ele colocou a chupeta na boca do Pedro, e milagrosamente, ele fiou calmo.

Mais tarde meu marido saiu e o Pedro deu outra crise de choro deste mesmo jeitinho. Coloquei ele de bruços nos meus braços, com a mão esquentando a barriguinha dele e a chupeta na boca. Ele acalmou, largou a chupeta e dormiu gostoso, naquela mesma posição. Fiquei muito satisfeita de conseguir resolver o choro dele sem peito. Foi libertador!!!

Com poucos dias sendo mãe na prática, posso dizer que nada do que planejei antes se tornou realidade. Pelo contrário, fui contra as três grandes premissas que tinha durante a gravidez sobre como cuidar/educar o bebê: dei mamadeira e chupeta e estou seguindo a teoria da livre demanda. Não estou frustrada, apenas aprendendo que ser mãe é sempre uma surpresa (agradável ou não) e que a gente planeja apenas até a gravidez, depois disso, só Deus sabe!

*livre demanda: amamentar o filho quando ele pedir, independente da hora.