quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Que tal um amigo para te ajudar a alcançar seus objetivos?

Tenho vários projetos legais na minha mente. Tenho tudo para realizá-los. Mas não tenho feito nada para colocá-los em prática.

Me convenço de que quando eu estiver na nova casa farei. Por que lá o ambiente é melhor, minha cabeça funciona melhor, e blá blá blá... Problema de bipolar? Sim, mas não só. Muitas pessoas não bipolares procrastinam. Talvez os bipolares tenham maior tendência por perderem o interesse facilmente nas coisas.

Daí eu estava pensando em escrever sobre isso, mas não queria um post deprê do tipo "não presto", "não consigo" etc. Então cheguei a um bom ponto: amizades. Tenho ótimos amigos que me incentivam. São poucos, mas sei que são suficientes. Sabe aquele amigo que pode ser chato com você sem que você queira tirá-lo da sua vida? É este que pega na mão e ajuda a caminhar.

Vi um post hoje sobre as pendências que ainda temos de 2013, no Blog Vida Organizada, e tive uma boa ideia! Que tal fazer esta lista e compartilhar com um amigo?

Vamos resolver as pendências de 2013, colocar as ideias em prática para fazer uma listinha linda de novos passos (ou novos projetos) para 2014!

Desejo que vocês tenham ótimos amigos sempre ao seu lado!

Muito obrigada aos meus! Preparem-se que vou incomodá-los! ;)


sexta-feira, 25 de outubro de 2013


Todo cantinho que um dia se transforma em "nosso cantinho", com nosso cheiro e nossa cara, carrega lembranças mil! Como já comentei por aqui, vamos nos mudar para o interior de São Paulo. A princípio, não sabíamos se deveríamos alugar ou vender o apartamento. Pedimos a Deus orientação e surgiu uma compradora, sei que anunciássemos nada, visitou somente o nosso apartamento, gostou, gamou e assinou o contrato! É muito confortável quando não forçamos uma situação. Esta foi extrema, eu sei! Mas quando as coisas têm de acontecer, acontecem independente da nossa ação.

Este apartamento tem muita história! Muitas lembranças boas que gostaria de deixar registradas aqui.

Montamos o apartamento aos poucos, conforme o dinheiro permitia. Mudamos para cá em 2007 somente com o colchão e as roupas! Estreamos o apartamento com os amigos sentados no chão, comendo pão com presunto e queijo em uma sexta-feira à noite! Dois deles, a Nina e o Phê, dormiram aqui. Ela em um colchão no quarto do Pedro (sobre cimento batido como todos nós!) e ele em uma poltroninha-cama um tanto desconfortável, na sala. Raiou o dia o coitado acordou com a luminosidade na cara! No dia seguinte meu pai emprestou uma mesinha e quatro cadeiras, o J e o Phê compraram varão e cortina de banho! Compramos uma feijoada a almoçamos com nosso saudoso amigo Ross. A geladeira, dada de presente pelos meus avós, chegou na primeira semana. Tínhamos emprestado dos meus pais um microondas. Logo depois, chegou o fogão. Pronto! Casa montada!

Nosso armário da cozinha eram duas fruteiras, daquelas de carrinho, e algumas caixas. Nos banheiros consegui, dois gaveteiros sequestrados dos meus pais para colocar nossas toalhas e apetrechos de higiene. E o sofá, bem pequeno, tinha vindo da avó. Depois, ela mudou de novo de sofá. Assim herdamos um um pouco maior e que virava cama, podendo abrigar as visitas mais confortavelmente!

Foi aqui onde aprendi a ser família. Aprendi a cuidar da casa, a mantê-la em funcionamento e a transformá-la em um lar. Planejei cada cantinho. Os armários que temos eu escolhi a dedo cada nicho. Compramos conforme o dinheiro permitia. Coloquei tecido na parede da sala, reformei uma mesa da minha avó, encapei o balcão improvisado pelo meu pai, com contact, imitando um tabuleiro. Acho que o apartamento ficou montado (armários, mesa, cadeiras, sofá e rack, além dos eletrodomésticos) depois de dois anos. Como uma amiga minha diz, se você muda para uma casa toda mobiliada, tem só uma festa de inauguração, se monta aos poucos, tem várias: uma para inaugurar a mesa de jantar, outra para inaugurar armários, outra para sofás...rs

Aqui entendi a crise dos 7 anos (estamos fechando o sétimo ano de casados em novembro). Adoro a explicação que vi em algum lugar na net: esta crise é simplesmente causada pela deterioração do material. As paredes já estão sujas, as portas dos armários desreguladas, lâmpadas queimadas, pequenos reparos esquecidos...Daí acaba o glamour de casinha nova, não? E começam as brigas! Pior que meu marido segue a filosofia do Zeca Pagodinho: "Mulher! Eu não trabalho em casa!".

Foi aqui também que abriguei um cãozinho pulguento doente que achei na rua, o famoso Banner (marido publicitário que deu o nome...#vergonha). Foi para este apartamento que trouxe meu pequeno, minúsculo Pedro, recém saído da UTI. O quartinho dele foi feito a 10 mãos, que colaram tecido xadrez verde claro em meia parede. Depois, penduramos quatro quadros (Zebra, Leão, Macaco e Girafa).

E foi aqui que tive as piores crises de depressão e de descontrole emocional. Foi aqui onde aprendi, e ainda aprendo, a manter uma convivência harmoniosa, manter um lar acolhedor, para todos, especialmente para o Pedro, mesmo em crise. Ou seja, foi aqui que aprendi a deixar ele alguns instantes, para tentar me acalmar e só então, voltar para ele.

Um lar é construído de pessoas, não de coisas. E eu estou me mudando com meu lar e sei que será uma nova fase, com muita novidade, renovação, ar livre (ótimo para eu aquietar minha mente) e desafios.

Desejo que os próximos moradores construam ótimas lembranças, construam família, construam laços, independente das coisas que terão aqui dentro!

Deixo vocês com algumas imagens deste cantinho!

Detalhe no banheiro

Pia com espelho só apoiado

Galeria de arte do Pedro (ele que pediu)
Quadro de recados e relógio na cozinha

Painel de fotos & lembranças

Porta-chaves feito pela minha mãe e adesivo na caixa de luz

Flores recortadas em contact

Meu xodó! Fica na sala onde deveria ter um buffet!
Mesinha na lateral do sofá. Detalhe para o tecido na parede! <3 td="">


Balcão entre cozinha e sala. Detalhe para o tecido na parede e o contact no balcão















terça-feira, 17 de setembro de 2013

Mudança de casa

Estamos de mudança. Mudança de casa mesmo. Vamos para outra cidade, pertinho de São Paulo, tentar uma vida mais calma, mais barata e com mais verde. Já comecei a empacotar algumas coisas. Já escolhi uma escola para o Pedro. Ou seja, realmente tudo caminha para que a mudança seja em dezembro.

Novidades dão uma pilha legal para mim! Amava aqueles cadernos com as folhas lisinhas do início do ano escolar. E o cheiro de plástico do estojo de lona novo! E a ansiedade gostosa da expectativa de novos colegas. Eu curtia muito estas fases. Ainda curto! Estou animada com a mudança, mas vai ser um tanto diferente destas novidades da infância.

Vamos morar na casa que minha família já tem lá. Ou seja, não tem a nossa cara. No entanto, vamos tentar maquiá-la para que fique. Conforme nos adaptarmos por lá, decidiremos se vendemos o apartamento. Caso a gente venda, construiremos a casa com a nossa cara. Mas até lá...

A coisa que mais pega com esta mudança é que eu temo não me sentir em casa lá. O fato de eu ficar sozinha já está praticamente resolvido pois estou com um projeto com uma amiga que me ocupará bastante tempo. E já conheço umas quatro famílias que moram por lá. Sendo que destas quatro, duas sei que não teriam problemas em me receber repentinamente no meio da tarde (me imagino chegando com um bolo na mão, implorando por companhia!!!).

Mas para tudo existe uma estratégia. A casa tem três quartos, dois em cima e um em baixo. Os meus pais dormem no de cima, quando vão aos finais de semana, E a gente, nós três, no outro quarto no mesmo andar. Tem uma suíte no andar de baixo. Daí o dilema de ficarmos em baixo e o Pedro em cima...Ou os três no mesmo quarto...Mas, felizmente, meus pais se ofereceram para mudar para baixo. Então, acho que conseguiremos mobiliar e decorar nosso espaço de forma bem pessoal. Isso já vai ajudar. Parece bobeira, mas estava me consumindo (achei que meus pais não aceitariam mudar de quarto). A outra ideia é montar o cantinho do Pedro na sala e encher a casa com porta-retratos. Espero que funcione!

E se não funcionar, apelo para esta outra estratégia! :-)

fonte: Facebook

sábado, 27 de julho de 2013

Crise e fé

Um pensamento recorrente que tenho é "até quando vou suportar viver sendo eu mesma?". Coisas pequenas e idiotas muitas vezes são como uma gota no meu cérebro, causando ondas e mais ondas de pensamentos caóticos que me levam a fazer este questionamento.

E estas gotas podem ser desde uma simples discussão com o marido até uma grande crise sobre emprego. Em todos os casos as ondas que se formam seguem o raciocínio (i)lógico: sou incapaz; não sirvo para nada; vou ser sempre assim; não tenho futuro; que vida é essa?

Nunca pensei em tirar a minha vida. Não faria isso. Mas penso no meu futuro com medo.

Ao mesmo tempo, consigo perceber o quanto sou capaz, o quanto sei rebolar para sobreviver e o quanto sei fazer diversas coisas, inclusive profissionalmente. E sobre esta última sei mesmo, pois realizei trabalhos excelentes em marketing, em fisioterapia do trabalho e em pesquisa científica. E também sei que sou uma mãe e esposa dedicada.

Desculpe-me os não bipolares, que talvez não entendam este desabafo, mas acho que só nós entendemos esta dicotomia de pensamento. Só nós conseguimos saber o que é este sofrimento.


Update em 30/07/2013:
Graças a Deus , em quem confio, que me dá esperança para superar estas fases. Tenho fé que Ele cuida de mim e tem poder para mudar minha mente, meus pensamentos. Eu acredito também que não foi sacanagem de Deus eu ser bipolar. Ele não dá nada além do que a gente possa suportar. A cada crise superada, vejo o cuidado dEle comigo. Pois Ele capacitou psicólogos e psiquiatras para nos ajudar, deu inteligência aos homens para fabricar os remédios, me ajuda a me conhecer cada dia mais e é um refúgio para minha mente em momentos de depressão. Não é fácil, mas quando eu persisto em ficar em oração nas crises, Deus me dá paz. Ele que coordenou cada célula quando eu ainda estava no útero da minha mãe. Ele me conhece mais do que ninguém. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

(Não) culpa ao retornar da licença maternidade

Estava zapiando em uma página de empregos e uma vaga me chamou a atenção. Mas, para variar, exigia formação em jornalismo. Era uma vaga para redação + redes sociais. Além de enviar o currículo, era necessário enviar um texto sobre "culpa que as mães sentem quando têm de sair da licença maternidade e voltar ao trabalho". Sei que não tenho chance para a vaga, não sou jornalista, mas me coloquei como desafio escrever sobre o tema, com uma pequena variação!

Quando o Pedro tinha uns 7 meses, voltei a trabalhar. Foi o meu primeiro emprego na área de "digital". Eu fazia um pouco de tudo. Auxiliava no planejamento dos aplicativos; fuçava alguns assuntos na internet; escrevia para o blog da empresa; ajudava no gerenciamento de uma conta no twitter e tinha ideias. O trabalho era das 10h às 19h, a princípio, duas vezes por semana. A minha mãe e a minha tia alternavam no cuidado do Pedro. Pouco tempo depois, acabei indo cinco vezes por semana. Como eu ainda amamentava, eu tinha que tirar leite durante o expediente, pelo menos uma vez, se não a dor era insuportável. Mesmo assim eu não senti culpa (não, eu não sou desnaturada).

Infelizmente a empresa fechou no final de 2011, e eu fiquei órfã. Como ainda não tinha formação na área de comunicação e tinha pouquíssima experiência, demorei mais de um ano para voltar a trabalhar. Aí veio a culpa. Culpa por não ter a qualificação na área que eu desejava. Culpa por não ter começado nesta área mais cedo. Mas depois de ter feito alguns cursos, consegui um emprego, período integral, em uma consultoria de marketing. E nesta época o Pedro já estava na escola. E eu comecei a me sentir "dona do meu nariz" de novo. Me senti capaz. Me senti produtiva. Mas daí (sempre tem um mas) o Pedro passou a ter bronquiolites de repetição, precisando ser internado duas vezes, além das várias idas ao pronto-socorro. Óbvio que ele teve que sair da escola e eu, do emprego.

Você deve estar pensando: agora veio a culpa, não? Bem, o que eu senti foi uma grande preocupação com a saúde dele, que era maior do que qualquer vontade de trabalhar. Mas não me senti culpada pela doença dele. E também não tenho como afirmar que se eu estivesse em casa com ele isso não teria acontecido, até porque ele já havia tido bronquiolite aos 5 meses, quando ainda ficava tempo integral comigo. Depois que saí do emprego, fiquei com ele em casa por 6 meses, tempo em que ele engordou, cresceu bastante e diminuiu os remédios preventivos. Depois, voltou para a escola, meio período (faço alguns freelas de marketing a partir de casa mesmo). Desde então, precisou ir ao hospital uma vez por conta de uma virose, daquelas de não parar de vomitar.

É totalmente normal ficar muito chateada pela separação repentina pela qual a maioria das mães precisam passar quando retornam da licença maternidade. Sou super a favor de estender esta licença quando os pais tem condições financeiras e emocionais para isso. Entendo que o ideal é fazer este processo aos poucos, pois desta maneira tanto mãe quanto bebê sentem menos e se adaptam com maior facilidade e tranquilidade. Mas não gosto dessa cultura de alimentar a "culpa maternal". Não devemos nos sentir culpadas por voltar a trabalhar ou por sairmos com os maridos sem os filhos.

Segundo o dicionário Michaelis, um dos significados de culpa é "Consequência de se ter feito o que não se devia fazer.". Então, se você não tem como cancelar o retorno ao trabalho, não se culpe. Se você não tem como ficar período integral em casa com seu filho por questões emocionais suas, não se culpe. Se culpe se você não der atenção ao seu filho quando ele estiver com você. Se culpe se você não se esforçar para ter este tempo com ele. Se culpe se você negligenciá-lo de qualquer maneira, pois presença de mãe, ninguém substitui.








sexta-feira, 29 de março de 2013

Fase das birras & falta de paciência

O Pedro está agora com 2 anos e 3 meses, aparentemente com certeza, fase da birra. E essa birra é do tipo sem motivo nenhum. Talvez para testar os limites dele e dos pais. Talvez para mostrar que ele tem o tempo dele. Então ele simplesmente decide que vai ficar de bunda pra cima quando eu quero trocar a fralda e pronto. E quando eu tento virá-lo na marra ele faz uma força que não parece ser de um bebê de dois anos! Outra birra é a do banho: não quer entrar no banho; não quer ser ensaboado; não quer sair do banho; não quer ser enxugado. Fácil! Fora outras que imagino que qualquer mãe ou pessoa que conviva com crianças conheça muuuito bem!

Como já disse aqui, meu mal é a intolerância e falta de paciência. Nestes últimos dias, coincidentemente dias em que eu não tirei um tempo para mim à tarde, a paciência teve folga. Com pouca birra eu já explodo por dentro. Fico nervosa, tento argumentar com o Pedro elevando a voz, e, por fim, como geralmente perco a briga, deixo ele onde está e vou para outro cômodo espairecer, pedir a Deus calma, respirar.    

Nunca levantei a mão para ele. Mas só o fato de gritar já acho horrível. Me sinto pésima. Fico pensando nos traumas que pode causar, em bobeiras do tipo e outras. Inclusive, todas as idiotices que já ouvi sobre bipolar ser monstro e não poder ser mãe ficam ecoando na minha mente. Fico dias mal remoendo o que fiz, sofrendo. E o Pedro, graças a Deus, parece não ligar! Quando volto para o quarto, ele está deitadinho sobre a fralda, barriga para cima, rindo! rs

Sei que aparento ser uma mulher forte. Mas não sou. Sou apenas insistente e, acho, corajosa. Acredito que posso melhorar, posso não repetir o erro (nem sempre acredito nisso). E conheço meus limites. O que é fundamental. Sei que se um dia eu ficar agressiva a ponto de machucar alguém, eu mesma me internarei se preciso. Se eu ficar uma pessoa insuportável com quem conviver, vou procurar ajuda. E se eu não perceber a minha loucura, sei que meu marido, minha família, vão perceber e dar o suporte necessário. Triste pensar em tudo isso. Felizmente está longe da minha realidade, mas sei que existem mulheres que passam por isso.

Desejo coragem, insistência e auto-conhecimento a todas as mães, especialmente as bipolares. Que conheçam seus limites e que estejam cercadas de pessoas que verdadeiramente as amam.

E que a fase de birra passe rapidinho, sem grandes traumas!!!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Meditação - para acalmar crises!

Vi este vídeo no facebook ensinando a meditação em 1 minuto. Alguém compartilhou. Gostei muito! Serve para se concentrar, respirar, limpar a mente, recomeçar. Ajuda a acalmar! Aproveitem!