terça-feira, 17 de setembro de 2013

Mudança de casa

Estamos de mudança. Mudança de casa mesmo. Vamos para outra cidade, pertinho de São Paulo, tentar uma vida mais calma, mais barata e com mais verde. Já comecei a empacotar algumas coisas. Já escolhi uma escola para o Pedro. Ou seja, realmente tudo caminha para que a mudança seja em dezembro.

Novidades dão uma pilha legal para mim! Amava aqueles cadernos com as folhas lisinhas do início do ano escolar. E o cheiro de plástico do estojo de lona novo! E a ansiedade gostosa da expectativa de novos colegas. Eu curtia muito estas fases. Ainda curto! Estou animada com a mudança, mas vai ser um tanto diferente destas novidades da infância.

Vamos morar na casa que minha família já tem lá. Ou seja, não tem a nossa cara. No entanto, vamos tentar maquiá-la para que fique. Conforme nos adaptarmos por lá, decidiremos se vendemos o apartamento. Caso a gente venda, construiremos a casa com a nossa cara. Mas até lá...

A coisa que mais pega com esta mudança é que eu temo não me sentir em casa lá. O fato de eu ficar sozinha já está praticamente resolvido pois estou com um projeto com uma amiga que me ocupará bastante tempo. E já conheço umas quatro famílias que moram por lá. Sendo que destas quatro, duas sei que não teriam problemas em me receber repentinamente no meio da tarde (me imagino chegando com um bolo na mão, implorando por companhia!!!).

Mas para tudo existe uma estratégia. A casa tem três quartos, dois em cima e um em baixo. Os meus pais dormem no de cima, quando vão aos finais de semana, E a gente, nós três, no outro quarto no mesmo andar. Tem uma suíte no andar de baixo. Daí o dilema de ficarmos em baixo e o Pedro em cima...Ou os três no mesmo quarto...Mas, felizmente, meus pais se ofereceram para mudar para baixo. Então, acho que conseguiremos mobiliar e decorar nosso espaço de forma bem pessoal. Isso já vai ajudar. Parece bobeira, mas estava me consumindo (achei que meus pais não aceitariam mudar de quarto). A outra ideia é montar o cantinho do Pedro na sala e encher a casa com porta-retratos. Espero que funcione!

E se não funcionar, apelo para esta outra estratégia! :-)

fonte: Facebook

sábado, 27 de julho de 2013

Crise e fé

Um pensamento recorrente que tenho é "até quando vou suportar viver sendo eu mesma?". Coisas pequenas e idiotas muitas vezes são como uma gota no meu cérebro, causando ondas e mais ondas de pensamentos caóticos que me levam a fazer este questionamento.

E estas gotas podem ser desde uma simples discussão com o marido até uma grande crise sobre emprego. Em todos os casos as ondas que se formam seguem o raciocínio (i)lógico: sou incapaz; não sirvo para nada; vou ser sempre assim; não tenho futuro; que vida é essa?

Nunca pensei em tirar a minha vida. Não faria isso. Mas penso no meu futuro com medo.

Ao mesmo tempo, consigo perceber o quanto sou capaz, o quanto sei rebolar para sobreviver e o quanto sei fazer diversas coisas, inclusive profissionalmente. E sobre esta última sei mesmo, pois realizei trabalhos excelentes em marketing, em fisioterapia do trabalho e em pesquisa científica. E também sei que sou uma mãe e esposa dedicada.

Desculpe-me os não bipolares, que talvez não entendam este desabafo, mas acho que só nós entendemos esta dicotomia de pensamento. Só nós conseguimos saber o que é este sofrimento.


Update em 30/07/2013:
Graças a Deus , em quem confio, que me dá esperança para superar estas fases. Tenho fé que Ele cuida de mim e tem poder para mudar minha mente, meus pensamentos. Eu acredito também que não foi sacanagem de Deus eu ser bipolar. Ele não dá nada além do que a gente possa suportar. A cada crise superada, vejo o cuidado dEle comigo. Pois Ele capacitou psicólogos e psiquiatras para nos ajudar, deu inteligência aos homens para fabricar os remédios, me ajuda a me conhecer cada dia mais e é um refúgio para minha mente em momentos de depressão. Não é fácil, mas quando eu persisto em ficar em oração nas crises, Deus me dá paz. Ele que coordenou cada célula quando eu ainda estava no útero da minha mãe. Ele me conhece mais do que ninguém. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

(Não) culpa ao retornar da licença maternidade

Estava zapiando em uma página de empregos e uma vaga me chamou a atenção. Mas, para variar, exigia formação em jornalismo. Era uma vaga para redação + redes sociais. Além de enviar o currículo, era necessário enviar um texto sobre "culpa que as mães sentem quando têm de sair da licença maternidade e voltar ao trabalho". Sei que não tenho chance para a vaga, não sou jornalista, mas me coloquei como desafio escrever sobre o tema, com uma pequena variação!

Quando o Pedro tinha uns 7 meses, voltei a trabalhar. Foi o meu primeiro emprego na área de "digital". Eu fazia um pouco de tudo. Auxiliava no planejamento dos aplicativos; fuçava alguns assuntos na internet; escrevia para o blog da empresa; ajudava no gerenciamento de uma conta no twitter e tinha ideias. O trabalho era das 10h às 19h, a princípio, duas vezes por semana. A minha mãe e a minha tia alternavam no cuidado do Pedro. Pouco tempo depois, acabei indo cinco vezes por semana. Como eu ainda amamentava, eu tinha que tirar leite durante o expediente, pelo menos uma vez, se não a dor era insuportável. Mesmo assim eu não senti culpa (não, eu não sou desnaturada).

Infelizmente a empresa fechou no final de 2011, e eu fiquei órfã. Como ainda não tinha formação na área de comunicação e tinha pouquíssima experiência, demorei mais de um ano para voltar a trabalhar. Aí veio a culpa. Culpa por não ter a qualificação na área que eu desejava. Culpa por não ter começado nesta área mais cedo. Mas depois de ter feito alguns cursos, consegui um emprego, período integral, em uma consultoria de marketing. E nesta época o Pedro já estava na escola. E eu comecei a me sentir "dona do meu nariz" de novo. Me senti capaz. Me senti produtiva. Mas daí (sempre tem um mas) o Pedro passou a ter bronquiolites de repetição, precisando ser internado duas vezes, além das várias idas ao pronto-socorro. Óbvio que ele teve que sair da escola e eu, do emprego.

Você deve estar pensando: agora veio a culpa, não? Bem, o que eu senti foi uma grande preocupação com a saúde dele, que era maior do que qualquer vontade de trabalhar. Mas não me senti culpada pela doença dele. E também não tenho como afirmar que se eu estivesse em casa com ele isso não teria acontecido, até porque ele já havia tido bronquiolite aos 5 meses, quando ainda ficava tempo integral comigo. Depois que saí do emprego, fiquei com ele em casa por 6 meses, tempo em que ele engordou, cresceu bastante e diminuiu os remédios preventivos. Depois, voltou para a escola, meio período (faço alguns freelas de marketing a partir de casa mesmo). Desde então, precisou ir ao hospital uma vez por conta de uma virose, daquelas de não parar de vomitar.

É totalmente normal ficar muito chateada pela separação repentina pela qual a maioria das mães precisam passar quando retornam da licença maternidade. Sou super a favor de estender esta licença quando os pais tem condições financeiras e emocionais para isso. Entendo que o ideal é fazer este processo aos poucos, pois desta maneira tanto mãe quanto bebê sentem menos e se adaptam com maior facilidade e tranquilidade. Mas não gosto dessa cultura de alimentar a "culpa maternal". Não devemos nos sentir culpadas por voltar a trabalhar ou por sairmos com os maridos sem os filhos.

Segundo o dicionário Michaelis, um dos significados de culpa é "Consequência de se ter feito o que não se devia fazer.". Então, se você não tem como cancelar o retorno ao trabalho, não se culpe. Se você não tem como ficar período integral em casa com seu filho por questões emocionais suas, não se culpe. Se culpe se você não der atenção ao seu filho quando ele estiver com você. Se culpe se você não se esforçar para ter este tempo com ele. Se culpe se você negligenciá-lo de qualquer maneira, pois presença de mãe, ninguém substitui.








sexta-feira, 29 de março de 2013

Fase das birras & falta de paciência

O Pedro está agora com 2 anos e 3 meses, aparentemente com certeza, fase da birra. E essa birra é do tipo sem motivo nenhum. Talvez para testar os limites dele e dos pais. Talvez para mostrar que ele tem o tempo dele. Então ele simplesmente decide que vai ficar de bunda pra cima quando eu quero trocar a fralda e pronto. E quando eu tento virá-lo na marra ele faz uma força que não parece ser de um bebê de dois anos! Outra birra é a do banho: não quer entrar no banho; não quer ser ensaboado; não quer sair do banho; não quer ser enxugado. Fácil! Fora outras que imagino que qualquer mãe ou pessoa que conviva com crianças conheça muuuito bem!

Como já disse aqui, meu mal é a intolerância e falta de paciência. Nestes últimos dias, coincidentemente dias em que eu não tirei um tempo para mim à tarde, a paciência teve folga. Com pouca birra eu já explodo por dentro. Fico nervosa, tento argumentar com o Pedro elevando a voz, e, por fim, como geralmente perco a briga, deixo ele onde está e vou para outro cômodo espairecer, pedir a Deus calma, respirar.    

Nunca levantei a mão para ele. Mas só o fato de gritar já acho horrível. Me sinto pésima. Fico pensando nos traumas que pode causar, em bobeiras do tipo e outras. Inclusive, todas as idiotices que já ouvi sobre bipolar ser monstro e não poder ser mãe ficam ecoando na minha mente. Fico dias mal remoendo o que fiz, sofrendo. E o Pedro, graças a Deus, parece não ligar! Quando volto para o quarto, ele está deitadinho sobre a fralda, barriga para cima, rindo! rs

Sei que aparento ser uma mulher forte. Mas não sou. Sou apenas insistente e, acho, corajosa. Acredito que posso melhorar, posso não repetir o erro (nem sempre acredito nisso). E conheço meus limites. O que é fundamental. Sei que se um dia eu ficar agressiva a ponto de machucar alguém, eu mesma me internarei se preciso. Se eu ficar uma pessoa insuportável com quem conviver, vou procurar ajuda. E se eu não perceber a minha loucura, sei que meu marido, minha família, vão perceber e dar o suporte necessário. Triste pensar em tudo isso. Felizmente está longe da minha realidade, mas sei que existem mulheres que passam por isso.

Desejo coragem, insistência e auto-conhecimento a todas as mães, especialmente as bipolares. Que conheçam seus limites e que estejam cercadas de pessoas que verdadeiramente as amam.

E que a fase de birra passe rapidinho, sem grandes traumas!!!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Meditação - para acalmar crises!

Vi este vídeo no facebook ensinando a meditação em 1 minuto. Alguém compartilhou. Gostei muito! Serve para se concentrar, respirar, limpar a mente, recomeçar. Ajuda a acalmar! Aproveitem!



quinta-feira, 14 de março de 2013

O que eu aprendi com "O lado bom da vida"

Acabei de ler o livro "O lado bom da vida" ontem. Faltava metade do livro ainda, mas a leitura deslanchou de tal maneira que precisei ler até o final! Para quem ainda não viu o filme, nem leu o livro, ele é sobre Pat Peoples, bipolar, que é internado por tempo indeterminado em uma instituição psiquiátrica após vivenciar uma situação traumática. Sua mãe, no entanto, se responsabiliza por ele e tira ele da instituição. O livro é basicamente sobre este tempo de ajuste ao "mundo real".

E o que eu aprendi com ele (ou foi reforçado em mim)? Não se preocupe, não vou estragar sua leitura ou sua ida ao cinema!


  1. Sua mãe é uma das únicas pessoas que não vai desistir de você, independente da crise. E talvez seja a única...
  2. Não existe bipolar estável sem família estável. Ter apoio em casa é fundamental.
  3. Saber driblar suas crises, mesmo que de uma maneira "boba" aos olhos dos outros, também é fundamental. Especialmente as crises de raiva.
  4. Esportes e artes unem as pessoas, mesmo as aparentemente incompatíveis.
  5. Deus faz milagres (seja no Natal ou não!) 
  6. Não adianta rodear com a mentira ou tentar dar um jeito com a mentira. No final, só a verdade liberta.
  7. E por último, "ser gentil a invés de ter a razão" é um bom lema para a vida!
Ainda não assisti ao filme, mas com certeza recomendo a leitura!



sábado, 9 de março de 2013

vídeo "motivacional" All work and all play (legendado)

ficou muito depressivo com meu último post? que tal pensar um pouco sobre o que você tem feito com a sua vida? bom para refletir, especialmente sobre a vida profissional. não vai te deprimir mais, mas vai fazer você pensar, pensar e pensar!